sejam bem vindos

quero que ao entrar, possa se servir das grandezas da palavra de Deus, fique tranquilo, não tenha pressa, leia a vontade, que o Senhor te abençoe ao entrares e ao saires. Amém Jesus!!

sábado, 8 de outubro de 2011

O Pastor e suas Atividades eclesiasticas.

SUMÁRIO.






1. INTRODUÇÃO.................................................................................................07
2. DEFINIÇÕES DE MINISTÉRIO PASTORAL...................................................08
2.1 MINISTÉRIO PASTORAL SOB A PERSPECTIVA FAMILIAR...................08
2.2 MINISTÉRIO PASTORAL SOB A PERSPECTIVA ECLESIÁSTICA.........09
2.3 MINISTÉRIO PASTORAL SOB A PERSPECTIVA BÍBLICA......................10
3. DIFICULDADES ENFRENTADAS PELO MINÍSTRO......................................14
3.1 NO ÂMBITO FAMILIAR...............................................................................15
3.2 NO ÂMBITO ECLESIÁSTICO......................................................................17
4. DIFICULDADES ENFRENTADAS PELOS FAMILIARES.................................19
5. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES............................................................24
5.1 AO PASTOR.................................................................................................24
5.2 À FAMÍLIA.....................................................................................................27
5.3 À Esposa.......................................................................................................27
5.4 Aos Filhos.....................................................................................................28


Conclusão .............................................................................................................31
REFERÊNCIAS......................................................................................................32


1..INTRODUÇÃO.
Quais são os efeitos de um ministério pastoral não conciliado com a própria família? No ministério eclesiástico, o que a igreja espera de seu pastor é que ele cumpra com aquilo que fora chamado a fazer. O salário é pago para a realização de diversas atividades da qual a congregação e outros necessitam, influenciando radicalmente e, espera-se, positivamente, a vida de muitos. Dentre tantas, podemos incluir visitas a enfermos, estar diariamente à disposição da congregação e dos problemas que cercam sua comunidade.
Não menos importante, destaca-se a expectativa criada de que o pastor traga uma palavra vinda de Deus para as pessoas que estão sedentas espiritualmente, aguardando serem nutridas à semelhança de um filhote que recebe sua comida na boca por seus pais.
Além da igreja local, é função do ministro cuidar com muito zelo de sua família, que em muitos casos é parte do seu rebanho também. Alguns detalhes em sua casa e igreja exigem maior cuidado para que um problema no ministério não seja a destruição do seu lar. É preciso separar o que é da igreja, o que é de casa e o que é de ambos.
Em uma análise da tarefa integral do ministro, embora superficial, tudo que foi citado ainda pode ser considerado apenas parte dela. Uma demonstração disto pode-se colocar como o dever do pastor de treinar a igreja a sentir e saber o que é adorar. A princípio parece algo natural e simples, que com um discurso bem elaborado consegue-se fazer o rebanho entender o que seja adoração fazendo um momento maior de cânticos nos cultos. Mas, isso somente não é adoração.
Adoração passa além de um momento de louvor nas igrejas, é um estilo de vida. Ensinar isso para igreja exige que o pastor tenha uma postura de vida igual ao do seu discurso, pois não se ensina estilo de vida sem tê-lo. O pastor tem uma posição de destaque em relação à congregação. Se o discurso estiver distante da prática, todo ele não passa de teoria e não terá credibilidade alguma.
Isso significa que para ensinar um estilo de vida de adoração profunda com Deus, o pastor precisa ter uma vida devocional e estruturada. Essa intimidade será de maneira tal que ele enxergue o que Deus tem para ele e para sua comunidade mesmo tendo que enfrentar dificuldades e barreiras que parecem intransponíveis. Essas barreiras não querem dizer necessariamente uma derrota no ministério, mas crescimento e influência.
2. DEFINIÇÃO DE MINISTÉRIO PASTORAL.
Muitos teólogos têm definido o ministério de várias formas. Neste estudo o que se pretende fazer é uma análise do que acontece na prática no ministério pastoral. Define-se o ministério em três perspectivas: familiar, bíblica e eclesiástica.
2.1 MINISTÉRIOS PASTORAIS SOB A PERSPECTIVA FAMILIAR.
Segundo pesquisa realizada com familiares de pastores, o ministério pastoral se define em algo que precisa de chamado e vocação, concedida a poucas pessoas.
No questionário houve respostas diferentes em menos de 1%. Entres as pessoas pesquisadas estão filhos, filhas, esposas e pastores.
Começa-se a observar, mesmo que em apenas dois casos, a definição de que ministério pastoral é algo que suga todo o tempo daquele que se dedica inteiramente à função, provocando um desconforto naqueles que convivem com o pastor. Estes enxergam a falta de tempo e de energias para ele lidar com os problemas e as alegrias do lar. Em muitos casos os familiares começam a desconfiar e a transformar o ministério em um concorrente das suas atividades, colocando o pastor em uma situação complicada. Administrar a casa, o tempo e as atividades do ministério pastoral se torna um fardo ao invés da satisfação de realizar algo para a qual fora chamado a realizar.
Para o ministro que se encontra nessa situação, pode estar apoiado naquilo que Hedley comenta, Um feriado em casa parece freqüentemente ser uma tentação… que o empregado dos empregados de Deus não pode estar fora do alcance a menos que deixe as necessidades repentinas do seu rebanho fornecidas. Se isto for feito adequadamente, o lugar o mais saudável para o que vai tirar um descanso é estar ausente.1 Tirar férias e descansar não é e não pode ser proibido para alguém, principalmente para aquele que dedica sua vida inteiramente no trabalho. O pastor precisa se organizar para que ele consiga deixar o ministério caminhar alguns dias sem ele. Sem isso o pastor pode se sentir desconfortável para sair de férias.
Sobre esse assunto Wayne Clark adverte, mesmo que não se sinta favorável para tal, “é bom para o ministro tirar férias regulares todo ano.” Além desta recomendação que é apresentada nesta breve definição, um capitulo será totalmente dedicado às recomendações, tanto para os pastores, bem como para as esposas e para os filhos e filhas. Momentos com família é muito importante para qualquer que seja ela, ainda mais para a família que serve de exemplo para a comunidade na qual se está inserido.
2.2 .MINISTERIO PASTORAL SOB PESPECTIVAS ECLESIASTICA.
Em uma unanimidade para os membros de igreja que responderam à pesquisa, ministério pastoral se define como algo que precisa de chamado e vocação e que é concedida a poucas pessoas. Desta afirmação podem-se tirar algumas conclusões.
Em primeiro lugar a igreja reconhece que o chamado vem de Deus e vê o pastor como Seu representante na igreja e da igreja perante a comunidade. Essa autoridade é importante para que o pastor consiga ser o líder da igreja conduzindo-a de acordo com a visão que Deus coloca em seu coração.
Por outro lado e numa visão menos romântica, o que se pode ler desse resultado da pesquisa é que a igreja quer é descansar em cima do chamado que não tem, colocando a responsabilidade naquele que o Senhor chamou. Por isso não tem parte naquilo, pois a tarefa é dele e não sua como membro de igreja.
Muitos se esquecem do dever de todo crente em Jesus de anunciar as boas novas e de dar suporte aquele que foi chamado que o Senhor conta com a igreja para que façam aquilo que Ele manda através de seus discípulos. Na carta de Paulo aos Efésios lê-se:
Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxilio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função.
A cada um foi dado um dom. Ao pastor o de pregar e visitar entre outros, aos membros o de cooperar, auxiliar para que o corpo cresça. Por isso cabe aos membros perceber que o ministério pastoral, não envolve cobranças a sua família pois aquele quem é chamado é o pastor.
Alem disso é preciso entender que a família pastoral é como outra qualquer, ou seja, tem problemas, gosta de sair e precisa de momentos para si. (Efésios. 4,16).
A igreja, em sua maioria, espera que o pastor seja ousado, mas não a ponto de cometer loucuras, por isso ele precisa estar em uma “sintonia” direta com Deus para que ele receba as visões corretas para aquela comunidade onde Deus o colocou.

