sejam bem vindos

quero que ao entrar, possa se servir das grandezas da palavra de Deus, fique tranquilo, não tenha pressa, leia a vontade, que o Senhor te abençoe ao entrares e ao saires. Amém Jesus!!

domingo, 17 de julho de 2011

GEOGRAFIA DA PALESTINA

PROF: MARCONI PEREIRA DA SILVA.
GEOGRAFIA DA PALESTINA.

SUMARIO

1. INTRODUÇÃO 08
2. GEOGRAFIA FÍSICA DA PALESTINA 10

2.1 Orla Mediterrâneo 11
2.1.1 Do Líbano ao Monte Carmelo 11 2.1.2 Planície de Acre 11
2.1.3 Planície de Sarom 11
2.1.4 Planalto Filístia 11
2.1.5 Sefelá 11
2.2 Planalto Central 12
2.2.1 Galiléia 12
2.2.2 Esdraelon 12
2.2.3 Jezreel 12
2.2.4 Samaria 12
2.2.5 Judéia 12
2.2.6 Negueve 13
2.3 Vale do Jordão e Mar Morto 13
2.3.1 Do Hermom ao Vale de Hula 13
2.3.2 Do Vale de Hula ao Mar da Galiléia 13
2.3.3 Do Mar da Galiléia ao Mar Morto 13
2.3.4 O Vale do Mar Morto 13

2.4 Transjordânea 13
2.4.1 Terra de Golã ao Basã 13
2.4.2 O Hauram 13
2.4.3 Giliarde 14

3. OROGRAFIA DE ISRAEL 16

4. HIDROGRAFIA DA PALESTINA 18

5. CLIMA DA PALESTINA 25

6. GEOGRAFIA DEMOGRAFICA DA PALESTINA 30

7. PRINCIPAIS CIDADES DE ISRAEL 35

8. COORDENADA GEOGRAFICA 38

CONCLUSÃO 40

REFERÊNCIAS 41



1. INTRODUÇÃO

2- GEOGRAFIA FISICA DA PALESTINA

O antigo pais formava uma estreita faixa que se distendia ao longo do Levante: a leste confrontava com a orla ocidental do grande deserto sirio-árabe; ao sul, separava-a do Egito a área inculta do Sinai; ao norte, o extremo do país era marcado pela cidade de Da, junto à nascente principal do Jordão, próximo ao Monte Hermom.
A distância total de Da a Berseba, nos dias do Velho Testamento, era de 225 quilómetros, e do Mediterrâneo à entrada do deserto a leste, tinha mais ou menos 130 km. A área de Israel nos dias de Davi era de 29.250 km2. A área do atual Israel (1.966) é de 20.762 km2. Depois da Guerra dos seis dias (junho l .967), o território de Israel passou a ter 89.351 km2, com a seguinte distribuição:

Territórios administrados:

• Sinai. 61.198km2
• Judéia e Samaria. 5.878 km2
• Gola. 1.150 km2
• Faixa de Gaza. 363 km2
• B. Território Anterior. 20.762 km2
• Total. 89.351 km2.

Os geógrafos da Bíblia atendo-se principalmente aos tempos bíblicos, dividem a Palestina em quatro bem acentuadas e distintas regiões:

I. ORLA MEDITERRÂNEA
II. PLANALTO CENTRAL
III, VALE DO JORDÃO E MAR MORTO
IV. TRANSJORDÂNIA

Cada uma dessas quatro regiões, por sua vez, se divide em outras partes, como importantes nos dias andante de Israel:
I. ORLA MEDITERRÂNEA

Nos dias bíblicos, Israel tinha 418 km de costa. Suas possessões iam da Tribo de Aser, que limitava ao Norte com a Fenícia, descia ao Carmelo. Manassés ia do Cannelo até perto de Jope, onde começavam os Limites de Efrain e uma pequena parte de Dã.

A orla Mediterrânea conta com as seguintes divisões:

1. Do Libano ao Monte Carmelo – Faz fronteira em Rosh ha-NIKRAH, a famosa caverna cavada no milenios, pelas águas furiosas do Mediterrâneo na rocha virgem.
2. Planice do Acre – Abrange a parte ocidental de Esdraelon e Jezreel, correndo do Sul da Baixa Galileia, tocando o norte de Samaria. Dirige-se depois para a costa, terminando no Monte Carmelo, cuja atitude alcança 600m sobre o mar.
3. Planice de SAROM – Começa no Sul do Carmelo e vai até Jope, hoje o grande porto Judeu de Jafa. No sentido Norte-Sul mede 80 km por 15 Leste-Oeste.
4. Planalto da Filistia – É a continuação de Sarom. Norte-Sul mede 50km por 25 Leste-Oeste.
5. Sefelá – Que significa terra baixa. Um altiplano rochoso que corre da costa, rumo SE penetrando até a fronteira da tribo de Judá.

II. PLANALTO CENTRAL

Planalto Central - Corre de norte para Sul, entre a faixa da Orla Marítima e o Vale do Jordão, e vai dos contrafortes da cadeia dos Líbanos, na Fenícia e se dirige para o extremo sul do Negueve, em pleno deserto, passando naturalmente pelo Mar Morto. E as principais divisões do Planalto Central são:
1) Galiléia, Alta. - A mesma região, separada por uma linha imaginária que saindo da cidade de SAFEDE, vai até Acre. O território ocupado por toda a Galiléia é de 50 km de largura por 100 de comprimento. A Galiléia limita ao Norte com o Rio LITANI; ao sul com a cadeia do Carmelo; a leste com o Jordão, o vale de Hula e o Mar da Galüéia, e ao ocidente com o Mediterrâneo
2) Esdraelom Grande planície, com a forma de um triângulo, cuja base se inclina para o norte do Carmelo. A linha passa pêlos montes de Nazaré a mais ou menos 24 km do Tabor. A oriental corre para o Monte Jenin, num percurso de 15 km do pequeno Hermom e o Gilboa, onde fecha o triângulo.
3) Jezreel — Ao planalto de Esdraelom, segue-se o de Jezreel. Fica entre o Pequeno Hermom e os montes da Baixa Galüéia ao norte e o Gilboa ao sul.
4) Samaria — Pode ser considerada continuação do território da Galiléia e Esdraelom. Planalto que está a mais de 100 m sobre o nível do Mar. Limita ao norte com o Mar da Galiléia, ao ocidente com o Mediterrâneo; ao Sul com as montanhas da Judéia e a leste com o Jordão. Dois montes principais se destacam na região: Ebal e Gerizim. Na depressão formada pêlos dois famosos montes temos Nabius, antiga Siquém, em cujas proximidades está Sicar com o Poço de Jacó.
5) Judéia — Este território começa em Betei e termina em Berseba,
numa extensão norte-sul de 96 km. Ao norte limita com as montanhas da Samaria, ao sul com Berseba, a leste com o Jordão e a oeste com o Mediterrâneo.
6) Negueve — O termo é usado no V. T. geralmente para designar o Sul. Ao norte limita com a parte meridional dos montes da Judéia; ao oeste com o Mediterrâneo; a leste com o deserto de Sin e a Arabá e ao Sul com Cades. A área do Negueve é extensa e se divide em:

