sejam bem vindos

quero que ao entrar, possa se servir das grandezas da palavra de Deus, fique tranquilo, não tenha pressa, leia a vontade, que o Senhor te abençoe ao entrares e ao saires. Amém Jesus!!

domingo, 17 de julho de 2011

GEOGRAFIA DA PALESTINA

PROF: MARCONI PEREIRA DA SILVA.
GEOGRAFIA DA PALESTINA.

SUMARIO

1. INTRODUÇÃO 08
2. GEOGRAFIA FÍSICA DA PALESTINA 10

2.1 Orla Mediterrâneo 11
2.1.1 Do Líbano ao Monte Carmelo 11 2.1.2 Planície de Acre 11
2.1.3 Planície de Sarom 11
2.1.4 Planalto Filístia 11
2.1.5 Sefelá 11
2.2 Planalto Central 12
2.2.1 Galiléia 12
2.2.2 Esdraelon 12
2.2.3 Jezreel 12
2.2.4 Samaria 12
2.2.5 Judéia 12
2.2.6 Negueve 13
2.3 Vale do Jordão e Mar Morto 13
2.3.1 Do Hermom ao Vale de Hula 13
2.3.2 Do Vale de Hula ao Mar da Galiléia 13
2.3.3 Do Mar da Galiléia ao Mar Morto 13
2.3.4 O Vale do Mar Morto 13

2.4 Transjordânea 13
2.4.1 Terra de Golã ao Basã 13
2.4.2 O Hauram 13
2.4.3 Giliarde 14

3. OROGRAFIA DE ISRAEL 16

4. HIDROGRAFIA DA PALESTINA 18

5. CLIMA DA PALESTINA 25

6. GEOGRAFIA DEMOGRAFICA DA PALESTINA 30

7. PRINCIPAIS CIDADES DE ISRAEL 35

8. COORDENADA GEOGRAFICA 38

CONCLUSÃO 40

REFERÊNCIAS 41



1. INTRODUÇÃO

2- GEOGRAFIA FISICA DA PALESTINA

O antigo pais formava uma estreita faixa que se distendia ao longo do Levante: a leste confrontava com a orla ocidental do grande deserto sirio-árabe; ao sul, separava-a do Egito a área inculta do Sinai; ao norte, o extremo do país era marcado pela cidade de Da, junto à nascente principal do Jordão, próximo ao Monte Hermom.
A distância total de Da a Berseba, nos dias do Velho Testamento, era de 225 quilómetros, e do Mediterrâneo à entrada do deserto a leste, tinha mais ou menos 130 km. A área de Israel nos dias de Davi era de 29.250 km2. A área do atual Israel (1.966) é de 20.762 km2. Depois da Guerra dos seis dias (junho l .967), o território de Israel passou a ter 89.351 km2, com a seguinte distribuição:

Territórios administrados:

• Sinai. 61.198km2
• Judéia e Samaria. 5.878 km2
• Gola. 1.150 km2
• Faixa de Gaza. 363 km2
• B. Território Anterior. 20.762 km2
• Total. 89.351 km2.

Os geógrafos da Bíblia atendo-se principalmente aos tempos bíblicos, dividem a Palestina em quatro bem acentuadas e distintas regiões:

I. ORLA MEDITERRÂNEA
II. PLANALTO CENTRAL
III, VALE DO JORDÃO E MAR MORTO
IV. TRANSJORDÂNIA

Cada uma dessas quatro regiões, por sua vez, se divide em outras partes, como importantes nos dias andante de Israel:
I. ORLA MEDITERRÂNEA

Nos dias bíblicos, Israel tinha 418 km de costa. Suas possessões iam da Tribo de Aser, que limitava ao Norte com a Fenícia, descia ao Carmelo. Manassés ia do Cannelo até perto de Jope, onde começavam os Limites de Efrain e uma pequena parte de Dã.

A orla Mediterrânea conta com as seguintes divisões:

1. Do Libano ao Monte Carmelo – Faz fronteira em Rosh ha-NIKRAH, a famosa caverna cavada no milenios, pelas águas furiosas do Mediterrâneo na rocha virgem.
2. Planice do Acre – Abrange a parte ocidental de Esdraelon e Jezreel, correndo do Sul da Baixa Galileia, tocando o norte de Samaria. Dirige-se depois para a costa, terminando no Monte Carmelo, cuja atitude alcança 600m sobre o mar.
3. Planice de SAROM – Começa no Sul do Carmelo e vai até Jope, hoje o grande porto Judeu de Jafa. No sentido Norte-Sul mede 80 km por 15 Leste-Oeste.
4. Planalto da Filistia – É a continuação de Sarom. Norte-Sul mede 50km por 25 Leste-Oeste.
5. Sefelá – Que significa terra baixa. Um altiplano rochoso que corre da costa, rumo SE penetrando até a fronteira da tribo de Judá.

II. PLANALTO CENTRAL

Planalto Central - Corre de norte para Sul, entre a faixa da Orla Marítima e o Vale do Jordão, e vai dos contrafortes da cadeia dos Líbanos, na Fenícia e se dirige para o extremo sul do Negueve, em pleno deserto, passando naturalmente pelo Mar Morto. E as principais divisões do Planalto Central são:
1) Galiléia, Alta. - A mesma região, separada por uma linha imaginária que saindo da cidade de SAFEDE, vai até Acre. O território ocupado por toda a Galiléia é de 50 km de largura por 100 de comprimento. A Galiléia limita ao Norte com o Rio LITANI; ao sul com a cadeia do Carmelo; a leste com o Jordão, o vale de Hula e o Mar da Galüéia, e ao ocidente com o Mediterrâneo
2) Esdraelom Grande planície, com a forma de um triângulo, cuja base se inclina para o norte do Carmelo. A linha passa pêlos montes de Nazaré a mais ou menos 24 km do Tabor. A oriental corre para o Monte Jenin, num percurso de 15 km do pequeno Hermom e o Gilboa, onde fecha o triângulo.
3) Jezreel — Ao planalto de Esdraelom, segue-se o de Jezreel. Fica entre o Pequeno Hermom e os montes da Baixa Galüéia ao norte e o Gilboa ao sul.
4) Samaria — Pode ser considerada continuação do território da Galiléia e Esdraelom. Planalto que está a mais de 100 m sobre o nível do Mar. Limita ao norte com o Mar da Galiléia, ao ocidente com o Mediterrâneo; ao Sul com as montanhas da Judéia e a leste com o Jordão. Dois montes principais se destacam na região: Ebal e Gerizim. Na depressão formada pêlos dois famosos montes temos Nabius, antiga Siquém, em cujas proximidades está Sicar com o Poço de Jacó.
5) Judéia — Este território começa em Betei e termina em Berseba,
numa extensão norte-sul de 96 km. Ao norte limita com as montanhas da Samaria, ao sul com Berseba, a leste com o Jordão e a oeste com o Mediterrâneo.
6) Negueve — O termo é usado no V. T. geralmente para designar o Sul. Ao norte limita com a parte meridional dos montes da Judéia; ao oeste com o Mediterrâneo; a leste com o deserto de Sin e a Arabá e ao Sul com Cades. A área do Negueve é extensa e se divide em:

Negueve dos Quereteus
Negueve de Judá
Negueve de Calebe
Negueve dos Queritas
Negueve Yerahmeei, na direçâo de Cades.
III. VALE DO JORDÃO E MAR MORTO

Esta região palestínica vai do Hermom que se ergue a quase 3 mil metros e o Vale do Mar Morto que está a 400 m abaixo do Nível do Mar. acresce a isso que o leito do Mar Morto está a 400 m de profundidade. as principais divisões desses vales são:

1) Do Hermom ao Vale de Hula
2) Do Vale de Hula ao Mar da Galiléia
3) Do Mar da Galiléia ao Mar Morto
4) O Vale do Mar Morto

IV. TRANSJORDÂNIA

Literalmente refere-se à porção de terra que fica além do Jordão, isto é, leste desse rio. Limita ao norte com Damasco e Hermom; a oeste com o Jordão; a leste com o Deserto siro-arábico e ao sul com o Wadiel-Hesa que é o Bíblico Zerede. Suas principais divisões são:
1) Terra de Golã ou Basâ — Vai do Monte Hermom ao Rio Iarmuque e do vale do Jordão ao Mar da Galiléia.
2) O Hauram — Que começa em El-Lojá e prossegue até confmar com a faixa do deserto.
3) Giliarde – Além do Iarmuque e vai até o Wadi Hebã, ao norte do Mar Morto ao Jordão até o deserto, entrando em Hmã.

A parte oriental da Palestina consiste em um longo platô afirma, R.N. Champlin, que vai desde o monte Hermom, ao norte, até o monte Hor, em Edom, ao sul. Quatro areas distintas, que são:

1. A Planície Marítima. Essa planície vai desde o rio Leontes, ao norte, a 8 km ao norte de Tiro, até o deserto para além de Gaza, ao sul. O monte Carmelo, entretanto, interrompe esse vale. A partir do Carmelo para o sul, até Jope, a região é conhecida como planície de Sarom; e então como Sefelá, desde Jope até o ribeiro de Gaza, na direção sul. Mais ao sul ainda, fica a área conhecida como planície da Filistia.

2. Cadeia Central. Conforme foi dito acima, as montanhas do Líbano internam-se Palestina adentro; e nos distritos da Galiléia, da Samaria e da Judéia há extensões mais baixas dessa cadeia. A Alta Galiléia dispõe de certo número de colinas, algumas das quais entre 600 e 900 m de altura, ou mesmo pouco mais, e outras chegando até os 1200 m de altitude. Abaixo damos as altitudes dos principais montes e colinas da Palestina. A Baixa Galiléia forma um triângulo malfeito, limitado pelo mar da Galiléia e pelo rio Jordão, até Bete-Seã, a leste, e pela planície de Esdrelom, a sudeste. Colinas mais baixas são encontradas ali. O monte Tabor chega a 562 m, e o monte Gilboa a 502 m de altitude. A planície de Esdreiom intercepta a região central. Ao sul dessa área há muitos wadis (vide). O monte Gerizim chega aos 869 m de altura, onde ficava a cidade de Samaria. De Betei a Hebrom, na Judéia, a serra continua e chega à altura de 670 m. Betei está a uma altitude média de 792 m; Belém, a 778 m; Hebrom, a 927 m.

3. O Vale do Rio Jordão. Na verdade, esse vale é uma profunda e longa garganta. Desde a altitude de 518 m, no monte Hermom, vai descendo rapidamente na direção do mar Morto, que já fica a 375 m abaixo do nível do mar. E o mar Morto, propriamente dito, é bastante profundo; seu fundo fica a 396 m abaixo de sua superfície, tornando esse o lugar mais baixo à face do planeta. Na verdade, tudo isso faz parte da falha geológica que percorre dai até o mar Vermelho e entra na parte oriental da África.

4. A Palestina Oriental. Temos ai um extenso platô, a maior parte do qual mantém-se a uma altitude de mais de 900 m. Essa área incluía localidades como Basã, Gileade e Moabe. Está dividida por quatro rios: o larmuque, o Jaboque, o Arnom e o Zerede. Os dois primeiros são tributários do Jordão. Mas o Amom e o Zerede desaguam diretamente no mar Morto. Ao sul do mar Morto fica a Arabá, rica em cobre, que se espraia até Eziom-Geber, no extremo norte do mar Vermelho. Elevações de Alguns Picos e Locais Notáveis:

Monte Hermom, 3050 m; monte Catarina, no Sinai, 2460 m; Jebel Mousa, no Sinai, 2145 m; Jebel et-Tyh, no Sinai, 1312 m; Jebel er-Ramah, 915 m; Hebrom, 824 m; monte das Oliveiras, 774m; Safete, 762 m; monte Gerizim, 732 m; Damasco, 667 m; monte Tabor, 533 m; passo de Zefate, 438 m; deserto de et-Tyh, 427 m; Nazaré, 250 m; planície de Esdrelorn, 140 m; lago de Tiberiades, 26 m abaixo do nível do mar; a Arabá, em Cades, 28 m abaixo do nível do mar; o mar Morto, 375 m abaixo do nível do mar; o fundo do mar Morto, 771 m abaixo do nível do mar.