2.3 MINISTÉRIO PASTORAL SOB A PERSPECTIVA BÍBLICA.
Na leitura de suas cartas, o que se pode notar é que o apóstolo Paulo teve a mais perfeita concepção do ministério pastoral. Ele compreendeu que a realização do plano do Cristo Vitorioso, para o mundo, dependia do ministério da palavra.
Especificamente em Efésios e em colossense, Paulo faz um estudo da pessoa de Jesus em Sua relação com a igreja e diz que todas as coisas são reunidas nele. Ele explica os dons que a pessoa chamada para exercer o ministério deve ter, dados pela graça infinita do “Cabeça” da igreja em virtude da ascensão ao Seu lugar de autoridade absoluta. Através da prática desses dons há o aperfeiçoamento dos santos para o trabalho do ministério, para edificação do corpo de Cristo. Importante observar que a idéia radical de ministério é serviço. Não se deve ter o dom para a própria edificação, mas para o crescimento do corpo.
O dom é dado por Cristo e o ministro também é escolhido por Ele. Não se pode escolher seguir a profissão de ministro da palavra simplesmente por causa de um dom de falar bem. A palavra dom, vem de charisma. Crabtree afirma que “se o ministro não recebe de Cristo o charisma, ou seja, o dom, a graça, ele não é qualificado para o ministério da palavra, seja qual for a sua capacidade intelectual.
Isto demonstra que nem todos podem ser escolhidos como pastores, e os que não são terão “vida em abundância” se cumprirem a tarefa para a qual Deus os designou.
Ele designou uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a Obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do filho de Deus, e cheguemos a maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo.
Todos os ministros da palavra são apóstolos no sentido de que todos são enviados. São missionários, pois têm a grande responsabilidade de preservar e transmitir a doutrina apostólica na sua pureza. Todos são pastores e mestres na orientação dos salvos no caminho do serviço.
Cristo limita a sua chamada aos homens responsáveis, íntegros, designando cada um para o serviço de acordo com os seus dons naturais, com o reconhecimento da operação do Espírito Santo no seu coração e com a submissão à vontade divina.
Em uma alusão ao Dr. Morgan percebe-se que o “charisma apostólico é permanente e necessário para o aperfeiçoamento da Igreja. os apóstolos tinham com missão e que perdura até os dias atuais, fazendo com que seja uma tarefa dos cristãos: anunciarem as boas novas até que Ele, Cristo, volte.
O serviço mais importante do pastor é a pregação do evangelho. Ele é o embaixador de Cristo, transformado pela experiência de reconciliação com Deus, preparado pelo conhecimento pessoal do amor divino para rogar aos pecadores que se reconciliem com Deus.
Em outra análise, Eugene Peterson comenta algumas tarefas pastorais segundo a Palavra de Deus. Em sua introdução afirma dois aspectos importantes no ministério que não podem ser desprezados sob pena de se arruinar o bom pastorado: Apresentar a palavra eterna e a vontade de Deus; e cumprir essa apresentação no meio do verdadeiro lugar onde o pastor vive e onde as pessoas que com ele convivem.
Adquirir conhecimento não é a principal tarefa do pastor, mas a assimilação da antiga sabedoria, pautada na palavra de Deus que é transmitida e é acessível através da Bíblia e de tantos comentários que facilitam o trabalho pastoral. O pastor deve ser apto a dar “conselhos para vidas íntegras e de valor dentro do contexto da criação de Deus e em resposta a redenção de Cristo. Esta é a tarefa dos pastores.
Apesar dos tempos serem diferentes e de cada geração de pastores terem suas características de acordo com a época e o que rege o momento, não se pode esquecer dos fundamentos. Aqueles que buscam nas Escrituras as pedras para construírem suas bases atendem as necessidades mais facilmente, além de aproveitar o que já foi ensinado segundo anos de tradição e estudo da Palavra de Deus.
O ministério deve ser moldado de acordo com a Bíblia e não em achar justificativa bíblica para o que se faz no púlpito. Um dos cenários bíblicos que se pode citar é a da adoração comunitária. O trabalho pastoral precisa acontecer nesse pano de fundo e não carrega uma identidade nele mesma, mas é uma construção durante o culto. Aliás, ele acontece entre um domingo e outro, entre os limites da criação e da ressurreição, entre Gênesis e Apocalipse.
Analisando o exemplo de Jesus 9, a tarefa do pastor não é somente enviar aqueles que o “seguem”, mas acompanhá-los. O pastorado começa no púlpito e não termina ali, continua no quarto do hospital, no gabinete e nas salas de reuniões.
Em Cântico dos Cânticos pode se encontrar a primeira tarefa pastoral como nos ensina Peterson. 10 A sexualidade está diretamente ligada à oração, segundo ele, pois ambos lidam com a intimidade. Por isso a tarefa do pastor é ajudar as pessoas a terem relacionamentos de forma que venham a descobrir a vontade e o amor de Deus no centro de cada encontro.
É preciso que se apresente a Salvação às pessoas, pois a partir dela são capazes de receber mandamentos que as levam a relacionamentos vivos, completos e saudáveis com Deus e com outras pessoas. Isto pode ser verificado nas palavras de Jesus.
A importância que se dá ao Cântico dos Cânticos é devido ao resgate do amor que salva e a existência da intimidade que há através desse amor. Assim é a oração, algo que denota a intimidade através das palavras utilizadas ou a falta dela.
Aí está a responsabilidade do pastor, permitir que o trabalho na igreja continue e cresça sem permitir que a intimidade diminua. O alvo do trabalho pastoral deve ser a intimidade e ela deve acontecer sob a forma de conversas pessoais. A vida para ter significado tem de ser compartilhada - a intimidade é pré-requisito disto.
Através da conversa o pastor começa a conhecer as dificuldades e os problemas das pessoas da sua comunidade podendo assim orar com elas e orientá-las a terem uma vida de oração. Gregory Frizzell nos ensina que a oração é o cerne de um relacionamento de sucesso com Deus. De fato, a oração é crucial em todas as áreas da vida de um crente. Para ilustrar este ponto, considere as seguintes perguntas: como você recebeu a Cristo como seu Salvador?
Como você tem-se submetido a Cristo e permitido que Ele viva através de você? Como você está crescendo como cristão?
Como você vence a tentação e a fraqueza? Como você resiste a Satanás e com se engaja de forma eficaz na batalha espiritual? Como você confessa seus pecados? Como você se enche do espírito santo? Como você obtém a direção e sabedoria de Deus? Como você experimenta o poder para servir a Deus eficazmente? A resposta para cada uma dessas perguntas é oração. Ensinar sua comunidade a orar precisa ser algo que o pastor tem leve em consideração. Só com uma vida de oração, com um relacionamento saudável e íntimo com Deus, o membro pode experimentar mudanças em sua vida. Segundo Caemmerer, “o pastor tem que treinar a igreja a saber e a sentir o que é adoração.
Envolver-se no sofrimento é outra tarefa do pastor. A tentativa de ter palavras em momentos difíceis é algo tentador, mas isso não é o que se espera.
Lamentações é o livro adequado para servir de base para esta tarefa, pois é a
“cerimônia fúnebre no enterro da cidade morta. A terceira tarefa pastoral é a de criar histórias. O livro de Rute ajuda muito nesse contexto, por ser uma história. O pastor encontra nos contos uma ferramenta para se aproximar as pessoas que vivem na periferia e se sentem excluídas da história da Salvação. O conto é a forma que o pastor utiliza para narrar à história da Salvação.
O pastor precisa aprender a ser um contador de historias do Evangelho, a partir dos detalhes de um problema em particular da vida das pessoas na sua comunidade. Quando o pastor encontra alguém em dificuldades, sua primeira obrigação é penetrar na dor e compartilhar o sofrimento. Mais tarde é afastar as ruínas e deixar os fundamentos históricos, pois todo sofrimento é causado por alguma coisa. Como no livro de Lamentações é encontrado um evento histórico e não uma situação cósmica, pode-se “observar que a poesia de Lamentações revolve constantemente a história e é útil ao pastorado”. Outra tarefa pastoral é a de dizer não. Em um contexto onde se “vendem” promessas, respostas e milagres, o desafio do pastor é recusar-se a dar aquilo que a maioria das pessoas acredita ser sua obrigação dar, receber o que querem. O verdadeiro chamado proíbe o pastor de se lançar no mercado de promessas e milagres.
Eclesiastes não foi diferente, a sabedoria fria deste livro é uma voz pastoral indispensável, embora não seja popular. Sua função é afastar aquilo que fora tomado como religião para que possamos ser livres para ouvir a palavra de Deus.
Edificar a comunidade. Baseado no livro de Ester encontra-se a terceira tarefa pastoral citada por Peterson. O pastor não pode ser capelão de apenas alguns indivíduos, nem preletor que só dirige as multidões, ele é colocado na comunidade para edificá-la.