Negueve dos Quereteus
Negueve de Judá
Negueve de Calebe
Negueve dos Queritas
Negueve Yerahmeei, na direçâo de Cades.
III. VALE DO JORDÃO E MAR MORTO

Esta região palestínica vai do Hermom que se ergue a quase 3 mil metros e o Vale do Mar Morto que está a 400 m abaixo do Nível do Mar. acresce a isso que o leito do Mar Morto está a 400 m de profundidade. as principais divisões desses vales são:

1) Do Hermom ao Vale de Hula
2) Do Vale de Hula ao Mar da Galiléia
3) Do Mar da Galiléia ao Mar Morto
4) O Vale do Mar Morto

IV. TRANSJORDÂNIA

Literalmente refere-se à porção de terra que fica além do Jordão, isto é, leste desse rio. Limita ao norte com Damasco e Hermom; a oeste com o Jordão; a leste com o Deserto siro-arábico e ao sul com o Wadiel-Hesa que é o Bíblico Zerede. Suas principais divisões são:
1) Terra de Golã ou Basâ — Vai do Monte Hermom ao Rio Iarmuque e do vale do Jordão ao Mar da Galiléia.
2) O Hauram — Que começa em El-Lojá e prossegue até confmar com a faixa do deserto.
3) Giliarde – Além do Iarmuque e vai até o Wadi Hebã, ao norte do Mar Morto ao Jordão até o deserto, entrando em Hmã.

A parte oriental da Palestina consiste em um longo platô afirma, R.N. Champlin, que vai desde o monte Hermom, ao norte, até o monte Hor, em Edom, ao sul. Quatro areas distintas, que são:

1. A Planície Marítima. Essa planície vai desde o rio Leontes, ao norte, a 8 km ao norte de Tiro, até o deserto para além de Gaza, ao sul. O monte Carmelo, entretanto, interrompe esse vale. A partir do Carmelo para o sul, até Jope, a região é conhecida como planície de Sarom; e então como Sefelá, desde Jope até o ribeiro de Gaza, na direção sul. Mais ao sul ainda, fica a área conhecida como planície da Filistia.

2. Cadeia Central. Conforme foi dito acima, as montanhas do Líbano internam-se Palestina adentro; e nos distritos da Galiléia, da Samaria e da Judéia há extensões mais baixas dessa cadeia. A Alta Galiléia dispõe de certo número de colinas, algumas das quais entre 600 e 900 m de altura, ou mesmo pouco mais, e outras chegando até os 1200 m de altitude. Abaixo damos as altitudes dos principais montes e colinas da Palestina. A Baixa Galiléia forma um triângulo malfeito, limitado pelo mar da Galiléia e pelo rio Jordão, até Bete-Seã, a leste, e pela planície de Esdrelom, a sudeste. Colinas mais baixas são encontradas ali. O monte Tabor chega a 562 m, e o monte Gilboa a 502 m de altitude. A planície de Esdreiom intercepta a região central. Ao sul dessa área há muitos wadis (vide). O monte Gerizim chega aos 869 m de altura, onde ficava a cidade de Samaria. De Betei a Hebrom, na Judéia, a serra continua e chega à altura de 670 m. Betei está a uma altitude média de 792 m; Belém, a 778 m; Hebrom, a 927 m.

3. O Vale do Rio Jordão. Na verdade, esse vale é uma profunda e longa garganta. Desde a altitude de 518 m, no monte Hermom, vai descendo rapidamente na direção do mar Morto, que já fica a 375 m abaixo do nível do mar. E o mar Morto, propriamente dito, é bastante profundo; seu fundo fica a 396 m abaixo de sua superfície, tornando esse o lugar mais baixo à face do planeta. Na verdade, tudo isso faz parte da falha geológica que percorre dai até o mar Vermelho e entra na parte oriental da África.

4. A Palestina Oriental. Temos ai um extenso platô, a maior parte do qual mantém-se a uma altitude de mais de 900 m. Essa área incluía localidades como Basã, Gileade e Moabe. Está dividida por quatro rios: o larmuque, o Jaboque, o Arnom e o Zerede. Os dois primeiros são tributários do Jordão. Mas o Amom e o Zerede desaguam diretamente no mar Morto. Ao sul do mar Morto fica a Arabá, rica em cobre, que se espraia até Eziom-Geber, no extremo norte do mar Vermelho. Elevações de Alguns Picos e Locais Notáveis:

Monte Hermom, 3050 m; monte Catarina, no Sinai, 2460 m; Jebel Mousa, no Sinai, 2145 m; Jebel et-Tyh, no Sinai, 1312 m; Jebel er-Ramah, 915 m; Hebrom, 824 m; monte das Oliveiras, 774m; Safete, 762 m; monte Gerizim, 732 m; Damasco, 667 m; monte Tabor, 533 m; passo de Zefate, 438 m; deserto de et-Tyh, 427 m; Nazaré, 250 m; planície de Esdrelorn, 140 m; lago de Tiberiades, 26 m abaixo do nível do mar; a Arabá, em Cades, 28 m abaixo do nível do mar; o mar Morto, 375 m abaixo do nível do mar; o fundo do mar Morto, 771 m abaixo do nível do mar.