3. OROGRAFIA DE ISRAEL

A terra de Canaá" é montanhosa por excelência. Daí a razão da Bíblia chamá-la 'Terra de montes e vales" (Deut. 11:11).
A ERETZ ISRAEL como era denominado Israel nos tempos bíblicos e hodiernamente também, de norte a sul media 225 km e do Mediterrâneo até a entrada do deserto, 130 km. Nessa pequenina faixa existem os contrastes mais chocantes da terra e por isso encantadores. Do monte Hermom, a quase três mil metros acima do nível do Mediterrâneo, ao vale do Mar Morto, a 400 metros abaixo do nível do mar, com rios e vales, montes e desertos, lagos e pântanos, jardins floridos e aridez gritante, olivais imensos e areias quentes, frio e calor, a ERETZ ISRAEL forma num quadro, o conjunto mais espetacular do globo. Do Hermom ou do Nebo podemos descortinar esse maravilhoso panorama da Terra Santa.
Israel passou 400 anos no Baixo Egito, cujas terras são planas, onde não chove e confina com o medonho deserto do Saara. Passaria, sob o comando de Moisés, para Canaa, terra de montes e vales, e onde a chuva é abundante no inverno. Os montes exerceram poderosa influência no povo que cantou na sua poesia ou prosa, os cumes e as elevaçõe.
A importância dos montes na Bíblia é muito grande. As Táboas da Lei foram dadas por Deus a Moisés num monte; Arao morreu num monte; também Moisés; a Bênção e a Maldição foram proclamadas em montes; João Batista nasceu nas montanhas; Jesus nasceu na região montanhosa da Judéia; sua grande batalha com o Diabo, foi num monte; num monte o seu maior sermão; Transfígurou-se no monte; agonizou num monte; crucificado num monte; sepultado e ressurreto num monte, e ascendeu ao céu de um monte e voltará colocando seus pés no Monte das Oliveiras. Para entendermos claramente o sistema orográfico da Palestina, precisamos começar pelo norte, isto é, por Líbano e Síria, fora, portanto, dos territórios de Israel. Alguns montes servem de limite entre esses países e outras cordilheiras que entram por Israel e Reino da Jordânia.


Duas serras LIBAMOS E ANTE-LIBANOS e o correspondente vale entre eles.
MONTES LIBANOS
O NOME - No hebraico é Ha- LEBANON, que procede da raiz LBN que significa SER BRANCO; no árabe é GEBEL-EL-LIGNAN que quer dizer BRANCO, por causa da neve que cobre seus picos o ano todo (Jer. 18:14); os assírios o chamavam LABIAN ou LABNANU; os Hiteus, NIBLANI; os egípcios RBRN, e os cananeus (conforme consta na relação de Ugarite), LBNN.
Cadeias dos Montes Libanos

MONTES ANTELÍBANOS

O Antelíbano corre paralelo ao Libano desde do nordeste para sudoeste avança para o sul e, pelo Hermom, separa-se dos montes de Israel. Ocupa uma extensão de mais ou menos 163 km. Mais estreita do que a sua companheira do ocidente; mais árida também sua terra. Nessa serra nascem os famosos rios ABANA e FARPAR (II Reis 5:12). É mais baixa que a serra do Líbano.
Divide-se em duas porções, separadas pelo platò de onde desce o rio Barada, que corre para o ocidente e irriga o oásis de Damasco tornando suas terras ricas e produtivas. O mais alto pico é o Hermom que atinge 2.800 m sobre o mar e ocupa lugar destacado na parte sul da serra.
Apesar de não serem suas terras tão férteis como as do Líbano, na serra do Oriente são abundantes os olivais, as vinhas, as figueiras, laranjeiras, limoeiros, macieiras e também madeira.
A parte ocidental dos Líbanos pertence ao país chamado Líbano e asdemais, à Síria. A parte sul dos Antelíbanos é ocupada por três povos distintos: DRUSOS, MARONITAS e METUALES.

4. HIDROGRAFIA DA PALESTINA


O sistema hidrografico é dos mais pobres do mundo. Desde os tempos patriarcais, luta a terra com a escessês de chuvas com excessão da orla maritima. Além do rio principal de Israel que é o Jordão, conta com os lagos e alguns riachos, e a maior parte deles são intermitentes.

RIO JORDÃO – Etimologia: Alguns autores, aceitando a etimologia hebraica do verbo YARAD, descer, dizem que Jordão significa o que desce, talvez baseado no vertiginoso curso que o rio descreve, dos cimos do Hermom, ao ponto geográfico mais baixo da terra, que é o vale do Mar Morto.
RIO JORDÃO
O RIO – É um rio pequeno, isto é, de curto percurso. Desde a sua cabeceira, nas proximidades do Monte Hermom, em linha reta, até o Mar Morto, mede apenas 200 km. Forma o seu curso com as três nascente que vêm dos resultados das geleiras constantes do Hermom, alimer desaparecido Lago de Hula, o Bíblico Merom, cone um pouco mais, entra no Galiléia e depois de 27 km dentro do lago, retoma o seu curso, serpenteia pelas profundezas de sua bacia e acaba desaparecendo no Mar Morto.

Nascentes: O Jordão nasce nas faldas do Monte Hermom, e: cujos picos predomina a neve o ano todo. Quando a seca assola as regiões de Israel e países vizinhos, no Hermom faz frio e a neve não cessa. O calor do dia derrete grande parte desse gelo, transformando em água liquida que escorre pelas superfícies ou pelas entranhas do famoso monte vai formar as nascentes do Jordão.

MAR MEDITERRÂNEO – Para os gregos chamado do “Mar Grande”, no hebraico, Yam gadol, banha a Europa Meridional, a Ásia Ocidental e a África Setentrional. Sua extensão de 4.500 km e uma superficie de 3 milhões de km2. mar Mediterrâneo», isto é, um mar entre terras, teria sido totalmente imprópria, conforme pensariam os israelitas antigos, pois, para eles, o mar Mediterrâneo era o limite ocidental do mundo deles, tanto assim que «mar», no hebraico, yam chegou a ser a palavra que significava «oeste»,para eles.
MAR MEDITERRÂNEO
Paralelamente, o mar Mediterrâneo era «grande», em contraste com o mar Vermelhe golfo de Acaba mais estreitos. — Tem cerca de 640 quilómetros do delta do rio Nilo até à costa sul da Ásia Menor, portanto, no sentido norte-sul, e mais de 3700 quilómetros desde as costas da Palestina até o estreito de Gibraltar, portanto, no sentido leste-oeste. Entretanto, nem mesmo a parte oriental e mais próxima do mar Mediterrâneo jamais foi bem conhecida pêlos israelitas. Suas rotas comerciais foram dominadas, a princípio, pêlos minoanos de Creta e, em seguida, pêlos fenicios, que dominavam toda a bacia do Mediterrâneo, partindo de suas bases em Tiro e Sidom, tendo estabelecido postos comerciais e colónias ao longo de todo o comprimento desse mar, até o estreito de Gibraltar, sem falarmos que eles chegaram até às ilhas britânicas, ao extremo sul da África, e talvez até tenham cruzado o oceano Atlântico.
Desde cerca do século XV A.C., até que foram ultrapassados pelo poder romano, os fenícios dominavam a navegação do mar Mediterrâneo, mormente em sua porção oriental. Essas e as rotas marítimas entre os portos da Ásia Menor e o extremo Oriente, como aquelas entre as ilhas de Creta, Chipre e Rodes, conferiram a Paulo meios faceis e relativamente rápidos de viajar, na maioria das viagens que ele fez. Embora um mar interior, o mar Mediterrâneo é suficientemente vasto para gerar tempestades ferozes. No inverno, essas tempestades são causadas por baixas pressões atmosféricas na direção oeste-leste, ao longo do comprimento desse mar, trazendo em sua esteira o vento mais frio vindo do pólo norte. Durante o verão, os ventos que sopram do deserto da Arábia podem atingir uma força considerável, ao atravessarem a costa da Palestina.




MAR DA GALILÉIA - Os nomes: No Antigo Testamento é chamado: l) QUINERETE e QUINEROTE. Esta palavra vem de Kinnor, que significa cítara, já pela seme-lhança da forma do Lago com o instrumento musical, já pela suavidade de suas ondas que produzem música de harpa; 2) GENESARÉ (Lc. 5:1 e Mc. 6:53) que foi dado ao lago por causa da planície desse nome, localizada no ângulo noroeste do Mar e traduzido é: Jardin do Príncipe; 3) TIBERIADES, nome de uma cidade da margem ocidental do lago, construída por Herodes Antipas, em honra a Tiberio César; 4) MAR DA GALILÉIA (Mt. 4:18), nome que lhe foi dado por estar na região da Galiléia.
RIO JORDÃO & MAR GALILÉIA
Localização: Depois que o Jordão deixa o HULA, desce precipitadamente por escarpas perigosas, num percurso de 18 km e entra no Mar da Galiléia. Aloja-se no leito de uma bacia profunda, que fica a mais ou menos 225 metros abaixo do nível do Mediterrâneo. Cercada por montanhas que formam um círculo, interrompido apenas pela cidade de Tiberías, no planalto de Genesaré e na entrada e saída do Jordão. Os montes que contornam o lago sobem a 700 metros e até mais sobre o nível do Mar. Os montes Haura correm a leste e chegam ao Hermom, cujo pico nevado reflete nas águas do Tiberíades. Ao ocidente, os Montes de Naftalí, perdem altura, forma-se então, entre o Lago e os montes, a planície de Genesaré. Nestes montes destacam-se os picos conhecidos como Comus de HATTIM, sitio provável onde o Senhor Jesus proferiu o sermão do Monte. Nessa bacia imensa, está o Mar da Galiléia, com seu encanto, seu deslumbramento e suas águas.

MAR MORTO - Os nomes — A Bíblia apresenta três nomes distintos para o Mar Morto: l) YAM HA-ARABAH, isto é, Mar de Arabá (Deut. 3:17); 2) YAM HA-KADMÔNI, ou seja. Mar Oriental (Deut. 3:17); 3) YAM HA-MELAH, que quer dizer Mar do Sal (Jos. 3:16) e II Reis 14:25). Cumpre-nos notar aqui o nome MAR MORTO. Entretanto, está em Ezequiel 47:8. Fora da Bíblia o Mar Morto é chamado: a) Josefo chama de Lago do Asfalto; b) Os árabes medievais chamavam-no EL-BAHR MUNTINAH: Mar Pestüento; c) O Taimud: YAMAH SEL SE-DOM, isto é, Mar de Sodoma. Outros nomes lhe deram os árabes, tais como: l) BAHR SADUM WA GANUR: Mar de Sodoma e Gomorra; 2) BAHR ZÜGAR: Mar de Segor; 3) BAHR LUT: Mar de Ló. Os nomes mais comuns dados pela Bíblia são: Mar Salgado e Mar Oriental e às vezes da Planície.
MAR MORTO
Localização - O Vale do Jordão, que começou no extremo sul do Mar da Galiléia já a 225 m abaixo do nível do Mediterrâneo, continuou sua trajetória descendente. 117 km depois, em linha reta, chegou ao nível mais baixo, 400 m negativos. Os dois vales: do Jordão e do Mar Morto, se encontraram, formando o ponto mais baixo da terra. A bacia do Mar Morto, no lado leste está protegida por uma parede de montanhas cuja altura oscila entre 700 e 1.000 m sobre o Mediterrâneo e correm de norte para o sul: São os Montes de Moabe que ao norte começam na altura de Jericó e ao sul se perdem em Seir, monte de Edom. Na banda ocidental do Grande Lago, há uma planície, que forma um corredor de quase um quilómetro, entre o Mar e os Montes do deserto da Judéia. A altura destes montes varia entre 600 a l .000 m. Ao Sul do Mar Morto existe uma parte plana, que termina nas montanhas do deserto do Sinai.

Tamanho e Formato — O Mar Morto assemelha-se a um longo triângulo, com os ângulos agudos, interrompido por um promontório que se inclina para o sudoeste, formando uma península chamada EL-LISÂ, que quer dizer a língua. O Mar Morto tem 78 km de comprimento por 18 km de largura, com uma área total de 1.020 km2. A profundidade oscila entre 401 m a 10 e 11. O EL-LISÃ tem perto de 15 km de norte, para sul. No norte onde entra o Jordão, o Mar tem 401 m de profundidade. Ao norte do EL-LISÂ, 330 m e ao sul desta península entre 11 e 10 m terminando no sul a 7 ou 5 m num grande lamaçal.

Afluentes — Seus principais afluentes são: pela banda oriental, o Jordão que é o principal rio extremo setentrional: o Wadi el-Adeimah, o Wadi Zerka-Main, o ribeiro de Amo, que por sua vez conta com os seguintes afluentes: Seil Heidan, Seil el Mogib, o Wadi el-Hesã. No extremo sul, nas terras do Arabá, desemboca no Mar Morto o Wadi eI-Tafilah. Na margem ocidental do Lago levam água ao Mar Morto os seguintes afluentes: Wadi QUMRAN, Wadi el-Mar, Wadi HAREITUN, Wadi el Hasasah, Wadi el-Qeini, e o Wadi Muhuwwat. Como o termo Wadi indica, são filetes d'água que correm somente quando chove nas montanhas. Natureza das águas — As águas do Mar Morto são grossas, isto é densas e pesadas. As águas dos oceanos, possuem 4% de sal, as do Mar Morto 26%. Além do cloreto de sódio, conta o grande Lago com enormes quantidades de cloreto de magnésio, de cálcio, potássio e brometo de magnésio. E também em quantidades menores, existem outros metais, como: ferro, nitrogénio, alumínio, manganês, amónio, etc. As águas do Mar Morto são tão densas que nenhuma pessoa afunda nelas. O cloreto de cálcio tornam-nas suaves e escorregadias. Queimam as partes mais delicadas do corpo humano e se houver feridas a dor causada por essas águas é quase insuportável. Nenhuma espécie de vida foi até agora encontrada no Mar Morto. Os peixes que porventura chegam até suas águas, morrem em poucos minutos. Vegetais em suas margens também não há e nem nas suas proximidades. Aves, entretanto, há em pequena quantidade e de raras espécies. Os minerais depositados neste mar, em estimativas aproximadas, calculam-se em:

• 22 Trilhões de toneladas de cloreto de magnésio
• 11 Trilhões de toneladas de cloreto de sódio
• 7 Trilhões de toneladas de cloreto de cálcio
• 2 Trilhões de toneladas de cloreto de potássio
• 1 Trilhão de toneladas de brometo de magnésio.