3. DIFICULDADES ENFRENTADAS PELO MINÍSTRO.
Mesmo com o chamado e o vocacionamento de Deus, os pastores têm problemas. O ministério de pessoas íntegras tem suas dificuldades pois apesar do pastor ser separado por Deus ele é homem, é humano, tem suas limitações e dificuldades pessoais. Além disso, o ministério pastoral se realiza na terra e não no céu.
Numa conceituação positiva da palavra “problema” observa-se que é a prova da capacidade de realização das atividades.
Quando se tem um caráter irrepreensível, enfrentar um problema torna-se fácil. Mas, muitas vezes o próprio pastor é o seu maior problema por ter dificuldades ligadas ao próprio caráter, à sua personalidade.

3.1 NO ÂMBITO FAMILIAR.
Devido aos muitos compromissos que o ministério exige do pastor, ele fica sem tempo para a família. A qualquer hora do dia ou da noite sua presença é solicitada em algum lugar. Isso pode gerar conflitos em sua casa. A falta do pai em casa é algo que pode trazer muitas dificuldades ao ministro. A criação dos filhos pode ficar comprometida, o exemplo de fé e amor, prejudicados.
No capítulo intitulado “ovelhas sem pastor”, Nancy relata uma de suas conversas com as esposas de pastor:
Meu marido tem tempo para todas as ovelhas, mas quando preciso dele, ele alega inúmeras razões que lhe impedem de me atender, e acabo ficando sem ajuda. Mas se naquele exato momento chega alguém pedindo auxílio, ou apenas solicitando seu tempo para uma conversa, ele atende sem contra-argumentar nada, e aí é que eu fico sem entender.
Ele deve sempre estar à disposição da igreja. A intensificação do seu trabalho é nos finais de semana, isto pode sobrecarregar a família, num ministério para o qual eles “não foram chamados”. Ir para igreja pode ser um fardo para os filhos, pois pensam que ela é o motivo para não ter a presença do pai em casa ou em momentos que seria importante ele estar. Muitos pastores não acompanham o desenvolvimento de seus filhos na escola e nas atividades extracurriculares por falta de tempo para tal. Isso gera uma frustração nos filhos e na família por conseqüência.
Por outro lado, as pessoas que trabalham em empresas e seus próprios negócios podem ter o final de semana para passar com a família fortalecendo os seus laços. É necessário se organizar para não se deixar cometer erros como esse pois a falta de tempo para um relacionamento saudável pode ser fatal as famílias em geral, e em se tratando do pastor, para seu ministério ou para a família.
Em sua obra, Grudem exorta:
Deus cuida do laço que une pais e filhos, e seus servos precisam compartilhar esse compromisso com o Senhor. A recuperação da paternidade na igreja, no lar e na sociedade não deve ser outorgada apenas aos cientistas sociais ou ao Dr. James Dobson, antes tem de ser central no planejamento estratégico da igreja uma vez que esta dá testemunho do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Se a igreja precisa observar e colocar isso no seu planejamento estratégico, muito mais a família pastoral que é sempre alvo de observação e se o ministro não tem autoridade sobre seu lar, não terá sobre a igreja.
Nota-se que muitas atribuições ficam sobre o pastor, mas quando Deus o chama, ele deve entender que Ele o capacita e coloca pessoas para lhe auxiliar. O que acontece em alguns casos é do pastor se achar auto-suficiente e não pede ajuda em momentos decisivos. Em alguns casos, o pastor não atenta para esses detalhes corre-se o risco da esposa e os filhos não compreenderem, então algo pode ser prejudicado.
O conflito na família pode levá-los a se afastarem do ministério, da igreja e de
Deus, ou o ministro abrir mão do seu ministério para salvar seu casamento e sua família.
Outro ponto que pode ser abordado é à distância do discurso do pastor com a sua prática. No púlpito e no gabinete, exortações e palavras sobre comportamentos e santidade, mas ninguém melhor que sua família para conhecer os “dois lados da moeda”. Se em casa o pastor tem um comportamento e fora dela tem outro, isto fica notório e a ministro pode ter problemas em sua casa e em seu ministério por em decorrência disto. Com sua autoridade abalada perante os filhos, a possibilidade de isto atingir seu ministério é enorme.
Para esta distância ser quebrada, é preciso ter caráter, o caráter de Deus. Por isso, a vida devocional deve ser mantida com rigor.
Por se falar em devoção, Hedley afirma:
Comprometermo-nos totalmente com nosso Deus, não pedindo recompensa e não pensando nisto, serví-lo porque somos seus servos: isto é tarefa de cada cristão, e isso é a marca do caráter de todo ministro cristão. Como nos manter no caráter? Somente pela devoção das nossas vidas inteiras ao nosso Deus eternal, somente nos entregando totalmente ao preenchimento de Sua vontade em nós.
O problema é que, para alguns pastores, as pressões são tantas e sua agenda tem tantos compromissos que o progresso espiritual não acontece como deveria acontecer. É preciso que o pastor diga à igreja que ele precisa de um tempo.
É necessário reorganizar sua agenda para colocar momentos com sua família como compromissos e um tempo diário de devoção.
Quanto a essa devoção, George Hedley afirma traz um consolo:
Se nós não estamos progredindo ou avançando com nossos corações em devoção, como nós desejaríamos não nos deixemos atribular, vivamos em paz e deixemos a tranqüilidade sempre reinar em nossos corações.
Seguindo este conselho de Hedley, é possível reestruturar a paz de Cristo preencher os corações dedicando-lhe tempo para se obter dele a direção a tomar.