3. OROGRAFIA DE ISRAEL

A terra de Canaá" é montanhosa por excelência. Daí a razão da Bíblia chamá-la 'Terra de montes e vales" (Deut. 11:11).
A ERETZ ISRAEL como era denominado Israel nos tempos bíblicos e hodiernamente também, de norte a sul media 225 km e do Mediterrâneo até a entrada do deserto, 130 km. Nessa pequenina faixa existem os contrastes mais chocantes da terra e por isso encantadores. Do monte Hermom, a quase três mil metros acima do nível do Mediterrâneo, ao vale do Mar Morto, a 400 metros abaixo do nível do mar, com rios e vales, montes e desertos, lagos e pântanos, jardins floridos e aridez gritante, olivais imensos e areias quentes, frio e calor, a ERETZ ISRAEL forma num quadro, o conjunto mais espetacular do globo. Do Hermom ou do Nebo podemos descortinar esse maravilhoso panorama da Terra Santa.
Israel passou 400 anos no Baixo Egito, cujas terras são planas, onde não chove e confina com o medonho deserto do Saara. Passaria, sob o comando de Moisés, para Canaa, terra de montes e vales, e onde a chuva é abundante no inverno. Os montes exerceram poderosa influência no povo que cantou na sua poesia ou prosa, os cumes e as elevaçõe.
A importância dos montes na Bíblia é muito grande. As Táboas da Lei foram dadas por Deus a Moisés num monte; Arao morreu num monte; também Moisés; a Bênção e a Maldição foram proclamadas em montes; João Batista nasceu nas montanhas; Jesus nasceu na região montanhosa da Judéia; sua grande batalha com o Diabo, foi num monte; num monte o seu maior sermão; Transfígurou-se no monte; agonizou num monte; crucificado num monte; sepultado e ressurreto num monte, e ascendeu ao céu de um monte e voltará colocando seus pés no Monte das Oliveiras. Para entendermos claramente o sistema orográfico da Palestina, precisamos começar pelo norte, isto é, por Líbano e Síria, fora, portanto, dos territórios de Israel. Alguns montes servem de limite entre esses países e outras cordilheiras que entram por Israel e Reino da Jordânia.


Duas serras LIBAMOS E ANTE-LIBANOS e o correspondente vale entre eles.
MONTES LIBANOS
O NOME - No hebraico é Ha- LEBANON, que procede da raiz LBN que significa SER BRANCO; no árabe é GEBEL-EL-LIGNAN que quer dizer BRANCO, por causa da neve que cobre seus picos o ano todo (Jer. 18:14); os assírios o chamavam LABIAN ou LABNANU; os Hiteus, NIBLANI; os egípcios RBRN, e os cananeus (conforme consta na relação de Ugarite), LBNN.
Cadeias dos Montes Libanos

MONTES ANTELÍBANOS

O Antelíbano corre paralelo ao Libano desde do nordeste para sudoeste avança para o sul e, pelo Hermom, separa-se dos montes de Israel. Ocupa uma extensão de mais ou menos 163 km. Mais estreita do que a sua companheira do ocidente; mais árida também sua terra. Nessa serra nascem os famosos rios ABANA e FARPAR (II Reis 5:12). É mais baixa que a serra do Líbano.
Divide-se em duas porções, separadas pelo platò de onde desce o rio Barada, que corre para o ocidente e irriga o oásis de Damasco tornando suas terras ricas e produtivas. O mais alto pico é o Hermom que atinge 2.800 m sobre o mar e ocupa lugar destacado na parte sul da serra.
Apesar de não serem suas terras tão férteis como as do Líbano, na serra do Oriente são abundantes os olivais, as vinhas, as figueiras, laranjeiras, limoeiros, macieiras e também madeira.
A parte ocidental dos Líbanos pertence ao país chamado Líbano e asdemais, à Síria. A parte sul dos Antelíbanos é ocupada por três povos distintos: DRUSOS, MARONITAS e METUALES.

4. HIDROGRAFIA DA PALESTINA


O sistema hidrografico é dos mais pobres do mundo. Desde os tempos patriarcais, luta a terra com a escessês de chuvas com excessão da orla maritima. Além do rio principal de Israel que é o Jordão, conta com os lagos e alguns riachos, e a maior parte deles são intermitentes.

RIO JORDÃO – Etimologia: Alguns autores, aceitando a etimologia hebraica do verbo YARAD, descer, dizem que Jordão significa o que desce, talvez baseado no vertiginoso curso que o rio descreve, dos cimos do Hermom, ao ponto geográfico mais baixo da terra, que é o vale do Mar Morto.
RIO JORDÃO
O RIO – É um rio pequeno, isto é, de curto percurso. Desde a sua cabeceira, nas proximidades do Monte Hermom, em linha reta, até o Mar Morto, mede apenas 200 km. Forma o seu curso com as três nascente que vêm dos resultados das geleiras constantes do Hermom, alimer desaparecido Lago de Hula, o Bíblico Merom, cone um pouco mais, entra no Galiléia e depois de 27 km dentro do lago, retoma o seu curso, serpenteia pelas profundezas de sua bacia e acaba desaparecendo no Mar Morto.

Nascentes: O Jordão nasce nas faldas do Monte Hermom, e: cujos picos predomina a neve o ano todo. Quando a seca assola as regiões de Israel e países vizinhos, no Hermom faz frio e a neve não cessa. O calor do dia derrete grande parte desse gelo, transformando em água liquida que escorre pelas superfícies ou pelas entranhas do famoso monte vai formar as nascentes do Jordão.

MAR MEDITERRÂNEO – Para os gregos chamado do “Mar Grande”, no hebraico, Yam gadol, banha a Europa Meridional, a Ásia Ocidental e a África Setentrional. Sua extensão de 4.500 km e uma superficie de 3 milhões de km2. mar Mediterrâneo», isto é, um mar entre terras, teria sido totalmente imprópria, conforme pensariam os israelitas antigos, pois, para eles, o mar Mediterrâneo era o limite ocidental do mundo deles, tanto assim que «mar», no hebraico, yam chegou a ser a palavra que significava «oeste»,para eles.
MAR MEDITERRÂNEO
Paralelamente, o mar Mediterrâneo era «grande», em contraste com o mar Vermelhe golfo de Acaba mais estreitos. — Tem cerca de 640 quilómetros do delta do rio Nilo até à costa sul da Ásia Menor, portanto, no sentido norte-sul, e mais de 3700 quilómetros desde as costas da Palestina até o estreito de Gibraltar, portanto, no sentido leste-oeste. Entretanto, nem mesmo a parte oriental e mais próxima do mar Mediterrâneo jamais foi bem conhecida pêlos israelitas. Suas rotas comerciais foram dominadas, a princípio, pêlos minoanos de Creta e, em seguida, pêlos fenicios, que dominavam toda a bacia do Mediterrâneo, partindo de suas bases em Tiro e Sidom, tendo estabelecido postos comerciais e colónias ao longo de todo o comprimento desse mar, até o estreito de Gibraltar, sem falarmos que eles chegaram até às ilhas britânicas, ao extremo sul da África, e talvez até tenham cruzado o oceano Atlântico.
Desde cerca do século XV A.C., até que foram ultrapassados pelo poder romano, os fenícios dominavam a navegação do mar Mediterrâneo, mormente em sua porção oriental. Essas e as rotas marítimas entre os portos da Ásia Menor e o extremo Oriente, como aquelas entre as ilhas de Creta, Chipre e Rodes, conferiram a Paulo meios faceis e relativamente rápidos de viajar, na maioria das viagens que ele fez. Embora um mar interior, o mar Mediterrâneo é suficientemente vasto para gerar tempestades ferozes. No inverno, essas tempestades são causadas por baixas pressões atmosféricas na direção oeste-leste, ao longo do comprimento desse mar, trazendo em sua esteira o vento mais frio vindo do pólo norte. Durante o verão, os ventos que sopram do deserto da Arábia podem atingir uma força considerável, ao atravessarem a costa da Palestina.