O Mar Morto, pela sua posição geográfica, não tem saída para suas águas. Elas se evaporam e numa proporção gigantesca. Calcula-se entre 6 e 8 milhões de toneladas cada 24 horas. Daí a densidade delas. Quando os ventos sopram furiosos sobre elas ou então desabam tempestades, o quebrar das ondas nas praias ou nas embarcações, assemelha-se ao soar de metal contra metal. Israel, há alguns anos passados, contruiu uma estação para bombear a água do Mar Morto para grandes piscinas de onde extraem potássio. O sol se encarrega de evaporar as águas e o que resta, uma crosta branca — é o potássio usado na composição de fertilizantes. Em 1930 foi montada a primeira fábrica, no Mar Morto e mais tarde outra em Sodoma.





5. CLIMA DA PALESTINA

Podem ser distinguidas três zonas climatérias no Levante: uma zona Mediterrânea, uma zona de estepe, e uma zona desértica, cada uma das quais com seu tipo peculiar de vegetação. Ao longo da costa, do norte até Gaza, a zona mediterrânea conta com invernos brandos (53.6.° F é a média mensal para janeiro, em Gaza), comparada com as condições muito mais severas das colinas do interior (Jerusalém dá 44.6° F em janeiro). Porém, os verões por toda parte são quentes (Gaza apresenta 78.8° F em julho, e Jerusalém apresenta 73.4" F). Uma capa de neve prolongada nas mon-tanhas altas do Líbano (Jr 18:14) é um fenómeno excepcional, embora a neve não seja infrequente no Hauran. Noutras regiões é um fenômeno raro (2 Sm 23:20).

Menos que um quinto da precipitação de chuva anual ocorre nos meses de verão, que vão de junho a outubro; quase toda a precipitação se concentra
no inverno, atingindo seu clímax nos meados do inverno. A quantidade total varia de 14 a 16 polegadas na costa, chegando até cerca de 30 polegadas no Monte Carmelo e nas montanhas da Judéia, da Galiléia e da Trans Jordânia.

Na área de Berseba, ao sul, e em certas partes do vale do Jordão e do planalto da Transjordânia, o clima é de estepe, com apenas 8 a 12 polegadas de chuva por ano, ainda que as condições de temperatura sejam comparáveis com as verificadas nas colinas da Judéia. A profunda depressão do Jordão oferece condições sub-tropicais com grande calor durante o verão; em Jericó a temperatura máxima diária permanece, na média, acima de 100° F desde junho até setembro, com frequentes registros máximos de 110 a 120° F. O inverno, contudo, apresenta condições boas de 65-68° F (a média da máxima diária em
janeiro). No Neguebe, a parte sul do vale do Jordão, e na região do leste e do sul da estepe da Transjordânia, o clima é desértico, com menos de 8 polegadas de precipitação de chuva anual.

Geograficamente, Palestina situa-se na faixa subtropical, portanto seu clima é sui generis, com apenas duas estações: chuvosa com frio, e seca com calor.
Palestina é encontrada entre 31° e 33° e 25', latitude norte. A extensão territorial de Israel é mínima. Apesar do tamanho, três climas distintos existem nesse país:

1) MONTANHAS

Israel é um país essencialmente montanhoso. O ponto culminante é He-brom, com pouco mais de mil metros. Jerusalém ergue-se a uma altitude máxima de 800 m. Nas montanhas, o clima é sempre fresco e ventilado, exceto quando esporadicamente sopram ventos do sul ou do ocidente, o que ocorre quase sempre no verão. Jerusalém, por exemplo, no inverno o termómetro desce a 6° positivos e algumas vezes a zero com neve. As geadas são mais frequentes. No verão o termómetro oscila entre 14° e 29°.

2) LITORAL

Israel confina a ocidente com o Mar Mediterrâneo. A brisa marinha é constante, principalmente à noite. No inverno, em Gaza e em Jafa, a temperatura baixa para 14°, algumas vezes, um pouco menos. No Verão, nessas regiões, sobe para 23° e na maior intensidade do verão, até 34°. Em Haifa, Naharia e outros lugares mais ao norte, o frio é rigoroso. Em Rosh-NIKRAH, na linha divisória com o Líbano, o inverno é insuportável, principalmente quando coincide com uma quadra chuvosa.

3) DESERTO

Quando o Jordão sai do Mar da Galiléia, corre a 200 m abaixo do nível do Mar Mediterrâneo; em Jericó a 300 m e, finalmente, quando entra no Mar Morto está a 400 m. O Jordão corre de norte para o sul entre duas muralhas de montes. O vale desse rio, não recebe ventos de nenhum lado. Os raios de sol se concentram no vale, tornando seu clima insuportável. No inverno a temperatura chega a 25° e no verão varia entre 43°, 45° e até 50°. Jericó é um lugar diferente e com um clima também diferente. Nunca chove. Está a 300 m abaixo do nível do mar. É a cidade mais verde de Israel e seu clima constante durante o ano: de dia 32° e à noite 28°.

A terra de Israel, embora tão minúscula, é bastante diversificada, com as montanhas, vales e desertos. E o resultado disso é que o clima também é muito
variável. O monte Hermom, com seus 3050 m de altitude, fica coberto de neve no cimo. Dali o terreno desce sob a forma de uma garganta até 393 m abaixo
do nível do mar. Mas há também um quentíssimo deserto. Na região montanhosa, as temperaturas são modificadas, e, de outubro a abril, ventos ocidentais carregam chuvas torrenciais. Porém, ventos que sopram do deserto trazem um calor tórrido (ver Jer. 18:17). A grosso modo, podemos falar em duas estações a cada ano: o inverno, que é chuvoso e úmido (de novembro a abril); e o verão, que é quente e sem chuvas (de maio a outubro).

A Palestina jaz à margem de um dos grandes desertos do mundo, o qual se faz sentir por meio de ventos secos e poeirentos. O deserto vai descendo na
direção do mar, e então há uma área úmida com cerca de cem quilómetros de largura. O vale do Jordão, com suas baixas altitudes, torna-se quase insuportavelmente quente durante os meses de verão; mas, durante o inverno, é delicioso, bastante parecido com o sul do estado da Califórnia, nos Estados Unidos da América, ou com outros lugares de clima semitropical. A porção leste da garganta do Jordão praticamente desconhece chuva. Assim, o clima da Palestina é mais variegado do que qualquer outra área do mundo de dimensões similares.

PONTOS CARDEAIS

Para designar os pontos cardeais, os hebreus tinham três sistemas
distintos:

O observador está de frente para o levante:

- QUEDEM (Leste) na frente;
- AKHOS (Oeste) na retaguarda;
- SEMOL (Norte) à esquerda;
- YAMIN (Sul) à direita;

2) Derivado das aparências ligadas ao movimento do sol:

- MIZRAKH (Leste) o nascer do sol
- MIBÔ HASSEHEMESH (Oeste) o por do sol
- TSAFON (Norte), região escura, trevas
- DAROM (Sul), região iluminada.

3) Topograficamente, indicando a direção de acordo com as circunstâncias locais que coindicem com ela:

SUL (Neguev), para designar uma região seca e árida.

OESTE (Miyam) = do mar; YAMMAH = para o mar). Norte e leste não aparecem na Bíblia, exceto em Gên. 13:14.

VENTOS — "A diferença de temperatura na superfície do globo e na atmosfera é, como se sabe, a causa primeira da formação dos ventos". Os hebreus atribuíam a cada um dos ventos, propriedade especial:

- SAFON, MEZARRIM (norte) fresco, portador de geadas.
- DARON, TEMAN (sul), traz calor.
- QADIM (leste), vem do deserto e cresta a vegetação.
- O de oeste, procedente do mar, traz chuva.

ESTAÇÕES

Pêlos textos de Gên. 8:22; Is. 18:6 e Zac. 14:8 e talvez outros, concluímos que em Israel e em todo o Oriente Médio, duas estações somente havia: Verão e Inverno. O Verão começava em abril e se estendia até setembro. O tempo era bom e seco; era o tempo das colheitas, dos trabalhos agrícolas. Eram seis meses de completa seca. O Inverno iniciava em outubro e ia até março. Seis meses de chuva e frio. Muito vento, principalmente do norte. Nos montes havia, nesse período, geadas e neve. Cânticos 2:10-13 descreve o fim do inverno e a chegada do verão, que no primeiro mês (abril) correspondia a uma curta primavera.

Os Rabinos dividiam o ano em seis estações de dois meses cada uma:

1) Colheita - de 16 abril a 15 junho
2) Cálida — de 16 junho a 15 agosto
3) Estio — de 16 agosto a 15 outubro
4) Semeadura — de 16 outubro a 15 dezembro
5) Inverno — de 16 dezembro a 15 fevereiro
6) Fria — de 16 fevereiro a 15 abril.

6. GEOGRAFIA DEMOGRAFICA DA PALESTINA

Um dos principais problemas tem sido a identificação dos nomes locativos. Existem aproximadamente 622 nomes locativos, a oeste do Rio Jordão, registrados na Bíblia.
Devidos a dados conflitantes, ondas gigantescas de migração e fronteiras mudança, o crescimento populacional ao longo do século 20 não pode ser definida para o território agora chamado de Palestina.
Para Israel e Palestina combinado, a população dobrou 17 vezes de 1990 a 2000, excluindo estes refugiados que fazer uma reivindicação para voltar as sua terra de origem.
A densidade da população da Palestina é impressionante, muito além do que os recursos da terra e da água pode sustentar. No entanto, o crescimento populacional não é tão dramática como se poderia suspeitar, é atualmente de 2,6% ao ano. O fato é que as mães na Palestina ter filhos menos do que suas irmãs israelenses; 3,9 filhos por mãe na Palestina (2009 estimativa), 4,4 filhos por israelitas árabes mãe. Mas a idade média é de 19 anos apenas, o que significa que uma grande percentagem da população está em idade fértil, ou prestes a entrar.
Os nascimentos de relação de mortes são, de quase dez nascimentos por um caso de morte. O crescimento é maior na faixa de Gaza do que na Cisjordânia.
A explicação para isso é extremismo político e religioso, grupos como o Hamas, promove uma mensagem para a população que contingências grande número de crianças irá tornar-se um futuro exército palestino que terá de volta as terras que hoje é Israel.
As projeções demográficas são de dramáticas, indicando que a população Palestina vai atingir 10 milhões até 2050, varias vezes mais do que o território 6.700km2 pode sustentar.

A POPULAÇÃO JUDAICA

Palestina, população, gentios, diásporas.*Idéia central: Diversidade de povos na Palestina.
A Palestina era habitada por uma população muito diversificada, em virtude da presença de muitos gentios (povos que não eram da família hebraica, ou incrédulos), devido a várias mudanças políticas ocorridas ao longo dos séculos anteriores.
“Jerusalem in her Grandeur, engraved by Charles Mottram (1807-76) 1860 (engraving”.)
Este fenômeno demográfico teve suas raízes por centenas de anos de domínio da região, por outros povos, que subjugaram os judeus, provendo cativeiros e diásporas pelo mundo antigo, além de obrigar a fuga de grandes contingentes populacionais para outras regiões. Estima-se que nesta época, a população total de judeus era de quatro milhões de pessoas, porém, somente setecentos mil judeus, desse total, viviam na Palestina.
A População da Judéia
A Judéia era habitada pelos chamados “judeus puro sangue”, sem miscigenação de raças, como no caso das outras províncias. Haviam porém, classes superiores: os Saduceus, com uma cultura helenizada, os Farizeus, constituída por sacerdotes, os Essênios, como uma seita menor, além dos Herodianos e Zelotes.