3.2 NO ÂMBITO ECLESIÁSTICO.
Um dos motivos desses problemas é devido ao fato da igreja ser constituída de pessoas. Ainda que salvas, têm seus temperamentos, suas personalidades, suas culturas e seus hábitos que podem trazer dificuldades ao trabalho pastoral.
A igreja atua e o ministério se realiza num mundo hostil que jaz no maligno, que procura criar todo embaraço ao pastor e à comunidade em sua missão na sociedade humana.
Pastorear envolve lidar com as mais adversas situações que exigem atenção e cuidado. Jesus preveniu quanto aos problemas no pastorado de sua pequena igreja de 12 membros: “no mundo tereis aflições, mas tendes bom ânimo”
O pastor não é um super nem sub homem. É homem de verdade e da verdade. É uma pessoa com um chamado incomum e habilitada para servir ao Senhor servindo ao Seu povo. É a pessoa por cuja instrumentalidade Deus habilita a igreja a crescer e a cumprir sua missão no mundo. Pessoa diferente que faz a diferença na especificidade de sua chamada, na excelência de seu trabalho e compromisso diuturno com o povo de Deus. Isto posto, relata-se algumas das maiores dificuldades no ministério pastoral.
Em muitos casos o esfriamento espiritual e o cansaço levam à preguiça e à indiferença para realizar a obra do Senhor. O cansaço físico e emocional das reuniões e pregações em série, sem um tempo para descanso, para a família, pode esgotar o pastor.
Existe a tendência de “bajular” homens. Para alguns pastores melhor é vê-los ir para o inferno a importuná-los com sua mensagem, e melhor é enfrentar o desprazer de Deus a má vontade dos homens. A preocupação com a imagem é algo muito importante, mas deve-se ter o cuidado de não colocar isso a frente da mensagem do evangelho.
Em meio à crise financeira que se vive o medo de perder as rendas e criar problemas para a família pastoral faz com que o pastor não se posicione em determinados assuntos que precisariam de uma postura mais rígida ou determinante. Colocar pessoas contra si nestas situações não seria uma boa idéia, preferindo fazer a “política” de estar bem com todos ao invés de resolver o problema.
(João 16,33).
Pelo mesmo motivo já citado ou por falta de coragem, o pastor não fala francamente com as pessoas sobre o que precisariam ouvir, e então ele diz aquilo que elas querem ouvir. Mas em muitos casos falta-lhes a vergonha ao cometer atos vergonhosos.
Por preguiça de se preparar ou por falta de recursos, muitos pastores desmoronam um ministério ou uma igreja. A incompetência e a inaptidão na administração dos elementos para a obra têm contribuído para alguns casos de endividamento e fechamento de portas de igrejas ou instituições. Isto, além do prejuízo financeiro, provoca também o prejuízo moral que fica sobre a igreja e o ministério pastoral.
Caso o pastor não tenha aptidão para negociar, cuidar das finanças ou em realizar projetos, ele precisa de assessores para que tudo seja bem feito. Estes fatores são apresentados por Baxter como sendo as dificuldades do ministro. Outra dificuldade que pode ser considerada pelo pastor é perder tempo investindo naqueles que não querem crescer. Escolher as pessoas erradas pode gastar tempo, dinheiro e não ajudará no ministério.
Em sua obra, Drescher se lamenta disso:
Boa parte do meu ministério tem sido consagrada a pessoas que não querem crescer, ministrar, ou ser assistidas. Penso que eu teria avançado muito mais, se tivesse incentivado aqueles que tinham interesse em crescer e servir, dando-lhes então oportunidades de compartilhar o que Deus estava fazendo em suas vidas... Tais pessoas precisam de umas palavras de encorajamento para fazer provavelmente mais pela renovação da vida espiritual do que muitos e muitos sermões.
Algo que deve ser lembrado pelos pastores é que as dificuldades sempre existirão, pois como já citado, o ministério atua na igreja que é composta por pessoas e que estão na terra. Não são perfeitas assim como o pastor também não o é. Entretanto, foi o Senhor que os chamou e Ele os têm capacitado. Por isso com a sabedoria divina e ajuda humana, o ministério pode ser realizado com aquilo que Deus realizará em seus corações.