MAR DA GALILÉIA - Os nomes: No Antigo Testamento é chamado: l) QUINERETE e QUINEROTE. Esta palavra vem de Kinnor, que significa cítara, já pela seme-lhança da forma do Lago com o instrumento musical, já pela suavidade de suas ondas que produzem música de harpa; 2) GENESARÉ (Lc. 5:1 e Mc. 6:53) que foi dado ao lago por causa da planície desse nome, localizada no ângulo noroeste do Mar e traduzido é: Jardin do Príncipe; 3) TIBERIADES, nome de uma cidade da margem ocidental do lago, construída por Herodes Antipas, em honra a Tiberio César; 4) MAR DA GALILÉIA (Mt. 4:18), nome que lhe foi dado por estar na região da Galiléia.
RIO JORDÃO & MAR GALILÉIA
Localização: Depois que o Jordão deixa o HULA, desce precipitadamente por escarpas perigosas, num percurso de 18 km e entra no Mar da Galiléia. Aloja-se no leito de uma bacia profunda, que fica a mais ou menos 225 metros abaixo do nível do Mediterrâneo. Cercada por montanhas que formam um círculo, interrompido apenas pela cidade de Tiberías, no planalto de Genesaré e na entrada e saída do Jordão. Os montes que contornam o lago sobem a 700 metros e até mais sobre o nível do Mar. Os montes Haura correm a leste e chegam ao Hermom, cujo pico nevado reflete nas águas do Tiberíades. Ao ocidente, os Montes de Naftalí, perdem altura, forma-se então, entre o Lago e os montes, a planície de Genesaré. Nestes montes destacam-se os picos conhecidos como Comus de HATTIM, sitio provável onde o Senhor Jesus proferiu o sermão do Monte. Nessa bacia imensa, está o Mar da Galiléia, com seu encanto, seu deslumbramento e suas águas.

MAR MORTO - Os nomes — A Bíblia apresenta três nomes distintos para o Mar Morto: l) YAM HA-ARABAH, isto é, Mar de Arabá (Deut. 3:17); 2) YAM HA-KADMÔNI, ou seja. Mar Oriental (Deut. 3:17); 3) YAM HA-MELAH, que quer dizer Mar do Sal (Jos. 3:16) e II Reis 14:25). Cumpre-nos notar aqui o nome MAR MORTO. Entretanto, está em Ezequiel 47:8. Fora da Bíblia o Mar Morto é chamado: a) Josefo chama de Lago do Asfalto; b) Os árabes medievais chamavam-no EL-BAHR MUNTINAH: Mar Pestüento; c) O Taimud: YAMAH SEL SE-DOM, isto é, Mar de Sodoma. Outros nomes lhe deram os árabes, tais como: l) BAHR SADUM WA GANUR: Mar de Sodoma e Gomorra; 2) BAHR ZÜGAR: Mar de Segor; 3) BAHR LUT: Mar de Ló. Os nomes mais comuns dados pela Bíblia são: Mar Salgado e Mar Oriental e às vezes da Planície.
MAR MORTO
Localização - O Vale do Jordão, que começou no extremo sul do Mar da Galiléia já a 225 m abaixo do nível do Mediterrâneo, continuou sua trajetória descendente. 117 km depois, em linha reta, chegou ao nível mais baixo, 400 m negativos. Os dois vales: do Jordão e do Mar Morto, se encontraram, formando o ponto mais baixo da terra. A bacia do Mar Morto, no lado leste está protegida por uma parede de montanhas cuja altura oscila entre 700 e 1.000 m sobre o Mediterrâneo e correm de norte para o sul: São os Montes de Moabe que ao norte começam na altura de Jericó e ao sul se perdem em Seir, monte de Edom. Na banda ocidental do Grande Lago, há uma planície, que forma um corredor de quase um quilómetro, entre o Mar e os Montes do deserto da Judéia. A altura destes montes varia entre 600 a l .000 m. Ao Sul do Mar Morto existe uma parte plana, que termina nas montanhas do deserto do Sinai.

Tamanho e Formato — O Mar Morto assemelha-se a um longo triângulo, com os ângulos agudos, interrompido por um promontório que se inclina para o sudoeste, formando uma península chamada EL-LISÂ, que quer dizer a língua. O Mar Morto tem 78 km de comprimento por 18 km de largura, com uma área total de 1.020 km2. A profundidade oscila entre 401 m a 10 e 11. O EL-LISÃ tem perto de 15 km de norte, para sul. No norte onde entra o Jordão, o Mar tem 401 m de profundidade. Ao norte do EL-LISÂ, 330 m e ao sul desta península entre 11 e 10 m terminando no sul a 7 ou 5 m num grande lamaçal.

Afluentes — Seus principais afluentes são: pela banda oriental, o Jordão que é o principal rio extremo setentrional: o Wadi el-Adeimah, o Wadi Zerka-Main, o ribeiro de Amo, que por sua vez conta com os seguintes afluentes: Seil Heidan, Seil el Mogib, o Wadi el-Hesã. No extremo sul, nas terras do Arabá, desemboca no Mar Morto o Wadi eI-Tafilah. Na margem ocidental do Lago levam água ao Mar Morto os seguintes afluentes: Wadi QUMRAN, Wadi el-Mar, Wadi HAREITUN, Wadi el Hasasah, Wadi el-Qeini, e o Wadi Muhuwwat. Como o termo Wadi indica, são filetes d'água que correm somente quando chove nas montanhas. Natureza das águas — As águas do Mar Morto são grossas, isto é densas e pesadas. As águas dos oceanos, possuem 4% de sal, as do Mar Morto 26%. Além do cloreto de sódio, conta o grande Lago com enormes quantidades de cloreto de magnésio, de cálcio, potássio e brometo de magnésio. E também em quantidades menores, existem outros metais, como: ferro, nitrogénio, alumínio, manganês, amónio, etc. As águas do Mar Morto são tão densas que nenhuma pessoa afunda nelas. O cloreto de cálcio tornam-nas suaves e escorregadias. Queimam as partes mais delicadas do corpo humano e se houver feridas a dor causada por essas águas é quase insuportável. Nenhuma espécie de vida foi até agora encontrada no Mar Morto. Os peixes que porventura chegam até suas águas, morrem em poucos minutos. Vegetais em suas margens também não há e nem nas suas proximidades. Aves, entretanto, há em pequena quantidade e de raras espécies. Os minerais depositados neste mar, em estimativas aproximadas, calculam-se em:

• 22 Trilhões de toneladas de cloreto de magnésio
• 11 Trilhões de toneladas de cloreto de sódio
• 7 Trilhões de toneladas de cloreto de cálcio
• 2 Trilhões de toneladas de cloreto de potássio
• 1 Trilhão de toneladas de brometo de magnésio.

O Mar Morto, pela sua posição geográfica, não tem saída para suas águas. Elas se evaporam e numa proporção gigantesca. Calcula-se entre 6 e 8 milhões de toneladas cada 24 horas. Daí a densidade delas. Quando os ventos sopram furiosos sobre elas ou então desabam tempestades, o quebrar das ondas nas praias ou nas embarcações, assemelha-se ao soar de metal contra metal. Israel, há alguns anos passados, contruiu uma estação para bombear a água do Mar Morto para grandes piscinas de onde extraem potássio. O sol se encarrega de evaporar as águas e o que resta, uma crosta branca — é o potássio usado na composição de fertilizantes. Em 1930 foi montada a primeira fábrica, no Mar Morto e mais tarde outra em Sodoma.





5. CLIMA DA PALESTINA

Podem ser distinguidas três zonas climatérias no Levante: uma zona Mediterrânea, uma zona de estepe, e uma zona desértica, cada uma das quais com seu tipo peculiar de vegetação. Ao longo da costa, do norte até Gaza, a zona mediterrânea conta com invernos brandos (53.6.° F é a média mensal para janeiro, em Gaza), comparada com as condições muito mais severas das colinas do interior (Jerusalém dá 44.6° F em janeiro). Porém, os verões por toda parte são quentes (Gaza apresenta 78.8° F em julho, e Jerusalém apresenta 73.4" F). Uma capa de neve prolongada nas mon-tanhas altas do Líbano (Jr 18:14) é um fenómeno excepcional, embora a neve não seja infrequente no Hauran. Noutras regiões é um fenômeno raro (2 Sm 23:20).

Menos que um quinto da precipitação de chuva anual ocorre nos meses de verão, que vão de junho a outubro; quase toda a precipitação se concentra
no inverno, atingindo seu clímax nos meados do inverno. A quantidade total varia de 14 a 16 polegadas na costa, chegando até cerca de 30 polegadas no Monte Carmelo e nas montanhas da Judéia, da Galiléia e da Trans Jordânia.

Na área de Berseba, ao sul, e em certas partes do vale do Jordão e do planalto da Transjordânia, o clima é de estepe, com apenas 8 a 12 polegadas de chuva por ano, ainda que as condições de temperatura sejam comparáveis com as verificadas nas colinas da Judéia. A profunda depressão do Jordão oferece condições sub-tropicais com grande calor durante o verão; em Jericó a temperatura máxima diária permanece, na média, acima de 100° F desde junho até setembro, com frequentes registros máximos de 110 a 120° F. O inverno, contudo, apresenta condições boas de 65-68° F (a média da máxima diária em
janeiro). No Neguebe, a parte sul do vale do Jordão, e na região do leste e do sul da estepe da Transjordânia, o clima é desértico, com menos de 8 polegadas de precipitação de chuva anual.

Geograficamente, Palestina situa-se na faixa subtropical, portanto seu clima é sui generis, com apenas duas estações: chuvosa com frio, e seca com calor.
Palestina é encontrada entre 31° e 33° e 25', latitude norte. A extensão territorial de Israel é mínima. Apesar do tamanho, três climas distintos existem nesse país:

1) MONTANHAS

Israel é um país essencialmente montanhoso. O ponto culminante é He-brom, com pouco mais de mil metros. Jerusalém ergue-se a uma altitude máxima de 800 m. Nas montanhas, o clima é sempre fresco e ventilado, exceto quando esporadicamente sopram ventos do sul ou do ocidente, o que ocorre quase sempre no verão. Jerusalém, por exemplo, no inverno o termómetro desce a 6° positivos e algumas vezes a zero com neve. As geadas são mais frequentes. No verão o termómetro oscila entre 14° e 29°.

2) LITORAL

Israel confina a ocidente com o Mar Mediterrâneo. A brisa marinha é constante, principalmente à noite. No inverno, em Gaza e em Jafa, a temperatura baixa para 14°, algumas vezes, um pouco menos. No Verão, nessas regiões, sobe para 23° e na maior intensidade do verão, até 34°. Em Haifa, Naharia e outros lugares mais ao norte, o frio é rigoroso. Em Rosh-NIKRAH, na linha divisória com o Líbano, o inverno é insuportável, principalmente quando coincide com uma quadra chuvosa.

3) DESERTO

Quando o Jordão sai do Mar da Galiléia, corre a 200 m abaixo do nível do Mar Mediterrâneo; em Jericó a 300 m e, finalmente, quando entra no Mar Morto está a 400 m. O Jordão corre de norte para o sul entre duas muralhas de montes. O vale desse rio, não recebe ventos de nenhum lado. Os raios de sol se concentram no vale, tornando seu clima insuportável. No inverno a temperatura chega a 25° e no verão varia entre 43°, 45° e até 50°. Jericó é um lugar diferente e com um clima também diferente. Nunca chove. Está a 300 m abaixo do nível do mar. É a cidade mais verde de Israel e seu clima constante durante o ano: de dia 32° e à noite 28°.

A terra de Israel, embora tão minúscula, é bastante diversificada, com as montanhas, vales e desertos. E o resultado disso é que o clima também é muito
variável. O monte Hermom, com seus 3050 m de altitude, fica coberto de neve no cimo. Dali o terreno desce sob a forma de uma garganta até 393 m abaixo
do nível do mar. Mas há também um quentíssimo deserto. Na região montanhosa, as temperaturas são modificadas, e, de outubro a abril, ventos ocidentais carregam chuvas torrenciais. Porém, ventos que sopram do deserto trazem um calor tórrido (ver Jer. 18:17). A grosso modo, podemos falar em duas estações a cada ano: o inverno, que é chuvoso e úmido (de novembro a abril); e o verão, que é quente e sem chuvas (de maio a outubro).