As extravagâncias dessas classes ou seitas judaicas, associadas ao exagero dos governantes dominadores no tempo dos gregos, e mais tarde dos romanos, contribuíram para acirrar o zelo e nacionalismo de sua população, difícil de mudar de opinião, apegada à lei e aos costumes, e às crenças a respeito do único Deus.
Samaria, povos miscigenados, hostilidade. Idéia central: População miscigenada
A Samaria tinha uma população miscigenada. Na época em que o Reino no Norte foi dominado pelos Assírios, houve o cativeiro de Israel, que levou muita gente para outras regiões do império, enquanto, por outro lado, trouxe muitos povos de divergentes pontos para a Samaria
Galiléia, mescla de culturas, contato constante, intenso comércio.Idéia central: Mesclagem Cultural
Durante muito tempo, a província foi chamada de “Galiléia dos gentios”, por haver, nessa região, muitos árabes, fenícios, egípcios e sírios. Com o retorno dos judeus do cativeiro da Babilônia, alguns deles se estabeleceram na Galiléia e a região foi perdendo essa designação.
Esta mescla de culturas e temperamentos, o contato constante da população com estrangeiros que percorriam suas terras, e o intenso comércio que se estabeleceu nas proximidades do mar da Galiléia, no lado Ocidental, contribuíram para que sua população contornasse preconceitos religiosos.
Por esse motivo, Jesus encontrou ali ambiente favorável pra desenvolver seu ministério de mais de um ano, onde realizou seus primeiros milagres. Na Galiléia, foram escolhidos os primeiros discípulos de Jesus, e foi lá que Ele viveu até o início de seu ministério.
Peréia, judeus, gregos : Habitantes da Pereia.
A Peréia ficava a Leste do Mar Morto, subindo pelo Rio Jordão no sentido Norte, na direção de Péla. Assim como na Judéia, seus habitantes eram, em sua maioria, quase puramente judeus, embora também houvesse a presença de gregos em suas terras.
Porção territorial, cidades: habitantes de Decápolis.

Essa porção territorial ficava na parte Leste do Mar da Galiléia, descendo pelo Rio Jordão. Na região Sul dessa área, entre as cidades de Hipos, a Sudoeste, até Filadélfia, e mais ao Sul em direção a Paréia, habitavam principalmente gregos, e na parte Norte, na região onde ficavam os distritos de Ituréia, Traconites e Gaulonies, habitavam gentios de várias nacionalidades.

AS PRINCIPAIS CIDADES DE ISRAEL

HEBROM – No hebraico ou no grego e no latim é sempre HEBROM e significa "confederação", que pode vir a ser "União", no sentido de KOINONIA, comunicação. O nome antigo era Quiriat-ARBA (Js 15.13,14; 21.11; Jz 1.10 - Arba era pai de Eanque que gerou Sasai, irmã e Talmai). Quiriat-Arba refere-se ao termo tetrápolis, cidade entre as quatro, isto é, as quatro cidades confederadas dos enaquins, das quais ARBA vinha a ser a maior ou, então, a capital. Das mais antigas do mundo. Números 13.22 diz que foi fundada sete anos antes de Zoa, no baixo Egito, mais ou menos em 1.750 a.C. (época de Tanis). Abraão viveu na região em torno de 1.850 a.C. Seu nome atual para o judeu é Hebrom e para o árabe HARAN EL-HALIL (cercado do amigo - Is 41.8). Situada a 48 Km ao norte de Berseba e 32 ao sul de Jerusalém, fica mais de 1.000 metros acima do Mediterrâneo. É a mais alta cidade da Palestina.

JERICÓ – Duas formas no hebraico: YEREHO e YERIHO. Localização - Situada no vale do Jordão. Pertence à tribo de Benjamim (Js 18.21). A 28 Km ao oriente de Jerusalém, a 9 do ocidente do Jordão e a 16 da foz do mar Morto, a um quilómetro e meio a noroeste de EI-Riha, a moderna Jericó. O Novo Dicionário da Bíblia diz: "O enorme montão em forma de pêra, tem cerca de 400m de comprimento, e norte e sul, e mais ou menos 200m de largura, na extremidade mais larga do norte, e cerca de 21 m de espessura (refere-se ao Tel-el Suitã, a Jericó bíblica). A Jericó de Herodes, a do NT, é representada pêlos montões de TULULABU EL-ALAUQ, a um quilómetro e meio da moderna EL-RIHA; portanto ao sul da Jericó do Antigo Testamento".

BELÉM – Na língua dos amorreus escrevia-se BIT LAHMI, que vem a ser "casa do deus LAHMU", divindade assíria; no hebraico é BET LEHEN (casa do pão); no árabe é BAYT LAHM (casa da carne); no grego é BETHLEM e BAITH-LEEM. A Bíblia registra doislugares com este nome: em Zebulorn (Js 19.15) e em Judá (Jz 17.7). É desta que nos ocuparemos. Fica entre 8 a 10 Km a sudoeste de Jerusalém, na estrada que vai para Hebrom e Berseba. Próximo desta cidade encontra-se o sepulcro de Raquel, que fica a 1,5 Km de distância. Ela está mais ou menos 750m. acima do nível do mar, pois foi edificada sobre um alto monte. Pela sua posição geográfica, é uma fortaleza natural. Não existem mananciais de água em Belém. Os mais próximos estão a 800m a sudeste da cidade.

NAZARÉ – O nome Nazaré aparece somente no NT. E apenas nove vezes. A região da Baixa Galiléia ficou isolada do resto de Israel por alguns séculos, até que os romanos, pouco antes da era Cristã, a incorporassem às demais regiões da Palestina. Foi nesse período de alheamento que apareceu Nazaré, razão por que não é mencionada no Antigo Testamento. Ela está edificada sobre um alto e grande monte, a uma altitude de 375m acima do nível do mar (Lc 4.29); na estação chuvosa, as encostas do monte ficam recobertas de lindas flores, nos mais encantadores matizes. Talvez por isso vem o nome Nazaré, isto é, da raiz NSR, que quer dizer "florescer, resplandecer".

CAFARNAUM – Importante centro comercial da Baixa Galiléia, escolhida por Jesus como o QG de suas atividades messiânicas. Mencionada exclusivamente nos evangelhos: Mateus (quatro vezes); Marcos (duas vezes); Lucas (quatro vezes) e João (cinco vezes). A localização desta famosa cidade causou as mais acesas polémicas através dos séculos. E foram duas as correntes principais: uma localizou Carfanaum, com Pedro Bellon, no segundo quartel do século XVI, em EI-Minayah, sítio próximo de EI-Tibigah, a mais ou menos 3 Km de Tell Hum. E com Bellon perfilharam notáveis orientalistas. Em 1878 d.C. os advogados de Cafarnaum em Tell Hum apresentaram provas irrefutáveis e hoje a erudição aceita sem reservas o local. Flávio Josefo refere-se duas vezes a KEFARNOKÓN e KAFARNAOÚN, para onde foi levado ferido, devido uma queda de cavalo, quando combatia o rei Agripa. Em sua segunda referência, alude a uma fonte de abundantes águas. Esta deve ser, sem dúvida, EL-TABIGAH, identificada em EL-MINYAH. Tell Hum, hoje comprovada até pêlos arqueólogos do moderno Estado de Israel, é a Cafarnaum dos evangelhos.

SAMARIA – Uma cidade e, profeticamente, o "país de Israel"; desempenhou papel preponderante no curso da história do povo de Deus. Samaria em hebraico é HOMERON; no grego, SAMAREIA; no assírio, SAMARINA e no latim, SAMARIA. O NOME - Em 1 Reis 16.23,24 diz que Onri, pai de Acabe, comprou um monte, edificou uma cidade e chamou-lhe Samaria, "nome oriundo de Semer, dono do monte". O nome SHOMERON pode significar "posto de vigia" ou, simplesmente, "vigilante". John D. Davis diz que o significado de Samaria é "BORRA DE VINHO". A LOCALIZAÇÃO - Está na região montanhosa do centro da Palestina, a 400m. sobre o Mediterrâneo e a 150 sobre o vale. Dista 60 Km ao norte de Jerusalém e 30 da costa marítima. Em 930 a.C. o domínio de Salomão se dividiu. Samaria passou a ser capital do reino do Norte mais ou menos 880 a.C. O monte é inexpugnável. Rendeu-se algumas vezes por cercos prolongados. O monte de Semer domina o vale de Esdraelom. Também o de Dota, e dele se avista o Jordão e o mar Mediterrâneo.

JERUSALÉM – Talvez a mais famosa cidade do mundo. Uma das mais antigas. Palco dos maiores e mais decisivos episódios da Terra. A mais falada, a mais disputada. Nela aconteceu o fato mais extraordinário que abalou este mundo e sacudiu as potestades celestes e conseqüentemente mudou os rumos da história - A morte do Senhor Jesus, o Filho de Deus, no Calvário. O NOME - Lê-se muitas vezes IEROUSALEN e também IEROSOLUMA. O nome aparece em registros antiquíssimos. Nos textos egípcios do Império Médio foi grafado RUSALIMUM em alguns lugares e em outros URUSALIMUN. No cuneiforme das Cartas de Tell al-Amarna foi escrito URUSALIM. O assírio Senaqueribe escreveu URSALIMMU. Na Peshita, URSALEM. No Texto Massorético, YERUSALEAIM. No aramaico bíblico, YERUSELEM. E para o nosso vernáculo chegou através do grego IEROUSALEM. O significado - A raiz IRW encerra a ideia de "fundamento", ou "estabelecimento" e SALEM é o deus cujo altar-sede estava na cidade. Em Génesis 14.18 aparece apenas SALEM; o Salmo 76.2 desdobra a palavra nos termos SALEM e SIÂO. O mesmo acontece no registro da carta 290 de Tell el-Amarna, onde se lê: SALIM ou SULMANU. O Génesis apócrifo diz taxativamente: "Jerusalém é Salém". O Novo Dicionário da Bíblia alinha a opinião de grandes autores sobre o significado do nome Jerusalém. Alguns estudiosos afirmam que a primeira parte da palavra Jeru vem a ser "fundamento", enquanto que "Salém" significa "paz"; portanto, temos em Jerusalém o significado: "cidade de paz". A cidade antes de ser tomada pêlos filhos de Israel, pertencia aos Jebuseus.

COORDENADA GEOGRAFICA

Pontos CARDEAIS e pontos COLATERAIS - O estudo da Terra não se pode
contentar com as expressões que geralmente usamos para indicar a posição dos objetos: à frente, atrás, em cima, embaixo, do lado direito, do lado esquerdo. Torna-se preciso estabelecer certos pontos que sejam fixos e imutáveis, como os que acabam de ser

A simples indicação de estar uma floresta ou uma cidade à direta ou à frente não basta, evidentemente, porque uma mudança de posição do observador poderá alterar de modo completo essa indicação: o que estava à direita passa a ficar à esquerda, o que seachava à frente passa para a retaguarda... O Sol foi o ponto de referência escolhido pelo homem, por ocupar, em sua vida, lugar tão importante. Observando a marcha diária aparente do Sol, fixou-se a direção em que se dá o seu comparecimento no horizonte: a este ponto chamou-se nascente e também Leste ou Oriente. Em seguida, foi tomado em consideração o ponto em que o astro-rei desaparece no horizonte: o poente, também chamado Oeste ou Ocidente. Fixados esses dois pontos, não foi difícil admitir mais dois outros: o que está à frente do que se encontra com o braço direito voltado para o nascente e o braço esquerdo votado para o poente, chamou-se Norte ou Setentrião; e o que está na direção oposta é oSul ou meio-dia. Aos pontos assim estabelecidos reservou-se o nome especial de PONTOS CARDEAIS. Mas, além deles, podemos admitir outros pontos intermediários, capazes de permitir indicação mais rigorosa e exata. Os principais são os PONTOS COLATERAIS, também em número de quatro, a saber: o Nordeste, entre o Norte e o Leste; o Sudeste, entre o Sul e o Leste; o Sudoeste, entre o Sul e o Oeste; e o Noroeste, entre o Norte e o Oeste.
Para facilitar sua indicação, são designados por letras maiúscula, da seguinte maneira:


CONCLUSÃO


)

REFERÊNCIAS

REFERÊNCIAS:

TOGNINI Enéas. Geografia da Terra Santa. 3ª ed. São Paulo, SP: Edição Louvores do Coração LTDA, 1987.

DOUGLAS J. D. Novo Dicionário da Bíblia, Volume 1. 2ª Edição, São Paulo-SP. Edição Vida Nova, 1995 e reimpressão, 1997, 1998.

CHAMPLIN R. N. e BENTES J. M. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Volumes de 4, 5. 4ª Edição, São Paulo-SP, (Editora e Distribuidora Candeia), 1997.

LOPES Alcino de Toledo, Apostila módulo V “Geografia da Palestina” FAETEL – SP.

http://www.semeandoasnacoes.com.br/2010/03/30/a-geografia-humana-da-palestina-no-tempo-de-jesus/14:25 hs, 25/02/2011.

http://lexicorient.com/e.o/palestine.demographics.htm 10:08 horas dia 19/2/2011.

ESTRUTURA DA BIBLIA.