4. DIFICULDADES ENFRENTADAS PELOS FAMILIARES.
As dificuldades enfrentadas pelos familiares são, em muitos casos, relativas aos comportamentos dos membros da igreja. Muitas vezes o que acontece na família em relação à igreja é a falta de limites da por parte dela.
Segundo pesquisa feita concluiu-se que as dificuldades enfrentadas pela família em relação à igreja são a falta de privacidade e o exemplo que a ela exige que os familiares sejam em todos os momentos.
A primeira dificuldade citada exige da família uma tolerância por perder sua privacidade, seu espaço para ter um momento em família que tanto precisa.
Muitas igrejas não têm a consciência de que o pastor além de “funcionário” a disposição da contratante, também necessita ter seus momentos em família a sós.
Algumas casas pastorais oferecidas são no próprio terreno da igreja – para economizar - permitindo, assim, o acesso dos membros que se sentem no direito de freqüentá-la como se fosse sua própria casa. Essas economias trazem prejuízos enormes à família pastoral. Como relata Nancy Dusilek:
Muitas esposas de pastores ficam desconsoladas por não poderem ter um momento sequer de privacidade em seus lares. A família é exposta à presença de outras pessoas 24 horas por dia. É um entra e sai diário, o que impede até a família de tratar de seus problemas particulares e íntimos, pois há sempre gente estranha por perto. Quando a casa pastoral fica ao lado do templo, a situação é pior ainda. Ao mesmo tempo em que elas estão entrando e saindo, pode ser que também queiram opinar ou sugerir como devem ser a casa pastoral. Os móveis, a cor da parede, os azulejos, o piso, etc. Pessoas que não morarão na casa, opinam em como construí-la, o que colocar dentro e do jeito mais econômico possível.
Há casos que a há uma preocupação com isso e nas “comissões de administração ou patrimônio” há membros que são profissionais qualificados.
Pensam em como fazer de maneira correta e bela. Afinal “a casa pastoral é o cartão de visitas da igreja, e a maneira silenciosa de a igreja dizer o quanto o pastor e sua família são considerados ou não pelos seus membros.”
Bela ou não, a casa pastoral deve ser um centro de visitas, mas não uma extensão da igreja. Os limites, de fora para dentro e de dentro para fora, de sua casa devem ser colocados pelo casal. A família pastoral precisa ter um ambiente favorável e agradável - não isolado do mundo e da igreja – mas com sua privacidade.
É importante que não somente a família tenha seu ambiente, mas também o casal sua privacidade e os filhos seu espaço para ter seus momentos sozinhos, ou seja, cada indivíduo.
Há igrejas que os membros vão à casa pastoral aguardar uma consulta medica; o inicio das programações da igreja; os filhos saírem da escola; etc. Quando a família pastoral precisa de uma ajudante para as tarefas domésticas, recomenda-se não contratar alguém da igreja, pois ela, em muitos casos, não saberá manter uma relação saudável com a família caso haja algum problema. Ressalta-se a importância do sigilo de pequenos problemas que a família tem e que são naturais, mas que podem - se mal contadas - denegrir a imagem do pastor e de sua família.
A segunda dificuldade relatada na pesquisa é em relação ao exemplo que a família pastoral tem de ser.
No capitulo “Os filhos da mulher sem nome - I” lê-se: Educar filhos é uma tarefa complicada para qualquer casal, e muito mais para o pastor e sua esposa, já que sua família vive numa vitrine sendo constantemente observada.
Para os filhos de pastor é difícil entender qual é o privilegio que é ser da família pastoral. A principio só se enxerga o lado negativo disso como, por exemplo, ser observado o tempo todo. Isto é algo que incomoda aos que não podem viver “livremente”.
Correr, soltar pipa, andar de bicicleta, patins, brincar, em tudo são criticados, pois têm de dar o melhor exemplo.
Os filhos do pastor são tema ideal para comentários, criticas e invasão de privacidade por parte de alguns membros da igreja.
Olham-nos como se eles fossem do outro mundo, cobrando de uma criança ou de um adolescente um comportamento de adulto. A idéia, em geral, é que todas as crianças da igreja têm direito de correr, brigar, competir, ter amigos especiais, não querer ia à Escola Dominical, dormir no culto, mascar chicletes ou chupar balas enquanto o pastor prega o seu sermão, mas os filhos do pastor... Esses não podem nada disso, porque são “filhos do pastor”.
É preciso entender que a família pastoral é como outra qualquer, ou seja, tem problemas, gosta de sair e precisa de momentos para si. Seus filhos são tão crianças, adolescentes e jovens como os filhos dos outros. Não há motivos para haver uma diferenciação dos filhos do pastor das outras crianças da igreja. São todas do mesmo jeito, recebem as mesmas influencias, têm suas alegrias e suas dificuldades, umas são mais obedientes por sua própria natureza, outras menos, mas com outras qualidades, e como escreve Dusilek:
Criança é criança em qualquer lugar do mundo, não importa que sejam os pais, e adolescente é sempre adolescente com suas crises e fases de altos e baixos. Não há privilégios ou obrigações estabelecidas apenas por se nascer na casa do pastor. Se alguns comportamentos citados acima não é conveniente, nem aprovado para os filhos do pastor, também não o é para as demais crianças especialmente para as de lares cristãos. É de responsabilidade dos pais imporem os limites dos membros da igreja em relação a sua casa e aos seus filhos, defendendo-os quando alguém cobrar deles uma atitude diferente por ser filho de pastor.
Os membros das igrejas precisam perceber que sua função no ministério pastoral é a de auxílio. Deus coloca o pastor na igreja para ser quem os guia e os membros fazem parte disto. A cada um é dado um dom e, como já citado, sua tarefa é desenvolvê-lo para a edificação do corpo de Cristo.
Por outro lado existem pais que ao perceberem o quão pesado é o fardo do nome “filho de pastor”, não educam seus filhos, permitindo que façam todas as coisas. Limites, essa é uma das chaves de se criar bons cidadãos.
London cita em sua obra: “É no lar que nosso verdadeiro sucesso ou fracasso será medido. O lar é a principal arena na qual temos que ser bem-sucedidos se quisermos ser bem-sucedidos em qualquer outra.”
A educação de seus filhos e o estabelecimento de limites também é tarefa dos pais. Não se deve ensinar para a criança que seus comportamentos devem ser diferentes pelo fato de serem cristãos ou por serem filhos de pastores.
Interessante observar que, se bem aproveitada, a primeira dificuldade pode se transformar em ajuda para os pais. Segundo Allan Petersen é necessário que os filhos tenham amizade com adultos e em casa isso pode ser de grande valia. Em suas palavras:
Você não precisa transformar a sua casa em uma pensão, mas faça dela um ponto em que freqüentemente haja hospedes para uma refeição. E, embora pareça mais fácil, nem sempre separe seus filhos dos adultos, para comer. O risco do tapete da sala de jantar é menor comparado com o beneficio que e os seus filhos receberão por ter amigos adultos.
Sua primeira preocupação deve ser a de apresentar-lhes Cristo, afim de que tomem a decisão de segui-lo para o resto de suas vidas. Mas não só apresentá-lo, mas vivê-lo. Muitos pais têm a dificuldade de apresentar a Cristo para seus filhos, por não saber como viver com Ele.
Mas ensina Nancy novamente:
Os pais são os missionários que falam aos filhos sobre Jesus e sua salvação. Mesmo que mais tarde eles se recusem a permanecer nos caminhos do Senhor, sua tarefa terá sido cumprida. Eles é que terão de prestar contas a Deus, individualmente. O problema é que em muitos casos, ao invés de ajudar os filhos a compreenderem Deus e os problemas que a família pastoral enfrenta, a cobrança por atitudes, citada como sendo por parte dos membros, começa dentro da casa pastoral. Os pais exigem posturas que eles ainda não podem oferecer ou simplesmente se recusam como uma forma de defesa, rebeldia.
Falando em rebeldia, Nancy comenta:
Temos que considerar o fato de haver pastores, e em muitos casos, apoiados pelas esposas, que fazem cobranças pesadas sobre os filhos, cobranças essas que muitas vezes resultam em sérios desentendimentos entre estes e aqueles. Os pais querem que os filhos sejam os melhores conhecedores de
Bíblia entre os jovens da igreja; querem que eles sejam músicos exímios, e um modelo impecável de comportamento.
Os rapazes devem ser uns mini-pastores, e as moças umas mini-esposas de pastor.
Em primeiro lugar, antes da cobrança por atitude, é preciso falar para eles o porquê de ser cristão e da alegria que sentem em sê-lo. Alguns filhos de pastor estão fora da igreja por não entenderem e experimentarem o Deus de seus pais ou, em alguns casos, de seu pai, pois nem mesmo a esposa consegue compreendê-lo.
Outro serio problema que muitos casais enfrentam é quando um ou mais filhos, na fase de adolescência ou juventude, saem da igreja. Desviam-se dos caminhos do Senhor, e assumem comportamentos que entristecem os pais. Sobre este assunto a muito que dizer, mas vou tentar simplificar. Muito antes que esse problema aconteça, a atitude correta dos pais é aproveitar a fase em que os filhos são pequenos para dar-lhes ensinamentos sólidos, enraizados na Palavra de Deus, mas sem cobranças do tipo “faça isto, ou não faça isto... pois você é filho de pastor...” etc. Ter a consciência do dever cumprido nos traz muita paz com relação ao nosso papel de educadores. Tão importante para o pastor é ganhar almas para Cristo e cumprir o Ide de Cristo. O problema é que às vezes ele perde sua família pela falta de atenção devida. Não dar exemplo, apoiar cobranças injustas e não ensiná-los no caminho, pode ser prejudicial e trazer frutos bem amargos para o pastor e sua esposa.
H. B. London Jr. relata uma história de um casal que faz de sua casa um santuário e conclui a história dizendo que “eles têm aprendido por experiência própria que nem o casamento nem o ministério florescem muito quando ambos são rivais.”
O mesmo acontece na família. Se ambos são rivais, não florescem. Corre-se o risco de ter que escolher um para manter. A melhor solução será fazer com que os dois sejam cooperadores, um dependente do outro e servindo de apoio. Se isto não acontece, pode-se chegar ao final do ministério com o triste relato um evangelista norte americano:
Por anos a fio, viajei através do pais, trabalhando para ganhar as almas dos filhos dos outros homens. E os meus, deixei-os entregues a própria sorte, e talvez tenham ido para o inferno.
Que sirva, porém, tal afirmação como advertência aos pastores que tem filhos.
O que se espera com este estudo, é ouvir dos pastores no final dos ministérios as palavras de Wayne Grudem:
O ministério foi uma jornada turbulenta e fabulosa. Sou um homem feliz no casamento. Meus quatro filhos, já adultos, amam o Senhor, e meus 18 netos estão nesse processo.
Tenho uma esposa adorável a quem amo de todo o coração.
Meus filhos me amam, e eu também os amos. A conclusão é que nosso casamento e nossa família cresceram em meio ao ministério.

5. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES.
Existem alguns manuais no mercado sobre técnicas de liderança. O que se procura neste estudo é dar algumas ferramentas e recomendações no âmbito eclesiástico e de compromisso com o Senhor, ao invés de dar soluções administrativas e empresariais.
5.1 AO PASTOR.
Em primeiro lugar, é importante observar que qualidades pessoais são ajuda para o ministério pastoral. Falar bem, administrar, mas isso se aprende. O que determina a vida e conseqüentemente o ministério pastoral é o caráter do pastor.
Este é um dos segredos do êxito pastoral.
Todos os crentes são chamados a uma vida comprometida, mas o pastor há de ser o modelo deles. Timóteo adverte: “ninguém despreze o fato de ser jovem mas seja o exemplo dos fiéis.” Segue uma lista de algumas características que se acredita ser necessário que o pastor tenha: pureza, ser irrepreensível, fidelidade, ter credibilidade, honestidade, veracidade, humildade, reconhecer suas limitações, reconhecer o valor dos outros, admitir o erro, ter senso de humor - algo importante para pessoas da comunicação, otimismo, ver o melhor nas pessoas e nas coisas, paciência, resistir e manter-se firme diante das adversidades, longanimidade, manter-se firme diante das pessoas adversas, ser consagrado ao Senhor, ter compromisso com a igreja de(Timóteo 4,12).
Cristo, disposição de vencer os seus temores, cuidado para não mudar a mensagem, dizer a mensagem correta, não ter medo de fracassar e ser empreendedor para o reino de Deus. Em resumo, diante de tantas características o pastor pode ser comparado a um soldado sempre pronto para a batalha.
Com auxilio de autores importantes, alguns pontos são desenvolvidos para ajudar o pastor em momentos de crise. Citando Richard Baxter, que começa a sua obra alertando-os no aspecto de sua vida pessoal, diz que ela deve ser
“...constantemente submetida ao escrutínio das Escrituras. À luz das Escrituras
Sagradas, “aquele que foi chamado a tão elevada vocação deve aspirar à santidade e pureza de vida.” O cuidado com a vida espiritual tem de ser uma prioridade na vida do pastor.
O ministério é um reflexo daquilo que o pastor é. Além de ele ser correto, honesto, santo, ele deve aparentar ser. Sua imagem é algo tão importante no ministério que só o fato da desconfiança de uma acusação contra sua moral ou integridade pode levá-lo a ruína.
Quanto a isto, Viertel nos diz que o pastor é, “nos olhos do povo, o representante número um da igreja e de Cristo na comunidade. Ele precisa se cuidar em relação às coisas que ele faz, as palavras que diz e aos lugares que ele vai.” Convém ao pastor olhar por si mesmo porque há muitos olhos fixos nele.
Muitos assistirão a sua queda. Muitos caem sem alguém saber que caíram, mas aqueles que estão numa posição de destaque são vulneráveis aos que desejam sempre usar o pior lado da situação. E péssimo deve ser para um ministro, vocacionado por Deus, ouvir e ver homens apontando-o e relatando seus pecados cometidos para quem quer seja.
A tarefa pastoral é, entre outras, livrar os outros e a si mesmo da tentação, dominar o diabo e destruir seu reino, edificar o reino de Deus e ajudar as pessoas a alcançar a glória eterna. Cabe ao pastor ter um conhecimento profundo das Escrituras para poder ensinar a sua comunidade não somente o teórico, mas a colocá-los em prática. Pregar o que vive ou viver o que prega é algo fundamental na vida do pastor, pois ele é vigiado em todos os seus passos por alguém.
O pastor deve ter um cuidado enorme com sua vida, pois assim como diz Baxter: Portanto, cuidemos de nós mesmos, para não perecermos, enquanto clamamos a outros que cuidem de si, para não perecerem! Podemos morrer de fome enquanto preparamos comida para outros. Prestadores de serviços podem não usufruir do que produzem. Alfaiates podem vestir trapos e cozinheiros podem ser desnutridos enquanto preparam roupas e alimentos para outros. Assim também pode ser o pastor que oferece Cristo para os outros sem ter a noção de quem Ele realmente seja.
Tenha certeza que Cristo já habita em seu coração e que o Espírito Santo está em sua alma antes de você oferecê-lo a outros.
Outro erro que um pastor pode cometer é o de conviver com aquilo que ele condena. Viver na prática do pecado é desonrar Àquele a quem serve. Isto é exortado pelos próprios ministros para que os seus ouvintes não o façam; “você, que ensina os outros, não ensina a si mesmo?” Aquele que de fato põe sentido naquilo que fala, certamente age de acordo com o que fala.
Existe a possibilidade de se ganhar almas para Cristo, ter êxito na pregação do evangelho sem trazer santidade para o próprio coração ou vida. Um fato a ser observado é que há algo maior a se ganhar ou perder: a salvação! Assim como os ouvintes, os pastores também têm alma e a sua eternidade será definida não pela quantidade de vezes que pregou, mas pela decisão por Cristo.
Nunca devem se esquecer daquilo que o livro de Samuel ensina “Honrarei aqueles que me honram, mas aqueles que me desprezam serão tratados com desprezo.” Quando os interesses são próprios não há porque aguardar a aprovação do Senhor. Não se deve deixar que os pecados do “púlpito” dominem o ministério de pregação da palavra.
O pecado mais odioso, segundo Baxter, é o orgulho. Chega a dizer que o orgulho é tão patente na vida de alguns pastores que eles quando pregam não anunciam o reino dos céus e a glória de Deus, mas o progresso de satanás. A necessidade de humilhar-se deve ser constante na vida do ministro e constitui o âmago do evangelho.
Dificilmente o pastor consegue ter um ministério abençoado sem ter uma vida de oração. Deus quer um relacionamento pessoal com seus filhos, por isso a oração é a forma básica e fundamental para tal relacionamento. Além de orar por si e por seus familiares o pastor deve gastar tempo intercedendo por aqueles que fazem parte do seu rebanho. O exemplo do apóstolo Paulo que, dando seu próprio exemplo, orava “dia e noite” por seus ouvintes. Em outra citação o apostolo Paulo adverte:
Será inapto para ser pastor se não tiver prazer na santidade, se não odiar a iniqüidade, se não amar a unidade e pureza da
Igreja, e se não detestar a discórdia e o divisionismo.
É necessário ter uma vida de oração por si e pelo rebanho. A intimidade do pastor com Deus é fundamental, mas deve-se levar em conta também o seu relacionamento com o próximo.
Em primeiro lugar, dentro de sua própria casa. Isso começa na escolha de quem dividirá o mesmo teto com ele. Uma escolha errada e seu ministério pode ser destruído.
Voltando a Viertel em seu comentário:
O ministério de muitos sinceros jovens homens tem sido arruinado por causa de uma escolha errada de sua companheira. Se ela não é comprometida com o trabalho do
Senhor e vive uma vida mundana, ela pode destruir sua saúde mental, espiritual e sua influencia cristã.
A esposa do pastor é parte decisiva e importante no ministério. “Este é um ponto que satanás usa para destruir a família pastoral.” Afinal, com problemas familiares pouca autoridade o líder terá sobre a igreja.
5.2 À Familia.
Como já demonstrado neste estudo, a família pastoral sofre algumas cobranças e torna-se, em alguns casos, difícil manter todos firmes no caminho em que devem seguir. Por isso seguem algumas recomendações e conselhos sobre a bênção que é ser da família escolhida por Deus.
5.3 À Esposa.
Um primeiro ponto a ser levantado aqui é a diferença entre ser e estar esposa de pastor. Ser esposa de pastor é o aceitar, envolver-se, empenhar-se realizar aquilo com dedicação e esforço. Enquanto que estar esposa de pastor é totalmente diferente disso não aceitando o ministério, as cobranças e não se envolvendo nos assuntos da igreja.
Nas palavras de Nancy Dusilek :