A Palestina jaz à margem de um dos grandes desertos do mundo, o qual se faz sentir por meio de ventos secos e poeirentos. O deserto vai descendo na
direção do mar, e então há uma área úmida com cerca de cem quilómetros de largura. O vale do Jordão, com suas baixas altitudes, torna-se quase insuportavelmente quente durante os meses de verão; mas, durante o inverno, é delicioso, bastante parecido com o sul do estado da Califórnia, nos Estados Unidos da América, ou com outros lugares de clima semitropical. A porção leste da garganta do Jordão praticamente desconhece chuva. Assim, o clima da Palestina é mais variegado do que qualquer outra área do mundo de dimensões similares.

PONTOS CARDEAIS

Para designar os pontos cardeais, os hebreus tinham três sistemas
distintos:

O observador está de frente para o levante:

- QUEDEM (Leste) na frente;
- AKHOS (Oeste) na retaguarda;
- SEMOL (Norte) à esquerda;
- YAMIN (Sul) à direita;

2) Derivado das aparências ligadas ao movimento do sol:

- MIZRAKH (Leste) o nascer do sol
- MIBÔ HASSEHEMESH (Oeste) o por do sol
- TSAFON (Norte), região escura, trevas
- DAROM (Sul), região iluminada.

3) Topograficamente, indicando a direção de acordo com as circunstâncias locais que coindicem com ela:

SUL (Neguev), para designar uma região seca e árida.

OESTE (Miyam) = do mar; YAMMAH = para o mar). Norte e leste não aparecem na Bíblia, exceto em Gên. 13:14.

VENTOS — "A diferença de temperatura na superfície do globo e na atmosfera é, como se sabe, a causa primeira da formação dos ventos". Os hebreus atribuíam a cada um dos ventos, propriedade especial:

- SAFON, MEZARRIM (norte) fresco, portador de geadas.
- DARON, TEMAN (sul), traz calor.
- QADIM (leste), vem do deserto e cresta a vegetação.
- O de oeste, procedente do mar, traz chuva.

ESTAÇÕES

Pêlos textos de Gên. 8:22; Is. 18:6 e Zac. 14:8 e talvez outros, concluímos que em Israel e em todo o Oriente Médio, duas estações somente havia: Verão e Inverno. O Verão começava em abril e se estendia até setembro. O tempo era bom e seco; era o tempo das colheitas, dos trabalhos agrícolas. Eram seis meses de completa seca. O Inverno iniciava em outubro e ia até março. Seis meses de chuva e frio. Muito vento, principalmente do norte. Nos montes havia, nesse período, geadas e neve. Cânticos 2:10-13 descreve o fim do inverno e a chegada do verão, que no primeiro mês (abril) correspondia a uma curta primavera.

Os Rabinos dividiam o ano em seis estações de dois meses cada uma:

1) Colheita - de 16 abril a 15 junho
2) Cálida — de 16 junho a 15 agosto
3) Estio — de 16 agosto a 15 outubro
4) Semeadura — de 16 outubro a 15 dezembro
5) Inverno — de 16 dezembro a 15 fevereiro
6) Fria — de 16 fevereiro a 15 abril.

6. GEOGRAFIA DEMOGRAFICA DA PALESTINA

Um dos principais problemas tem sido a identificação dos nomes locativos. Existem aproximadamente 622 nomes locativos, a oeste do Rio Jordão, registrados na Bíblia.
Devidos a dados conflitantes, ondas gigantescas de migração e fronteiras mudança, o crescimento populacional ao longo do século 20 não pode ser definida para o território agora chamado de Palestina.
Para Israel e Palestina combinado, a população dobrou 17 vezes de 1990 a 2000, excluindo estes refugiados que fazer uma reivindicação para voltar as sua terra de origem.
A densidade da população da Palestina é impressionante, muito além do que os recursos da terra e da água pode sustentar. No entanto, o crescimento populacional não é tão dramática como se poderia suspeitar, é atualmente de 2,6% ao ano. O fato é que as mães na Palestina ter filhos menos do que suas irmãs israelenses; 3,9 filhos por mãe na Palestina (2009 estimativa), 4,4 filhos por israelitas árabes mãe. Mas a idade média é de 19 anos apenas, o que significa que uma grande percentagem da população está em idade fértil, ou prestes a entrar.
Os nascimentos de relação de mortes são, de quase dez nascimentos por um caso de morte. O crescimento é maior na faixa de Gaza do que na Cisjordânia.
A explicação para isso é extremismo político e religioso, grupos como o Hamas, promove uma mensagem para a população que contingências grande número de crianças irá tornar-se um futuro exército palestino que terá de volta as terras que hoje é Israel.
As projeções demográficas são de dramáticas, indicando que a população Palestina vai atingir 10 milhões até 2050, varias vezes mais do que o território 6.700km2 pode sustentar.

A POPULAÇÃO JUDAICA

Palestina, população, gentios, diásporas.*Idéia central: Diversidade de povos na Palestina.
A Palestina era habitada por uma população muito diversificada, em virtude da presença de muitos gentios (povos que não eram da família hebraica, ou incrédulos), devido a várias mudanças políticas ocorridas ao longo dos séculos anteriores.
“Jerusalem in her Grandeur, engraved by Charles Mottram (1807-76) 1860 (engraving”.)
Este fenômeno demográfico teve suas raízes por centenas de anos de domínio da região, por outros povos, que subjugaram os judeus, provendo cativeiros e diásporas pelo mundo antigo, além de obrigar a fuga de grandes contingentes populacionais para outras regiões. Estima-se que nesta época, a população total de judeus era de quatro milhões de pessoas, porém, somente setecentos mil judeus, desse total, viviam na Palestina.
A População da Judéia
A Judéia era habitada pelos chamados “judeus puro sangue”, sem miscigenação de raças, como no caso das outras províncias. Haviam porém, classes superiores: os Saduceus, com uma cultura helenizada, os Farizeus, constituída por sacerdotes, os Essênios, como uma seita menor, além dos Herodianos e Zelotes.