PROF: MARCONI PEREIRA DA SILVA
                         
                               ESTRUTURA DA BIBLIA 

SUMARIO


1. INTRODUÇÃO...................................................................................................................... 8

2. OS EVANGELHOS................................................................................................................ 9
    
2.1 Mateus.................................................................................................................................... 9
                                                             
2.2 Marcos ................................................................................................................................... 10
                                                                                           
2.3 Lucas ..................................................................................................................................... 11
                                                                                             
2.4 João ....................................................................................................................................... 12
       
                                                                               
3. HISTÓRIA ............................................................................................................................. 13
                                       
3.1 Atos dos Apóstolos ............................................................................................................... 13
                                                                                                                       

4. AS EPÍSTOLAS PAULINAS............................................................................................... 15
                                                         
4.1 Romanos ............................................................................................................................... 15
                                                                                            
4.2 I Coríntios ............................................................................................................................. 16
                                                                                                    
4.3 II Coríntios ............................................................................................................................ 17
                                                                                                 
4.4 Gálatas ................................................................................................................................... 18
                                                                                                  
4.5 Efésios ................................................................................................................................... 18
                                                                                               
4.6 Filipenses ............................................................................................................................... 19

4.7 Colossenses ............................................................................................................................ 20

4.8 I Tessalonicenses ................................................................................................................... 21

4.9 II Tessalonicenses ................................................................................................................. 21

4.10 I Timóteo ............................................................................................................................. 22

4.11 II Timóteo ........................................................................................................................... 23

4.12 Tito ...................................................................................................................................... 24

4.13 Filemon................................................................................................................................. 24

4.14 Hebreus ............................................................................................................................... 25


5. AS EPÍSTOLAS GERAIS..................................................................................................... 27


5.1Tiago........................................................................................................................................ 27

5.2 I Pedro.................................................................................................................................... 28

5.3 II Pedro.................................................................................................................................. 29

5.4 I João...................................................................................................................................... 29

5.5 II João.................................................................................................................................... 30

5.6 III João................................................................................................................................... 31

5.7 Judas...................................................................................................................................... 31


6. PROFECIA............................................................................................................................. 33

6.1Apocalipse............................................................................................................................... 33

                                                                                                   
CONCLUSÃO............................................................................................................................ 35
                                                                                               

REFERÊNCIAS......................................................................................................................... 36














1 – INTRODUÇÃO

















































2 – OS EVANGELHOS

Os quatro evangelhos constituem o retrato da pessoa e da obra do Messias prometido, rei de Israel e Salvador da humanidade. Como retrato, apresenta quatro poses diferente de uma única personalidade.
O evangelho de Mateus apresenta Cristo como rei; Marcos mostra Cristo como servo; Lucas apresenta Cristo como homem e João como o próprio Deus, sendo que cada um deles foi dirigido a várias classes da sociedade do século I d.C. – Mateus aos judeus, Marcos aos romanos, Lucas aos gregos e João àqueles que eram crentes no Senhor Jesus Cristo.


2.1 – Mateus

Autor: Este evangelho é atribuído ao próprio Mateus, também conhecido como Levi, um publicano judeu da Galiléia que cobrava impostos para o governo romano; em razão do seu ofício, os publicanos eram muito desprezados pelos judeus. Posteriormente, Mateus passa a ser um dos discípulos de Jesus e depois apóstolo.   

Data: A tradição sugere que o evangelho tenha sido escrito em Antioquia por volta dos anos 50 e 70 d.C.

Destinatários: Mateus é um evangelho judaico, portanto, o público alvo eram os próprios judeus. Trata-se de um livro que estava arraigado nas profecias do Antigo Testamento no tocante à vinda do Rei Messias, isso fica claro já no primeiro versículo do livro: “Livro da genealogia de Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão” (Mt 1.1). Esta citação de Mateus mostra as duas mais importantes alianças do Antigo Testamento: com Davi em relação ao trono (2 Sm 7.8-16) e com Abraão, quanto à terra (Gn 15.18).

Tema e Objetivo: O tema de Mateus é o do Rei-Salvador e seu reino. Pode-se dizer que a chave para a interpretação deste evangelho, está na compreensão do plano de Deus para a nação de Israel e o seu Messias. Fica claro que se cumprirá a grande profecia do futuro reino terreno de Israel que será comandado pelo Messias. Mesmo tendo sido rejeitado na primeira vinda, ele será estabelecido na segunda.

Divisão do Livro: I. Apresentação do Rei: sua genealogia, nascimento e primeiros anos de vida 1 – 4. II. Os princípios do governo do Rei: o Sermão do Monte, 5 – 7. III. A autoridade do Rei sendo manifestada e rejeitada pela nação, 8 – 12. IV. Os mistérios do Reino: o período entre as duas vindas do Rei, 13. V. O ministério do Rei é rejeitado, 14 – 23. VI. A profecia da volta do Rei: o sermão do Monte das Oliveiras, 24 – 25. VII. A morte e a ressurreição do Rei, 26 – 28.

 2.2 – Marcos

Autor: Dentro da estrutura do Novo Testamento este é o segundo evangelho. A igreja primitiva o atribuiu a Marcos, cujo nome é João Marcos, filho de certa Maria de Jerusalém (At 12.12). Ele é citado no livro de Atos como um cooperador de seu tio Barnabé e também do apóstolo Paulo. Participou da primeira viagem missionária (At 13.5) e chegou até Perge, onde por razões não especificadas, separou-se deles (At 13.13).

Data: Autores da igreja primitiva afirmam que Marcos escreveu o seu evangelho em Roma, quando era discípulo de Pedro, provavelmente entre os anos 65 e 68 d.C.

Destinatários: Marcos escreve para os cristãos gentios, mais especificamente para os de Roma, haja vista, citar apenas uma passagem específica do Antigo Testamento (Mc 1.2-3). A tradição sugere que Marcos escreveu o seu evangelho para fortalecer a fé e guiar os cristãos de Roma, pois estes enfrentavam uma terrível perseguição desencadeada por Nero. Os leitores precisavam saber que Jesus também tinha padecido muitos sofrimentos, mas que depois de sofrer, havia vencido o sofrimento e a morte.

Tema e Objetivo: O tema é Jesus como servo. O evangelho de Marcos apresenta Cristo como servo do Senhor, por isso, não houve necessidade de se apresentar uma genealogia do Messias. Apresenta o Servo do Senhor sendo enviado para realizar uma missão específica para Deus, logo, é um livro mais de atos do que de palavras. O livro não contém longos discursos, e apenas poucas parábolas são citadas. Expressões como “imediatamente” e “logo”, são usadas mais de quarenta vezes.

Divisão do Livro: I. Apresentação do Servo em seu ministério público, 1.1-13. II. A obra do Servo, 1.14 – 13.37. III. O Servo e sua obediência até a morte, 14 – 15. IV. A ressurreição e a ascensão do Servo vitorioso, 16.
                                               
2.3 – Lucas

Autor: O livro é atribuído a Lucas o “médico amado” (Cl 4.14). A autoria de Lucas fica facilmente comprovada pela comparação feita em Lucas 1.1-4 com Atos 1.1-3. Ele também foi companheiro e cooperador do apóstolo Paulo (Fm 24). Acredita-se que Lucas não conheceu Jesus pessoalmente, todavia, escolheu segui-lo.

Data: Lucas escreveu seu evangelho provavelmente quando estava em Cesaréia, durante a prisão de Paulo (At 27.1), entre os anos 58 e 60 d.C.

Destinatários: O evangelho de Lucas foi escrito principalmente para os gregos e apresenta Jesus Cristo como o compassivo Filho do Homem que veio buscar e salvar o perdido (Lc 19.10).

Tema e Objetivo: Lucas apresenta Jesus como o homem ideal. Ele traça a genealogia do nosso Senhor até Adão (Lc 3.38). Na visão de Lucas, Cristo é o Messias prometido (1.31-35), o Servo por quem Deus se manifesta aos homens (4.16-18), e o Senhor que é chamado para sentar-se à direita de Deus, exercendo sua autoridade e derramando o poder do Espírito Santo sobre aqueles que depositam sua fé Nele.

Divisão do Livro: I. Introdução, 1.1-4. II. Nascimento, batismo, genealogia e tentação de Cristo, 1.5 – 4.13. III. O ministério público do Filho do homem, até a entrada triunfal, 4.14 – 19.27. IV. A rejeição de Cristo; sua morte, 19.28 – 23.56. V. a ressurreição de Cristo, a comissão dada aos discípulos e a ascensão, 24.1-53.

2.4 – João

Autor: Os pais da igreja atribuem o quarto evangelho a João, o discípulo amado, filho de Zebedeu e um dos Doze. Os três primeiros são chamados de evangelhos sinóticos, denominação grega que quer dizer “ver junto”. Enquanto os outros evangelhos lidam com os eventos da vida de Cristo, João trata do sentido espiritual desses eventos. João enfatiza a pessoa de Cristo e suas obras. Ele relata diversos sermões em que Cristo fala de si mesmo e de sua missão.

Data: A data do evangelho de João é posterior à dos evangelhos sinóticos, acredita-se que foi escrito por volta de 85 ou 90 d.C.   

Destinatários: João destina seu evangelho a todo aquele que crê no Senhor Jesus, quer judeus, quer gregos. O seu evangelho é convincente no tocante aos argumentos apresentados sobre a divindade de Cristo. Ele apresenta Jesus como o “Verbo de Deus” (1.1), que “se fez carne” (1.14). Ele também relata os milagres de Jesus, deixando claro para os seus leitores que o Cristo é o próprio Deus.

Divisão do Livro: I. Prólogo: O Verbo eterno encarnado no Filho de Deus, 1.1-14. II. O testemunho de João, o Batista, sobre o Filho de Deus, 1.15-34. III. O Filho de Deus manifesta seu poder no ministério público, 1.35 – 12.50. IV. O ministério privado do Filho de Deus, 13 – 17. V. O sacrifício do Filho de Deus, 18 – 19. VI. A manifestação do Filho de Deus na ressurreição, 20. VII. Epílogo: O Filho de Deus ressuscitado, Senhor da vida e do serviço, 21.

3 – HISTÓRIA

O livro de Atos dos Apóstolos é considerado um livro histórico, pois relata a história da Igreja primitiva e sua obra missionária. O livro tem início em Jerusalém, com os discípulos reunidos em um recinto no Dia de Pentecostes, então o Espírito Santo vem sobre eles, autorizando-os a serem Suas testemunhas.
Atos cobre um período de transição à medida que Israel passa a sair de cena e a igreja então passa a assumir o primeiro plano. O propósito profético de Deus, descrito no Antigo Testamento, dá lugar a um novo desígnio, ou seja, o ministério da igreja. Deus revela seu novo desígnio principalmente por intermédio do apóstolo Paulo (Ef 3).

3.1 – Atos dos Apóstolos

Autor: O livro de Atos é atribuído a Lucas, autor do terceiro evangelho. Lucas era médico (Cl 4.14), e provavelmente gentio, pois não está relacionado com os “da circuncisão”, em Colossenses, sendo citado vários versículos depois (Cl 4.11). Como gentio, escreveu aos gentios por intermédio de um patrono gentio, Teófilo, narrando a extensão do privilégio do evangelho aos gentios. Lucas foi o primeiro historiador dos primeiros anos da igreja. O livro já foi chamado muitas vezes de Atos do Espírito Santo, pois a Terceira Pessoa da Trindade é mencionada mais de 50 vezes. 

Data: É muito provável que o livro tenha sido escrito entre 60 e 63 d.C., pois termina com o período de dois anos que Paulo ficou preso em Roma (28.30). Como o autor dá muita ênfase ao relato do julgamento de Paulo e ao da apelação a César é pouco provável que o livro tenha sido escrito em data posterior, haja vista o autor não mencionar o resultado do referido julgamento.

Tema: O Tema do livro é: A propagação triunfal do evangelho pelo poder do Espírito Santo. Os evangelhos mostram o trabalho que Jesus iniciou, e o livro de Atos mostra a continuação desse trabalho, que é o progresso do cristianismo, iniciado em Jerusalém passando pela Judéia e Samaria e seguindo até os confins da terra (1.8). É um grande testemunho da maravilhosa expansão do evangelho de Jesus. Atos narra como o Espírito Santo impeliu nossos irmãos em Cristo a darem prosseguimento à ordem de Jesus de serem suas testemunhas em todo o mundo.

Divisão do Livro: I. A Igreja à espera, 1. II. Do Pentecostes à conversão de Saulo, 2 – 8. III. Da conversão de Saulo à primeira viagem missionária, 9 – 12. IV. Primeira viagem missionária 13 – 14. V. O Concílio em Jerusalém, 15.1-35. VI. Segunda viagem missionária, 15.36 – 18.22. VII. Terceira viagem missionária, 18.23 – 21.14. VIII. De Jerusalém a Roma, 21.15 – 28.31.