Entendo que ser esposa de pastor é vestir a camisa da desafiadora posição que passará a ser ocupada pela mulher que Deus colocou ao lado de um homem vocacionado. É vestila mental, emocional e espiritualmente. Uma vez esposa de pastor, cabe a mulher administrar sua vida de forma que não a desperdice em reclamações e frustrações. Dificuldades sempre existirão, mas o importante é não se entregar ao desânimo. Algumas recomendações são dadas para que o crescimento seja uma oportunidade e não um fardo. Cursos e terapias podem ajudar no processo de crescimento, mas o espiritual é fundamental. Não importa o quão espiritual o marido seja. O crescimento espiritual é pessoal e intransferível.
Só com o crescimento espiritual é que muitas dificuldades serão vencidas.
Uma delas é a cobrança. A esposa do pastor é sempre observada e precisa lidar muito bem com isso. É importante perceber que seu compromisso não é diretamente com a igreja e sim com Deus e, reconhecendo seus limites, trabalhe usando seus dons. Ter compromisso com Deus não significa ter a agenda cheia de compromissos com a igreja. Isso é ativismo e não compromisso.
Sabedoria, este deve ser o centro das petições a Deus. Em Provérbios encontra-se um conselho para isso: “A mulher sábia edifica a sua casa, mas com suas próprias mãos a insensata derruba a sua.” Permitir que o marido tenha seus momentos a sós; saber a hora de livrá-lo de uma cilada de satanás; ter a consciência de que não é a número um, mas alguém que auxilia o ministério do marido; estimulá-lo após eventos bem sucedidos e criticá-lo em momentos que não o for; cuidar de si, da casa e dos filhos, isto tudo exige que essa “mulher sem nome” seja aquela enviada por Deus com a sabedoria vinda dele para que a família e o ministério sejam de acordo com aquilo que Deus espera dessa família.
5.4 Aos Filhos.
Ouve-se, ou até mesmo fala-se de pessoas reclamando, que não pediram para nascer nessa ou naquela família. Queixam-se, ou se defendem, afirmando que não têm culpa de ser filho ou filha de pastor. Frase a princípio verdadeira. Para os que a usam é, em muitos casos, uma justificativa de atos (geralmente indevidos) conseqüentes da culpa que não têm e da cobrança que sofrem por serem filhos de pastor.
Porém, as verdades que podem ser tiradas dessa simples frase são muito mais profundas. São princípios que, por muitos motivos, foram esquecidos ou deixados pela sociedade e pelas próprias famílias cristãs, pastorais, fazendo com que os seus filhos perdessem o real significado do que é estarem inseridos numa família como a sua.
Esses itens podem ser relembrados, e com a ajuda de Deus fazê-los novamente reais em suas vidas. Deus os escolheu para serem filhos de quem são.
Ele sabe o que é melhor. Realmente os filhos não têm culpa de nascerem numa família com tantas responsabilidades e importância. Porém, foi Deus quem os criou e os capacita no necessário para que cumpram com a responsabilidade a que foram chamados. Não questione tudo o que acontece em suas famílias, mas recebam a orientação de Deus e ajudem no ministério de seus pais, sabendo que essa é a vontade de Deus para suas vidas. Pode ser observado no livro do profeta Jeremias:
“Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações”. Todas as famílias têm suas características positivas e negativas. Algumas incomodam mais, são mais transparentes, e nem sempre os filhos sabem lidar com elas. Outras são motivo de muito orgulho. Certamente sua família tem boas características. Descubram quais são elas, analisem-nas. Faça-nas muito maiores e recompensadoras do que as que são ruins. Orem ao Senhor para que suas futuras famílias tenham tais aspectos - e outros melhores ainda - próprios de famílias – que influenciarão positivamente seus filhos. Na primeira carta de Paulo a Timóteo se tem que “... e seja conhecido por suas boas obras, tais como criar filhos, ser hospitaleira, lavar os pés dos santos, socorrer os atribulados e dedicar-se a todo tipo de obra.” Em Salmos pode-se encontrar outra recomendação para essa situação:
“Aleluia! Como é feliz o homem que teme o Senhor e tem grande prazer em seus mandamentos! Seus descendentes serão poderosos na terra, será uma geração abençoada, de homens íntegros. Grande riqueza há em sua casa, e a sua justiça dura para sempre”.
Aceitem as correções, orientações e conselhos de seus pais, pois eles os amam e querem o seu melhor. Muitas são as pessoas que à sua volta estão, e sentem-se no direito de fazer o mesmo, mas são os seus pais que têm toda autoridade, responsabilidade e cuidado - confiados diretamente de Deus – sobre suas vidas. Em meio a tantas pressões e dúvidas, eles querem os ensinar o melhor.
Dêem atenção ao que dizem, ouçam-nos.
Segundo o autor de Hebreus “É para disciplina que perseverais. Deus vos trata como filhos; pois que filho há que o pai não corrige?” Se o próprio Deus corrige aos que ama e chama de filhos, quanto mais os pais, àqueles a quem Deus deu a guarda dos filhos aqui na terra. A mesma instrução, mas esta para os filhos, encontra-se em Provérbios: “Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensino de tua mãe.” (1 TIM 5.10; Sl 112.1-3; heb 12.7; prov. 1.8).
Tenham sempre em mente que o melhor que seus pais puderem fazer, eles farão. Adversidades sempre existirão, tais como: dificuldades financeiras, responsabilidades sociais, o tempo que é curto, a incapacidade de fazer o impossível, as dificuldades de lidar com pessoas. Parece que eles, por alguns momentos, se esqueceram de vocês ou se importam mais com outros, não correspondendo às suas expectativas. Mas, saibam que eles sempre procuram fazer o melhor, mesmo que não percebam, pois são muito importantes para eles. São limitados, humanos, erram, mas tenham certeza que eles os amam e procuram satisfazer suas necessidades físicas, psicológicas e espirituais.
No evangelho de Lucas é possível ler “E qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente?”
Obedeçam e honre aos seus pais, esse é um dos mandamentos. Cumpram no, obedecendo primeiro ao Pai Celestial. Não os questionem sempre ou desobedeçam-nos. Se existe a dificuldade em obedecer aos seus pais terrenos, procurem ajuda de Deus Pai para que os ajude a fazê-lo sinceramente. Se o erro está verdadeiramente nas ordenanças de seus pais, orem e peçam a Deus que transforme os corações deles, continuando submissos aos seus responsáveis.
Um mandamento muito importante é encontrado em na carta de Paulo aos Efésios:
“Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo.
“Honra teu pai e tua mãe- este é o primeiro mandamento com promessa - para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra.” (Lucas 11,11; Efésios 6,1-3).
Se seu pai se encontra em dificuldade ministerial ou pessoal, não dêem mais motivos para que a luta que ele tem travado piore. Ao contrário, ajudem-no. Vocês podem e devem. Vocês são os filhos que ele precisa, tanto quanto precisam dele.
Orem constantemente por sua vida, por seu chamado e por suas responsabilidades.
Conversem com suas mães, com seus amigos, com pessoas de confiança e até mesmo com seus pais, orando a Deus e pedindo sabedoria, discernimento, ajuda, para que façam o melhor para ajudá-lo.
No livro de Provérbios encontra-se uma sabedoria que diz “Discipline seu filho, e este lhe dará paz; trará grande prazer à sua alma.” Tenham certeza em seus corações e vidas que o melhor estão fazendo. O melhor diante de Deus, família e mundo. Que todos, principalmente Deus, possam dizer o mesmo de vocês. E que Ele exclame “...Este é o meu filho amado, em quem me agrado”.
Como já citado, vocês são primeiramente filhos de Deus. Busquem-no, honrem-no, adorem-no. Ouçam e obedeçam aos seus ensinamentos, sabendo que o mais Ele fará, cuidará, e os ajudará a fazer naturalmente. Nele tudo é possível, pois é poderoso e grande - perfeito Pai. Façam a diferença como filhos de Deus e, conseqüentemente, diferença como filhos em suas famílias e diante do mundo.
Para marcarem uma geração e serem reconhecidos, é necessário que sigam as orientações do apostolo Paulo escrevendo aos Filipenses “... para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo.” (prov. 29:17;MT: 3;17; fp :2.15).