As extravagâncias dessas classes ou seitas judaicas, associadas ao exagero dos governantes dominadores no tempo dos gregos, e mais tarde dos romanos, contribuíram para acirrar o zelo e nacionalismo de sua população, difícil de mudar de opinião, apegada à lei e aos costumes, e às crenças a respeito do único Deus.
Samaria, povos miscigenados, hostilidade. Idéia central: População miscigenada
A Samaria tinha uma população miscigenada. Na época em que o Reino no Norte foi dominado pelos Assírios, houve o cativeiro de Israel, que levou muita gente para outras regiões do império, enquanto, por outro lado, trouxe muitos povos de divergentes pontos para a Samaria
Galiléia, mescla de culturas, contato constante, intenso comércio.Idéia central: Mesclagem Cultural
Durante muito tempo, a província foi chamada de “Galiléia dos gentios”, por haver, nessa região, muitos árabes, fenícios, egípcios e sírios. Com o retorno dos judeus do cativeiro da Babilônia, alguns deles se estabeleceram na Galiléia e a região foi perdendo essa designação.
Esta mescla de culturas e temperamentos, o contato constante da população com estrangeiros que percorriam suas terras, e o intenso comércio que se estabeleceu nas proximidades do mar da Galiléia, no lado Ocidental, contribuíram para que sua população contornasse preconceitos religiosos.
Por esse motivo, Jesus encontrou ali ambiente favorável pra desenvolver seu ministério de mais de um ano, onde realizou seus primeiros milagres. Na Galiléia, foram escolhidos os primeiros discípulos de Jesus, e foi lá que Ele viveu até o início de seu ministério.
Peréia, judeus, gregos : Habitantes da Pereia.
A Peréia ficava a Leste do Mar Morto, subindo pelo Rio Jordão no sentido Norte, na direção de Péla. Assim como na Judéia, seus habitantes eram, em sua maioria, quase puramente judeus, embora também houvesse a presença de gregos em suas terras.
Porção territorial, cidades: habitantes de Decápolis.

Essa porção territorial ficava na parte Leste do Mar da Galiléia, descendo pelo Rio Jordão. Na região Sul dessa área, entre as cidades de Hipos, a Sudoeste, até Filadélfia, e mais ao Sul em direção a Paréia, habitavam principalmente gregos, e na parte Norte, na região onde ficavam os distritos de Ituréia, Traconites e Gaulonies, habitavam gentios de várias nacionalidades.

AS PRINCIPAIS CIDADES DE ISRAEL

HEBROM – No hebraico ou no grego e no latim é sempre HEBROM e significa "confederação", que pode vir a ser "União", no sentido de KOINONIA, comunicação. O nome antigo era Quiriat-ARBA (Js 15.13,14; 21.11; Jz 1.10 - Arba era pai de Eanque que gerou Sasai, irmã e Talmai). Quiriat-Arba refere-se ao termo tetrápolis, cidade entre as quatro, isto é, as quatro cidades confederadas dos enaquins, das quais ARBA vinha a ser a maior ou, então, a capital. Das mais antigas do mundo. Números 13.22 diz que foi fundada sete anos antes de Zoa, no baixo Egito, mais ou menos em 1.750 a.C. (época de Tanis). Abraão viveu na região em torno de 1.850 a.C. Seu nome atual para o judeu é Hebrom e para o árabe HARAN EL-HALIL (cercado do amigo - Is 41.8). Situada a 48 Km ao norte de Berseba e 32 ao sul de Jerusalém, fica mais de 1.000 metros acima do Mediterrâneo. É a mais alta cidade da Palestina.

JERICÓ – Duas formas no hebraico: YEREHO e YERIHO. Localização - Situada no vale do Jordão. Pertence à tribo de Benjamim (Js 18.21). A 28 Km ao oriente de Jerusalém, a 9 do ocidente do Jordão e a 16 da foz do mar Morto, a um quilómetro e meio a noroeste de EI-Riha, a moderna Jericó. O Novo Dicionário da Bíblia diz: "O enorme montão em forma de pêra, tem cerca de 400m de comprimento, e norte e sul, e mais ou menos 200m de largura, na extremidade mais larga do norte, e cerca de 21 m de espessura (refere-se ao Tel-el Suitã, a Jericó bíblica). A Jericó de Herodes, a do NT, é representada pêlos montões de TULULABU EL-ALAUQ, a um quilómetro e meio da moderna EL-RIHA; portanto ao sul da Jericó do Antigo Testamento".

BELÉM – Na língua dos amorreus escrevia-se BIT LAHMI, que vem a ser "casa do deus LAHMU", divindade assíria; no hebraico é BET LEHEN (casa do pão); no árabe é BAYT LAHM (casa da carne); no grego é BETHLEM e BAITH-LEEM. A Bíblia registra doislugares com este nome: em Zebulorn (Js 19.15) e em Judá (Jz 17.7). É desta que nos ocuparemos. Fica entre 8 a 10 Km a sudoeste de Jerusalém, na estrada que vai para Hebrom e Berseba. Próximo desta cidade encontra-se o sepulcro de Raquel, que fica a 1,5 Km de distância. Ela está mais ou menos 750m. acima do nível do mar, pois foi edificada sobre um alto monte. Pela sua posição geográfica, é uma fortaleza natural. Não existem mananciais de água em Belém. Os mais próximos estão a 800m a sudeste da cidade.

NAZARÉ – O nome Nazaré aparece somente no NT. E apenas nove vezes. A região da Baixa Galiléia ficou isolada do resto de Israel por alguns séculos, até que os romanos, pouco antes da era Cristã, a incorporassem às demais regiões da Palestina. Foi nesse período de alheamento que apareceu Nazaré, razão por que não é mencionada no Antigo Testamento. Ela está edificada sobre um alto e grande monte, a uma altitude de 375m acima do nível do mar (Lc 4.29); na estação chuvosa, as encostas do monte ficam recobertas de lindas flores, nos mais encantadores matizes. Talvez por isso vem o nome Nazaré, isto é, da raiz NSR, que quer dizer "florescer, resplandecer".

CAFARNAUM – Importante centro comercial da Baixa Galiléia, escolhida por Jesus como o QG de suas atividades messiânicas. Mencionada exclusivamente nos evangelhos: Mateus (quatro vezes); Marcos (duas vezes); Lucas (quatro vezes) e João (cinco vezes). A localização desta famosa cidade causou as mais acesas polémicas através dos séculos. E foram duas as correntes principais: uma localizou Carfanaum, com Pedro Bellon, no segundo quartel do século XVI, em EI-Minayah, sítio próximo de EI-Tibigah, a mais ou menos 3 Km de Tell Hum. E com Bellon perfilharam notáveis orientalistas. Em 1878 d.C. os advogados de Cafarnaum em Tell Hum apresentaram provas irrefutáveis e hoje a erudição aceita sem reservas o local. Flávio Josefo refere-se duas vezes a KEFARNOKÓN e KAFARNAOÚN, para onde foi levado ferido, devido uma queda de cavalo, quando combatia o rei Agripa. Em sua segunda referência, alude a uma fonte de abundantes águas. Esta deve ser, sem dúvida, EL-TABIGAH, identificada em EL-MINYAH. Tell Hum, hoje comprovada até pêlos arqueólogos do moderno Estado de Israel, é a Cafarnaum dos evangelhos.