4 – AS EPÍSTOLAS PAULINAS

Os quatro evangelhos apresentam a obra e a pessoa de Cristo. Atos dos Apóstolos relata a fundação e o desenvolvimento da Igreja. Já as epístolas paulinas expõem a revelação doutrinária e a importância teológica de todos esses eventos.
Em suas cartas às igrejas de Roma, Corinto, Éfeso, Filipos, Colossos, Tessalônica e às igrejas da Galácia, encontramos a revelação da Igreja, o corpo de Cristo, o “mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus” (Ef. 3.9). A Paulo também revelou-se o significado doutrinário da cruz e da salvação pela fé apenas por meio da graça (Ef 2.8-9).
Pela vida do apóstolo Paulo, o evangelho da Graça de Deus foi plenamente exposto através das doutrinas da justificação, santificação e da glorificação (Rm 1 – 8), conforme o modo como elas afetam cada cristão e também os judeus (Rm 9 – 11).
O propósito das epístolas de Paulo, portanto, é desenvolver a doutrina da Igreja de Cristo.

4.1 – Romanos 

Autor: O apóstolo Paulo. Ele escreveu esta epístola quando estava na cidade de Corinto (At. 20.1-3). Conforme Romanos 16.23, tudo indica que Paulo estava com Gaio e Erasmo, ambos relacionados com Corinto (1Co 1.14; 2 Tm 4.20). É provável que Febe (16.1), que vivia em Cencréia, porto que servia a Corinto (At 18.18), tenha levado a epístola. Áquila e Priscila, amigos de Paulo, eram de Roma (At. 18.2) e fica claro que voltaram a Roma por meio da saudação que a eles foi dirigida (Rm 16.3).

Data: Foi escrita provavelmente entre os anos 57 e 58 d.C. Mesmo a epístola sendo de autoria do apóstolo Paulo, todavia, quem a redigiu foi o seu secretário chamado Tércio (Rm 16.22).

Tema e Objetivo: O tema é o evangelho de Deus. É a mais ampla designação possível do conjunto de verdades sobre a redenção da humanidade, pois está escrito que “não há acepção de pessoas” (2.11). Esta epístola acertadamente foi colocada em primeiro lugar entre as demais, pois se trata da exposição mais completa do novo nascimento e sobre as verdades centrais do Cristianismo. Romanos é a primeira grande obra de teologia cristã. O evangelho de Deus divinamente revelado nesta carta é o remédio para os falsos evangelhos de hoje e de qualquer tempo.

Divisão da Epístola: Introdução e tema, 1.1-17. I. Todo o mundo culpado diante de Deus, 1.18 – 3.20. II. Justificação pela fé em Cristo, 3.21 – 5.21. III. Santificação mediante a união com Cristo em sua morte e ressurreição, 6 – 8. IV. O problema da incredulidade dos judeus, 9 – 11. V. Vida e serviço cristãos para a glória de Deus, 12.1 – 15.13. Conclusão: A expressão do amor cristão, 15.14 – 16.27.

4.2 – I Coríntios 

Autor: A epístola foi escrita pelo apóstolo Paulo, quando este morou na cidade de Éfeso ao final dos três anos em que lá esteve (At 20.31; 1Co 16.5-8).

Data: A primeira epístola aos Coríntios é uma resposta a duas cartas. Paulo deixou a igreja de Corinto sob a liderança de Áquila e Priscila, na primavera de 53 d.C., para continuar sua segunda viagem missionária. Provavelmente a epístola foi escrita entre os anos 55 e 56 d.C.

Tema e Objetivo: O tema da epístola é: A conduta Cristã. Foi escrita justamente para afastar os recém-convertidos, do paganismo, e das práticas pecaminosas que eram comuns na cidade de Corinto. Não era fácil para os neófitos romper com o seu passado de degradação e imoralidade; as práticas mundanas e a imaturidade espiritual deles exigiam muita paciência e instrução por parte do apóstolo. Além disso, Paulo também esclareceu várias dúvidas que a igreja tinha em assuntos relacionados ao casamento, e o uso de alimentos oferecidos a ídolos (7.1; 8.1-13). Outro assunto também trazia grande preocupação ao apóstolo, ou seja, as notícias recebidas sobre as divisões que estavam ocorrendo na igreja, bem como, brigas crescentes e outros problemas (1.10-12), e por causa de um incesto que não fora julgado pela igreja.

Divisão da Epístola: Introdução, 1.1-9. I. Divisões na igreja em Corinto, 1.10 – 4.21. II. Repreensão à imoralidade; a disciplina é ordenada, 5.1 – 6.8. III. A santificação do corpo; o casamento cristão, 6.9 – 7.4. IV. Coisas oferecidas aos ídolos; limites da liberdade cristã, 8.1 – 11.1. V. A ordem cristã e a Ceia do Senhor, 11.2-34. VI. Os dons espirituais e seu uso em amor, 12.1 – 14.40. VII. A ressurreição do corpo, 15. Conclusão: instruções e saudações pessoais, 16.

4.3 – II Coríntios

Autor: Apóstolo Paulo. Policarpo, Ireneu, Clemente de Alexandria, Tertuliano – todos confirmam a autoria paulina.

Data: A segunda epístola de Paulo aos Coríntios foi escrita um ano após a primeira, provavelmente em 57 d.C. e foi endereçada à mesma igreja.

Tema e Objetivo: O tema da epístola é: A autoridade de Paulo. É a mais pessoal e a menos doutrinária das epístolas. Paulo atacado por críticos apresenta uma grande defesa de sua vida e ministério (1 – 7). Os capítulos 10 a 13 dão seqüência à defesa do seu apostolado e autoridade diante dos falsos mestres legalistas. Alguns diziam que ele não era sincero; outros, como foi dito, questionavam sua autoridade apostólica, consequentemente, o apóstolo defende sua autoridade, colocando diante da desconfiada igreja as evidências de seu serviço sincero realizado em prol do Reino de Deus, por isso, esta epístola é fortemente pessoal e autobiográfica.

Divisão da Epístola: Introdução, 1.1 – 11.1. I. Princípios de ação de Paulo em seu ministério, 1.12 – 7.16. II. A oferta para os pobres em Jerusalém, 8.1 – 9.15. III. Paulo defende sua autoridade como apóstolo, 10.1 – 13.10. Conclusão, 13.11-14.

4.4 – Gálatas

Autor: Apóstolo Paulo. A epístola foi destinada a um grupo de igrejas na Galácia, que estava localizada no centro da região onde hoje se encontra a Turquia.

Data: Existem algumas divergências acerca da data provável. Alguns acreditam que foi escrita no ano 58 d.C., outros defendem que o apóstolo a escreveu bem antes, entre 49 ou 52 d.C., sendo então, a primeira das epístolas de Paulo.

Tema e Objetivo: O tema é: Salvação pela Graça. Paulo teve que escrever a referida epístola para defender o evangelho da graça gratuita que ele havia proclamado aos gentios, pois, os mestres do judaísmo estavam interferindo na doutrina de Paulo, adulterando o seu evangelho com uma mistura de obras humanas e alguma forma de legalismo. Os judaizantes insistiam que embora a salvação viesse de Cristo, as obras também eram necessárias para a salvação. Paulo argumentava que tanto judeus como gentios desfrutam da salvação em Cristo, pois foram justificados (3.6-9), adotados (4.4-7), renovados (4.6 – 6.15) e feitos herdeiros da promessa, filhos de Deus, conforme o Pacto Abraâmico (3.5-18), tudo isso mediante a graça, sem as obras da lei.

Divisão da Epístola: Introdução, 1.1-5. I. Motivo da epístola: os gálatas haviam se afastado do verdadeiro evangelho, 1.6-9. II. Paulo defende seu ministério apostólico, 1.10 – 2.21. III. A justificação é totalmente pela fé, sem a lei, 3.1-24. IV. A norma de vida do crente é segundo a graça, não segundo a lei, 3.25 – 5.1. V. Características na vida de um cristão justificado somente pela fé, 5.2-26. VI. A manifestação exterior da nova vida em Cristo Jesus, 6.1-16. Conclusão, 6.17-18.

4.5 – Efésios 

Autor: Apóstolo Paulo. *Em dois dos manuscritos mais antigo foi omitida a expressão “em Éfeso” (1.1), isso sugere que os primeiros copistas evitaram situar a carta, pois seria lida também em outras igrejas da região vizinha.
Data: Paulo escreveu essa epístola por volta de 60 a 62 d.C., quando estava preso em Roma. Efésios é a primeira das chamadas epístolas da prisão, ela foi enviada à Ásia junto com as epístolas aos Colossenses e a Filemom.

Tema e Objetivo: O tema é: A Igreja, o Corpo de Cristo. Muitas congregações locais surgiram ao longo dos caminhos percorridos pelo apóstolo em suas três viagens missionárias. Paulo escreveu essa epístola justamente para fortalecer essas congregações que eram o Corpo de Cristo. Paulo queria que essas congregações entendessem o poder espiritual de Cristo que agia através dos inúmeros grupos que se reuniam nas casas por todo o mundo, e que se encorajassem mutuamente na fé.

Divisão da Epístola: Introdução, 1.1-2. I. A posição do crente na graça, 1.3 – 3.21. II. A vida e o serviço do crente, 4.1 – 5.17. III. A vida e a luta do crente cheio do Espírito, 5.18 – 6.20. Conclusão, 6.21-24.

4.6 – Filipenses

Autor: Apóstolo Paulo. Filipos foi a cidade que o apóstolo visitou em sua segunda viagem missionária (At 16.12), ali aconteceram as conversões de Lídia e do carcereiro filipense com sua família (At 16.14-34).

Data: A epístola foi escrita enquanto Paulo estava como prisioneiro em Roma, provavelmente foi escrita por volta de 60 a 62 d.C.

Tema e Objetivo: O tema é: A alegria de viver por Cristo. A situação de Paulo poderia ser qualquer coisa, menos alegre! Fora preso ilegalmente e levado para Roma onde aguardava julgamento. O apóstolo tinha vários objetivos em mente quando escreveu essa carta, ou seja, explicar sua situação a alguns amigos que estavam preocupados com ele; explicar a situação de Epafrodito e defende-lo de seus críticos; agradecer, mais uma vez, aos filipenses a ajuda generosa; encorajá-los a persistir na vida cristã e estimular a união da igreja. Fica evidente na vida do apóstolo que Cristo dá alegria e triunfo aconteça o que acontecer. Esse princípio se expressa no testemunho de Paulo: “Pois para mim, o viver é Cristo” (1.21).

Divisão da Epístola: Introdução, 1.1-7. I. Cristo, a vida do cristão: regozijo apesar do sofrimento, 1.8-30. II. Cristo, o modelo do cristão: regozijo no serviço humilde, 2.1-30. III. Cristo, o objeto da fé, do desejo e da esperança do cristão, 3.1-21. IV. Cristo, a força do cristão: regozijo apesar da ansiedade, 4.1-19. Conclusão, 4.20-23.

4.7 – Colossenses

Autor: Apóstolo Paulo. O apóstolo nunca tinha visitado a cidade de Colossos (1.7; 2.1) que ficava cerca de 160 km a leste de Éfeso; provavelmente essa igreja tenha sido estabelecida por Epafras (1.7; 4.12-13; Fm 23), quem, com muitos outros, acredita-se que tenha se convertido em Éfeso durante os três anos em que Paulo lá esteve.

Data: Colossenses é uma das epístolas que o apóstolo escreveu enquanto estava no cárcere em Roma (1.1). A carta foi despachada à Ásia por Epafras, que também entregou a epístola aos Efésios e a Filemom. Provavelmente a epístola tenha sido escrita entre os anos 60 a 62 d.C.

Tema e Objetivo: O tema é: A preeminência de Cristo. Chegara ao conhecimento do apóstolo que dois grandes erros doutrinários estavam ocorrendo naquela igreja. Um deles era uma forma de legalismo ascético (2.14-17), e o outro era uma espécie perigosa de misticismo (2.18-23). Além disso, os Colossenses tinham uma preocupação exagerada pela observância de ritos e cerimônias, também praticavam alguma forma de adoração a anjos, sem contar práticas heréticas que incluíam tanto elementos judaicos como gnósticos. Para combatê-los, a epístola exalta a pessoa e a obra de Cristo e a união do crente com Ele como resposta definitiva a erros dessa espécie.

Divisão da Epístola: Introdução, 1.1-8. I. A oração do apóstolo pelos cristãos Colossenses, 1.9-14. II. A preeminente glória de Cristo, 1.15-23. III. A preocupação do apóstolo com a igreja em Colossos, 1.24 – 2.23. IV. Algumas características da vida abundante do cristão, 3.1 – 4.6. Conclusão, 4.7-18.

4.8 – I Tessalonicenses

Autor: Paulo refere-se a si mesmo como autor dessa epístola (1.1), e a Igreja primitiva o reconhecia como tal. Os primeiros pais da Igreja, como Ireneu, Tertuliano e Clemente de Alexandria, também reconheceram Paulo como autor da carta.