Conclusão
Ao analisar a vida de um pastor, têm-se dois lados de uma moeda. Um deles é aquele que observamos na vida social, no domingo, nos cultos, quase sempre formal atrás do púlpito, exortando o povo a endireitar seus caminhos e seguir os mandamentos de Deus e etc. O que me chama a atenção é o outro lado dessa moeda, o pastor por trás das “câmeras”, sem a sua formalidade, na sua intimidade.
Como seria interessante ver o pastor em um desses “reality shows”. Essa visão que poderia ser de sua comunidade, que muitas vezes não sabe dos desafios e dificuldades enfrentadas por um pastor ao longo da sua caminhada. A visão da família do pastor, que quase nunca tem identidade própria, é completamente diferente. O ensaio se propõe a tentar mostrar esse outro lado da moeda, apresentando uma visão da família do pastor, que não escolheu ser, mas tem que enfrentar as cobranças por parte dos membros da comunidade, como o de ser exemplo em comportamento, ser diferente dos demais, e que em alguns casos leva até ao afastamento da igreja, de Deus e à desestruturação da família. Conselhos, cuidados e exemplos são demonstrados nesse ensaio para que você que está nesse
“barco” tendo ou não a opção de sair enfrente as tempestades das crises sem perder a fé em Deus. As pessoas querem enxergar no cotidiano dele aquilo que tem sido pregado, pois o considera representante legítimo de Deus na terra, diante da igreja, da comunidade. Sua imagem deve ser cuidada com muito zelo, preservando a si mesmo para que não digam aquilo que não é, e se disserem algo para difamá-lo seria fácil provar a verdade. O cuidado precisa ser constante. Seus procedimentos, seus discursos formais e informais, os lugares aonde vai, suas companhias podem decidir seu trabalho e influência naquela igreja, na cidade, no estado ou no país.
Por isso, cabe ao ministro vigiar e orar para que sua vida seja irrepreensível, de forma que não se tenha suspeita alguma sobre ele. Com tanta responsabilidade e com as exigências vindas por parte da comunidade e da família, o pastor tem de se esforçar para que seu rendimento, seu desempenho, e sua relação com Deus e com seus próximos não caiam numa rotina e virem algo sem foco, sem objetivo ou mesmo mecânico e falso.
Aos líderes e ministros que se sentem ameaçados, desesperados diante da pressão de produzir algo nos prazos esperados, ou que não estiverem em progressiva devoção em seu coração, não se deixem cair em desespero, mas deixem a tranqüilidade e orientação de Deus influenciar e reinar em suas vidas.
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WILDER, John B. O jovem pastor. Rio de Janeiro: Juerp, 1981. 112p.
ANEXOS

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