SAMARIA – Uma cidade e, profeticamente, o "país de Israel"; desempenhou papel preponderante no curso da história do povo de Deus. Samaria em hebraico é HOMERON; no grego, SAMAREIA; no assírio, SAMARINA e no latim, SAMARIA. O NOME - Em 1 Reis 16.23,24 diz que Onri, pai de Acabe, comprou um monte, edificou uma cidade e chamou-lhe Samaria, "nome oriundo de Semer, dono do monte". O nome SHOMERON pode significar "posto de vigia" ou, simplesmente, "vigilante". John D. Davis diz que o significado de Samaria é "BORRA DE VINHO". A LOCALIZAÇÃO - Está na região montanhosa do centro da Palestina, a 400m. sobre o Mediterrâneo e a 150 sobre o vale. Dista 60 Km ao norte de Jerusalém e 30 da costa marítima. Em 930 a.C. o domínio de Salomão se dividiu. Samaria passou a ser capital do reino do Norte mais ou menos 880 a.C. O monte é inexpugnável. Rendeu-se algumas vezes por cercos prolongados. O monte de Semer domina o vale de Esdraelom. Também o de Dota, e dele se avista o Jordão e o mar Mediterrâneo.

JERUSALÉM – Talvez a mais famosa cidade do mundo. Uma das mais antigas. Palco dos maiores e mais decisivos episódios da Terra. A mais falada, a mais disputada. Nela aconteceu o fato mais extraordinário que abalou este mundo e sacudiu as potestades celestes e conseqüentemente mudou os rumos da história - A morte do Senhor Jesus, o Filho de Deus, no Calvário. O NOME - Lê-se muitas vezes IEROUSALEN e também IEROSOLUMA. O nome aparece em registros antiquíssimos. Nos textos egípcios do Império Médio foi grafado RUSALIMUM em alguns lugares e em outros URUSALIMUN. No cuneiforme das Cartas de Tell al-Amarna foi escrito URUSALIM. O assírio Senaqueribe escreveu URSALIMMU. Na Peshita, URSALEM. No Texto Massorético, YERUSALEAIM. No aramaico bíblico, YERUSELEM. E para o nosso vernáculo chegou através do grego IEROUSALEM. O significado - A raiz IRW encerra a ideia de "fundamento", ou "estabelecimento" e SALEM é o deus cujo altar-sede estava na cidade. Em Génesis 14.18 aparece apenas SALEM; o Salmo 76.2 desdobra a palavra nos termos SALEM e SIÂO. O mesmo acontece no registro da carta 290 de Tell el-Amarna, onde se lê: SALIM ou SULMANU. O Génesis apócrifo diz taxativamente: "Jerusalém é Salém". O Novo Dicionário da Bíblia alinha a opinião de grandes autores sobre o significado do nome Jerusalém. Alguns estudiosos afirmam que a primeira parte da palavra Jeru vem a ser "fundamento", enquanto que "Salém" significa "paz"; portanto, temos em Jerusalém o significado: "cidade de paz". A cidade antes de ser tomada pêlos filhos de Israel, pertencia aos Jebuseus.

COORDENADA GEOGRAFICA

Pontos CARDEAIS e pontos COLATERAIS - O estudo da Terra não se pode
contentar com as expressões que geralmente usamos para indicar a posição dos objetos: à frente, atrás, em cima, embaixo, do lado direito, do lado esquerdo. Torna-se preciso estabelecer certos pontos que sejam fixos e imutáveis, como os que acabam de ser

A simples indicação de estar uma floresta ou uma cidade à direta ou à frente não basta, evidentemente, porque uma mudança de posição do observador poderá alterar de modo completo essa indicação: o que estava à direita passa a ficar à esquerda, o que seachava à frente passa para a retaguarda... O Sol foi o ponto de referência escolhido pelo homem, por ocupar, em sua vida, lugar tão importante. Observando a marcha diária aparente do Sol, fixou-se a direção em que se dá o seu comparecimento no horizonte: a este ponto chamou-se nascente e também Leste ou Oriente. Em seguida, foi tomado em consideração o ponto em que o astro-rei desaparece no horizonte: o poente, também chamado Oeste ou Ocidente. Fixados esses dois pontos, não foi difícil admitir mais dois outros: o que está à frente do que se encontra com o braço direito voltado para o nascente e o braço esquerdo votado para o poente, chamou-se Norte ou Setentrião; e o que está na direção oposta é oSul ou meio-dia. Aos pontos assim estabelecidos reservou-se o nome especial de PONTOS CARDEAIS. Mas, além deles, podemos admitir outros pontos intermediários, capazes de permitir indicação mais rigorosa e exata. Os principais são os PONTOS COLATERAIS, também em número de quatro, a saber: o Nordeste, entre o Norte e o Leste; o Sudeste, entre o Sul e o Leste; o Sudoeste, entre o Sul e o Oeste; e o Noroeste, entre o Norte e o Oeste.
Para facilitar sua indicação, são designados por letras maiúscula, da seguinte maneira:


CONCLUSÃO


)

REFERÊNCIAS

REFERÊNCIAS:

TOGNINI Enéas. Geografia da Terra Santa. 3ª ed. São Paulo, SP: Edição Louvores do Coração LTDA, 1987.

DOUGLAS J. D. Novo Dicionário da Bíblia, Volume 1. 2ª Edição, São Paulo-SP. Edição Vida Nova, 1995 e reimpressão, 1997, 1998.

CHAMPLIN R. N. e BENTES J. M. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Volumes de 4, 5. 4ª Edição, São Paulo-SP, (Editora e Distribuidora Candeia), 1997.

LOPES Alcino de Toledo, Apostila módulo V “Geografia da Palestina” FAETEL – SP.

http://www.semeandoasnacoes.com.br/2010/03/30/a-geografia-humana-da-palestina-no-tempo-de-jesus/14:25 hs, 25/02/2011.

http://lexicorient.com/e.o/palestine.demographics.htm 10:08 horas dia 19/2/2011.

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