Data: A primeira epístola aos Tessalonicenses talvez seja a mais antiga das epístolas do apóstolo Paulo. Escrito em Corinto, não muito tempo depois de Paulo ter deixado Tessalônica, em sua segunda viagem missionária (At 16 – 17), provavelmente a carta tenha sido escrita entre os anos 51 e 52 d.C.

Tema e Objetivo: O tema da epístola é: A volta de Cristo. A carta foi escrita para encorajar e firmar a igreja de Tessalônica nas verdades básicas do evangelho de Jesus e também para incentivá-la a progredir no poder de uma vida de santidade alem de instruí-la acerca da vinda do Senhor Jesus para os seus, e a respeito da relação desse evento com os acontecimentos do dia do Senhor.

Divisão da Epístola: Introdução, 1.1-4. I. A igreja modelo e os três tempos da vida cristã, 1.5-10. II. O servo modelo e sua recompensa, 2. III. O irmão modelo e sua santificação, 3. IV. A vida modelo e a esperança do crente, 4.V. A vida modelo e o dia do Senhor, 5.1-24. Conclusão, 5.25-28.

4.9 II Tessalonicenses

Autor: Paulo é o autor da carta (1.1). Foi escrita pouco tempo depois do apóstolo ter escrito a primeira epístola.

Data: Provavelmente tenha sido escrita em 52 d.C.
Tema e Objetivo: O motivo foi um equívoco que estava acontecendo entre os Tessalonicenses. Eles estavam sendo perseguidos impiedosamente pelo imperador Nero e concluíram erroneamente que o dia do Senhor havia chegado (2.2). Também é possível que a igreja tivesse recebido uma carta, supostamente de Paulo (2.1-2), ou que um dos profetas da igreja tenha transmitido essa mensagem falsa em uma reunião pública. De qualquer modo, Paulo escreve com a finalidade de encorajar esses cristãos sofredores para permanecerem confiantes no Senhor.

Divisão da Epístola: Introdução, 1.1-4. I. Consolo na perseguição, 1.5-12. II. O dia do Senhor e o homem do pecado, 2.1-12. III. Exortações e instruções, 2.13 – 3.15. Conclusão, 3.16-18.

4.10 I Timóteo

Autor: A carta foi escrita pelo apóstolo Paulo (1.1), durante os últimos anos de sua vida.

Data: É provável que o apóstolo tenha escrito essa primeira carta para o jovem Timóteo enquanto estava em Colossos, fazendo sua prometida visita a Filemom (Fm 22). A epístola é uma das cartas pastorais e data do final da vida de Paulo, provavelmente a carta tenha sido escrita no ano 64 d.C.

Tema e Objetivo: O tema é: A ordem na igreja. À medida que as igrejas do primeiro século aumentavam em número, surgiam questões quanto à ordem eclesiástica, à sã doutrina e à disciplina. A idéia central da epístola é trazer orientações para a ordem na igreja, a santidade da fé e a disciplina eclesiástica. O apóstolo disse: “escrevo-te [...] para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (3.14-15). Paulo escreveu a carta, portanto, para instruir seu jovem discípulo sobre como a igreja deveria funcionar e sobre como homens e mulheres de Deus, maduros, deveriam nela interagir (6.11-16).

Divisão da Epístola: Introdução, 1.1-2. I. Advertências sobre a heresia na doutrina e na vida, 1.3-11. II. Testemunho pessoal de Paulo e exortação a Timóteo, 1.12-20. III. Instruções sobre a oração e o papel das mulheres na igreja, 2. IV. Requisitos para os bispos (anciãos, presbíteros) e diáconos, 3.V. A vida de um bom ministro de Jesus Cristo, 4. VI. A obra de um bom ministro, 5. VII. Advertências a um ministro, 6.1-19. Conclusão, 6.20-21.
4.11 – II Timóteo

Autor: A carta é atribuída ao apóstolo Paulo (1.1). Além disso, muitos dos primeiros pais da Igreja, como Policarpo, Justino Mártir e Ireneu, defendem que Paulo é o autor da carta.

Data: A segunda carta a Timóteo são as últimas palavras de Paulo. Ele estava preso em Roma onde aguardava julgamento e, consequentemente, a morte. O apóstolo, já idoso, escreve suas últimas instruções ao seu discípulo, provavelmente a carta tenha sido escrita em 67 d.C.

Tema e Objetivo: O tema é: Conservar a Verdade. A epístola foi escrita para demonstrar a conduta de um genuíno servo de Cristo em meio a um tempo de declínio doutrinário. As igrejas da Ásia (1.15) estavam abandonando as verdades do evangelho da graça que o apóstolo havia proclamado entre eles, consequentemente, recaindo no legalismo. Paulo encoraja seu jovem discípulo a utilizar todos os recursos divinos disponíveis ao pastor fiel em um período de apostasia.

Divisão da Epístola: Introdução, 1.1-2. I. Exortação de Paulo a Timóteo, 1.3-18. II. O caminho de um sevo aprovado em tempos de apostasia, 2. III. Predição da apostasia – o recurso do cristão: as Escrituras, 3. IV. Um servo fiel e seu fiel Senhor, 4.1-18. Conclusão, 4.19-22.

4.12 – Tito

Autor: A carta foi escrita por Paulo a um dos seus auxiliares mais dignos de confiança.

Data: Provavelmente a carta tenha sido escrita na mesma época em que Paulo escreveu I Timóteo, ou seja, em aproximadamente 64 d.C.

Tema e Objetivo: O tema é: A Organização da Casa de Deus. Paulo escreveu essa carta para encorajar e instruir o dedicado Tito por estar com pressa em deixá-lo em Creta. A carta mostra que não era fácil trabalhar com os cretenses (1.12-13), por isso, Paulo escreve a Tito para lembrá-lo de sua tarefa e organizar a igreja e designar presbíteros; adverti-lo em relação aos falsos profetas; encorajá-lo no pastoreio dos vários tipos de pessoas que faziam parte da igreja; enfatizar o verdadeiro significado da graça na vida do cristão e também explicar como lidar com os encrenqueiros da igreja.

Divisão da Epístola: Introdução, 1.1-4. I. Requisitos e deveres dos presbíteros, 1.5-16. II. A obra pastoral de um verdadeiro ministro, 2. III. Exortação a uma vida piedosa, 3.1-11. Conclusão, 3.12-15.

4.13 – Filemom

Autor: O apóstolo Paulo. Filemom era um próspero cidadão da cidade de Colossos. A epístola provavelmente foi levada por Tíquico, o mesmo mensageiro que levou as cartas aos Efésios e aos Colossenses. 

Data: A carta é uma das chamadas epístolas do cárcere. Foi despachada por Paulo, da sua prisão em Roma, provavelmente foi escrita entre os anos 60 a 62 d.C.

Tema e Objetivo: O tema é: O Amor Exemplificado. Os personagens principais dessa carta são Onésimo, o escravo, e Filemom, o hospedeiro do apóstolo Paulo. Onésimo havia fugido para Roma. Pela providência divina, Paulo o conheceu e o ganhou para Cristo. Legalmente, Filemom poderia mandar executar seu escravo por quebrar a lei, porém, Paulo interveio e intercedeu em favor do novo cristão, a fim de salvar-lhe a vida. A principal lição dessa carta é o retrato de Cristo como o Redentor do pecador perdido. Cristo pagou na cruz o preço por seus filhos desobedientes, da mesma forma que Paulo estava disposto a pagar o preço pela desobediência de Onésimo. A expressão “Ponha em minha conta” (18), revela a profundidade do amor de um pastor.

Divisão da Epístola: Introdução, vv. 1-3. I. O caráter de Filemom, vv. 4-7. II. Intercessão em favor de Onésimo, vv. 8-21. Conclusão, vv. 22-25.

4.14 – Hebreus

Autor: Desconhecido. Há séculos os estudiosos discutem quem é o autor desse relato, uma vez que nenhum escritor é identificado com o texto. As tradições mais antigas apontam para Paulo. Outros sugeriram Apolo, Filipe, o evangelista, Marcos e até Priscila e Áquila! De qualquer maneira, fica evidente que o escritor era judeu, já que sua mensagem se dirige ao leitor judeu. Existem evidências internas de que a epistola tenha sido escrita por Paulo, mas na ausência de afirmação ou prova indubitável, a questão deve permanecer sem solução.

Data: A carta foi escrita antes da destruição de Jerusalém e do templo pelos romanos em 70 d.C., provavelmente a epístola tenha sido escrita no ano 68 ou 69 d.C.

Tema e Objetivo: O tema é: O Sacerdócio de Cristo. O motivo da carta foi a necessidade de uma exortação especial aos leitores hebreus que tinham se convertido ao Cristianismo, depositando sua fé em Jesus. Alguns deles tinham uma postura vacilante, por isso, a exortação foi esta: “conservamos firmes a confiança e a glória da esperança” (3.6) e “prossigamos até a perfeição” (6.1). Portanto a carta tinha o propósito de confirmar os cristãos judeus, deixando claro que o judaísmo do Antigo Testamento havia terminado em virtude de Cristo ter cumprido todo o propósito da lei; alertar alguns que tinham se identificado como cristãos para que não voltassem a cair no judaísmo e alcançassem a verdadeira fé em Cristo; chamar a atenção dos cristãos em todo lugar para a preeminência de Jesus Cristo.

Divisão da Epístola: Introdução, 1.1-3. I. Cristo como uma pessoa superior a todas as demais, 1.4 – 4.16. II. Preeminência e caráter conclusivo do sacerdócio de Cristo, 5.1 – 10.18. III. A vida de fé, 10.19 – 13.19. Conclusão, 13.20-25.



5 – AS EPÍSTOLAS GERAIS

As cartas de Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João e Judas, são chamadas de Epístolas Gerais ou Epístolas Católicas. Elas receberam esse nome, porque não foram endereçadas para igrejas ou pessoas específicas, mas sim, a um círculo bem mais amplo e à Igreja de Jesus como um todo.
Um aspecto interessante sobre as Epístolas Gerais, é que elas complementam os ensinamentos das Epístolas Paulinas, porém não entram em conflito com elas. Portanto, a função das Epístolas Gerais é completar a doutrina do Novo Testamento, acrescentando algo à grande exposição paulina sobre a fé cristã.

5.1 – Tiago

Autor: A tradição afirma que o autor é o próprio Tiago, o meio irmão de Jesus (Mc 6.3). Ele se manteve incrédulo no início do ministério de Cristo (Jo 7.3-10), posteriormente, ele se tornou o líder da igreja que estava em Jerusalém (At 12.17), e foi ele quem encabeçou o primeiro concílio da igreja (At. 15.13).

Data: Vários eruditos afirmam que essa é possivelmente a mais antiga das epístolas endereçada aos cristãos (judeus). Provavelmente tenha sido escrita entre os anos 45 e 50 d.C.

Tema e Objetivo: O tema é: Vida Cristã Prática. A epístola trata sobre a perseguição de fora da congregação e os problemas internos. Tiago encoraja os irmãos que sofrem diversos tipos de provações. Ele também tenta ajudá-los a confessar e abandonar seus pecados. Um dos pensamentos-chave da carta é a perfeição ou a maturidade espiritual. Esses irmãos precisavam crescer no Senhor, e as muitas provações pelas quais passavam podiam ajudá-los a amadurecer se obedecessem a Deus. Com sua ênfase na vida cristã prática, a epístola de Tiago reflete a mente e o ensinamento do divino Irmão do autor, algo que se percebe no estilo e nas freqüentes referências ao Sermão do Monte.

Divisão da Epístola: Introdução, 1.1. I. A prova da fé, 1.2 – 2.26. II. A realidade da fé colocada à prova pelo controle da língua, 3. III. Repreensão ao mundanismo, 4. IV. Advertências aos ricos, 5.1-6, V. exortações em face da volta do Senhor, 5.7-18. Conclusão, 5.19-20.

5.2 – I Pedro

Autor: Apóstolo Pedro. A evidência de que a carta foi escrita por Pedro fica clara pela íntima familiaridade que o autor exibe com a vida de Cristo e seus ensinamentos.

Data: Provavelmente tenha sido escrita em 65 d.C., pois a carta revela não só o conhecimento de epístolas antigas, como Tiago, I Tessalonicenses e Romanos, mas também parece estar familiarizada com as posteriores epístolas da prisão, de Paulo, (Colossenses, Efésios e Filipenses).

Tema e Objetivo: O tema é: Sofrimento e Glória. Pedro escreveu essa carta para encorajar os cristãos a suportarem as provações que viriam. O assunto da epístola é o sofrimento, sendo usadas sete palavras diferentes para exprimir essa idéia na carta. A esperança em meio ao sofrimento é engendrada pela perspectiva de uma futura herança (1.4-5) e da vinda do Supremo Pastor (5.4). O sofrimento tem um propósito (1.6-7). Deve ser esperado (4.12), não temido (3.14); suportado com paciência (2.23) e recebido com alegria (4.13). Os sofrimentos de Cristo são apresentados com freqüência como exemplo para o crente. O sofrimento com freqüência é vontade de Deus (4.19).

Divisão da Epístola: Introdução, 1.1-2. I. O sofrimento e a conduta do cristão em vista da salvação completa, 1.3 – 2.8. II. A vida cristã em vista da posição do cristão e do sofrimento vicário de Cristo, 2.9 – 4.19. III. O serviço cristão à luz da vinda do Senhor, 5.1-9. Conclusão, 5.10-14.




5.3 – II Pedro

Autor: Apóstolo Pedro. Por causa de algumas diferenças de estilo entre 1 e 2 Pedro, alguns dos primeiros pais da Igreja e um certo número de reformadores e críticos modernos questionaram a autoria petrina da 2ª epístola. A carta só foi reconhecida largamente como escritura autêntica do apóstolo Pedro no tempo de Orígenes (c. 250 d.C.). Todavia os fortes indícios parecem sustentar que foi de fato escrita por Pedro (1.1).    

Data: Provavelmente tenha sido escrita no ano 65 d.C., enquanto Pedro aguardava o seu martírio.

Tema e Objetivo: O tema é: Os Últimos Dias. A fé cristã que o apóstolo pregava com tanta fidelidade não se tratava de uma questão meramente filosófica. Tratava-se na verdade de vida ou morte eterna. Todavia, existiam aqueles que usavam de engano e contrariavam as verdades pregadas pelo apóstolo. Pedro tinha muito a dizer. Ele tinha de confrontar esse engano, para que não fosse confundido com a verdade. Na carta o apóstolo dá muita ênfase a uma vida de santidade e se esforça para refutar falsos ensinamentos, a segunda carta de Pedro é marcada pelo tema santidade. Pedro associou a motivação que nos conduz a ter uma vida santa e a iminente volta de Cristo e ao galardão que o Senhor Jesus trará.

Divisão da Epístola: Introdução, 1.1-2. I. As grandes virtudes cristãs, 1.3-14. II. Lembrança da transfiguração, 1.15-18. III. Exaltação das Escrituras proféticas, 1.19-21. IV. Advertências sobre falsos mestres, 2.1 – 3.3. V. A segunda vinda de Cristo e o dia do Senhor, 3.4-16. Conclusão, 3.17-18.

5.4 – I João

Autor: O autor é o apóstolo João, o mesmo que escreveu o quarto evangelho. Isso fica claro pelas evidências internas, como o vocabulário semelhante tanto no evangelho quanto na epístola.
Data: A epístola foi escrita provavelmente entre 85 a 95 d.C. Acredita-se que a carta tenha sido escrita na cidade de Éfeso, onde Ireneu relata que João morou durante a parte posterior de sua vida, e de onde parece ter supervisionado igrejas vizinhas.

Tema e Objetivo: O tema é: A Comunhão. João estabeleceu cinco propósitos para sua primeira epístola: ter comunhão (1.3); ter alegria (1.4); não pecar (2.1-2); derrotar o engano (2.26) e ter a certeza da salvação (5.13). Também é dada uma ênfase pastoral e apologética. O objetivo pastoral de João era incentivar a comunhão como já foi dito, porém, para que os cristãos alcançassem essa comunhão, precisavam compreender a verdadeira natureza de Deus (1.5; 2.29; 4.7-8). Sendo assim, o propósito pastoral naturalmente leva ao apologético (2.26), que era proteger seus leitores contra as idéias enganadoras dos falsos mestres. Se os cristãos fossem enganados pelas falsas doutrinas, acabariam por comprometer sua união, que só era possível no amor de Cristo.

Divisão da Epístola: Introdução, 1.1-2. I. Os filhinhos e a comunhão, 1.3 – 2.11. II. Os filhinhos e seus inimigos, 2.1227. III. Os filhinhos e a volta do Senhor, 2.28 – 3.3. IV. Os filhinhos em contraste com os filhos de Satanás, 3.4-24. V. Os filhinhos e os falsos mestres, 4.1-6. VI. Segurança e advertência aos filhinhos, 4.7 – 5.19. Conclusão, 5.20-21.

5.5 – II João

Autor: Apóstolo João. Por causa de sua saudação, surgiram muitos debates em torno da epístola. Alguns eruditos que as palavras “à senhora eleita”, personificam uma das igrejas do primeiro século; outros supõem que se trata de uma senhora cristã de posição elevada a quem o apóstolo João conhecia pessoalmente.

Data: Provavelmente a carta tenha sido escrita entre os anos 90 a 95 d.C.

Tema e Objetivo: O tema: O Mandamento de Cristo. Quando João escreveu essa carta, ele tinha como propósito, alertar a senhora querida (1.2) contra os falsos mestres. Aparentemente essa senhora patrocinava reuniões com pregadores visitantes em sua casa (10). O apóstolo encoraja e a alerta contra as doutrinas deturpadas, sugerindo que não patrocine ninguém que pregue nada menos que a plena divindade e humanidade de Cristo.

Divisão da Epístola: Introdução, vv. 1-3. I. O caminho da verdade e do amor, vv. 4-6 II. O sinal do enganador e anticristo, vv. 7-11. Conclusão, vv. 12.13.

5.6 – III João

Autor: A semelhança de tom, idéias e estilo, deixam claro que a autoria da carta é do apóstolo João. Clemente de Alexandria, Dionísio de Alexandria, Cipriano e outros, testemunharam a favor da autoria joanina.

Data: A tradição sugere que a carta tenha sido escrita em 96 d.C., após João ter voltado do exílio de Patmos para Éfeso depois da morte de Domiciniano (96 d.C.), passando seus últimos anos de vida visitando as igrejas asiáticas (vv. 10-14).

Tema e Objetivo: O tema é: Andando na Verdade. O propósito dessa epístola foi justamente enaltecer e louvar a pessoa de Gaio, um cristão leal, idôneo e ativo na obra de Deus. Gaio possuía uma excelente condição financeira, haja vista, a sua grande hospitalidade e amor demonstrados ao abrigar os pregadores cristãos itinerantes. A epístola também fala de certas perturbações internas daquela igreja, que envolviam Gaio e Diótrefes.

Divisão da Epístola: Introdução, vv. 1-4. I. Hospitalidade para com os ministros itinerantes, vv. 5-8. II. Diótrefes: sua prepotência e atitudes perversas, vv. 9-11. III. Demétrio: sua piedade, v. 12. Conclusão, vv. 13-14.

5.7 – Judas

Autor: Judas, meio-irmão de Jesus. O autor da epístola se autodenomina Judas. No Novo Testamento são citados seis Judas, porém, somente dois deles poderiam ter escrito essa carta: (1) o apóstolo Judas, o Tadeu, (Lc 6.16; At 1.13), mencionado em Mateus 10.3; ou (2) o Judas irmão de Tiago e meio-irmão do Senhor Jesus. Os irmãos do Senhor são citados em Mateus 13.55 como “Tiago, e José, e Simão, e Judas”. Uma vez que o redator da carta não declara possuir autoridade apostólica e, no v. 17, são mencionados os apóstolos como um grupo que não inclui o escritor, resta apenas Judas, irmão do Senhor e de Tiago, como possível autor da epístola.

Data: Pouco se conhece sobre as circunstâncias ou data da composição, provavelmente a epístola tenha sido escrita em 68 d.C.

Tema e Objetivo: O tema é: Combatendo pela fé. Embora o autor tenha iniciado a mensagem falando sobre salvação, o Espírito Santo levou-o a advertir os crentes em relação aos falsos mestres que haviam se introduzido na igreja. Havia muita apostasia na igreja primitiva, por isso, Judas exorta os leitores a lutar fervorosamente pela fé. Com palavras veementes, ele descreve os hereges, mostrando como a apostasia conduz a uma vida de pecado.

Divisão da Epístola: Introdução, vv. 1-2. I. Motivo da epístola, vv. 3-4. II. Exemplos históricos de incredulidade e rebelião, vv. 5-7. III. Descrição dos falsos mestres, vv. 8-19. IV. Exortações aos cristãos, vv. 20-23. Conclusão, vv. 24-25.

6 – PROFECIA

Os grandes eventos que levarão a história da raça humana à sua consumação estão narrados no livro de Apocalipse (Revelação). Trata-se de um livro de caráter profético, os principais temas proféticos citados em Apocalipse são: (1) O Senhor Jesus Cristo, tema central de toas as Escrituras (Gn 3.15; Ap 1.1); (2) A Igreja (Mt 16.18; Ap 2 – 3); (3) Ressurreição e glorificação dos santos (Ap 20.4-6); (4) A grande tribulação (Dt 4.29-30; Jr 30.5-7; Ap 4 – 19); (5) Satanás e o sistema mundial (Is 14.12-14; Ez 28.11-18; Ap 12.3-17; 20.1-3; 10); (6) O juízo das nações (Jl 3.1-10; Mt 25.31-46; Ap 16.13-16); (7)  O anticristo (Ez 28-1-10; 2Ts 2.7-10; Ap 13.1-10; 19-20); (8) O reino do Messias sobre Israel (Is 11.1-16; At 1.6; Ap 20.4-7); (9) O tempo dos gentios (Dn 2.37-44; Lc 21.24; Ap 6.1 – 19.16); (10) O paraíso perdido (Gn 3); (11) A reconquista do paraíso (Ap 21 – 22); (12) Alianças de Israel, Abraâmica (Gn 12.1-3); Palestina (Dt 30.1-10); Davídica (2Sm 7.4-17); Nova Aliança (Jr 31.31-33; Zc 14.1-14); (13) A segunda vinda de Cristo (Ap 19.11-16); (14) O juízo dos ímpios (Sl 9.17; Ap 20.11-15); (15) O eterno estado no novo céu e na nova terra (Is 65.17; 66.22; Ap 21 – 22).

6.1 – Apocalipse

Autor: Apóstolo João, discípulo do Senhor. Há clara atestação de Justino Mártir, Ireneu, Tertuliano e Hipólito quanto à autoria joanina. Clemente de Alexandria e Eusébio também declararam que foi João o autor do livro.

Data: As evidências internas do livro e citações externas (e.g. Ireneu), situam o livro perto do final do reinado do imperador Domiciano (81-96 d.C.). Foi
Domiciano quem mandou exilar o apóstolo João na ilha de Patmos. Provavelmente o livro tenha sido escrito no ano 95 d.C.

Tema e Objetivo: O tema é: A Consumação dos Séculos. A Igreja do primeiro século passava por várias perseguições, além de problemas internos. A Igreja passou a batalhar contra o pecado, as doutrinas e práticas heréticas, bem como contra a apatia espiritual. Em meio a essas circunstâncias, os primeiros leitores de Apocalipse precisavam ser encorajados e exortados. Por um lado, a mensagem se revelou uma promessa de proteção divina em relação ao juízo divino sobre o mundo. Por outro, aqueles que a lessem deveriam guardá-la no coração, obedecendo ao Senhor, à Palavra de Deus e atentando para o testemunho de Jesus, como fizera o apóstolo João, o qual, ao escrever Apocalipse, queria renovar a confiança de seus leitores de que Cristo tem o controle do curso da história.
O propósito primordial de Deus em toda a história é o estabelecimento do Reino Messiânico prometido. Associada a esse objetivo final está a oportunidade para os cristãos perseverarem na fé e na obediência. A expectativa desses vencedores é, no futuro, reinar com Cristo como co-herdeiros de Seu reino.

Divisão do Livro: Introdução, 1.1-3. I. As mensagens do Senhor ressurreto às sete igrejas, 1.4 – 3.22. II. O livro selado com sete selos é aberto, 4 – 6; 8.1. III. Parêntese: judeus e gentios salvos durante a tribulação, 7. IV. Os juízos das sete trombetas, 8.2 – 9.21; 11.15-19. V. Parêntese, 10.1 – 11.14. VI. Personagens proeminentes, 12. VII. Surgimento e reinado da besta e do falso profeta, 13. VIII. Parêntese, 14. IX. Os juízos das sete taças, 15 – 16. X. A queda da Babilônia, 17 -18. XI. A batalha do Armagedom e o milênio, 19.1 – 20.6. XII. O juízo final e a cidade santa, 20.7 – 22.5. XIII. A última mensagem da Bíblia, 22.6-19. Conclusão, 22.20-21.



























CONCLUSÃO































REFERÊNCIAS

GEISLER, Norman L.; NIX, Willian E. Introdução Bíblica. 1ª ed. São Paulo: Vida, 1997. 253 p.


UNGER, Merril Frederick. Manual Bíblico Unger. 1ª ed. São Paulo: Vida Nova, 2006. 743 p.


WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Wiersbe Novo Testamento. 1ª ed. São Paulo: Geográfica e Central Gospel, 2008. 911p.


RADMACHER, Earl D.; ALLEN, Ronald B.; HOUSE, H. Wayne. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento. 1ª ed. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2010. 843 p. 


Bíblia de Estudo Scofield. São Paulo: Holy Bible, 2009. 1355 p.